
De acordo com o site Variety, as animações em 2010 ganharam espaço maior nos cinemas e nas bilheterias. Só este ano, no verão norte-americano (período de maio a agosto) foram quatro grandes animações com excelente retorno nas bilheterias em solo estadunidense.
A principal delas continua sendo “Toy Story 3“, o terceiro e último episódio da franquia iniciada pela Pixar, em 1995. O desenho é considerado a maior bilheteria em animação da história do cinema, com arrecadação de US$ 984,3 milhões. No último ano, o desenho só perde para “Avatar” como a maior bilheteria.
A Dreamworks emplacou também duas animações este ano com excelente bilheteria: “Shrek Para Sempre” e “Como Treinar Seu Dragão“. O longa do ogro está em 5º lugar dos filmes mais rentáveis neste verão norte-americano, com mais de US$ 237 milhões já arrecadados só em solo estadunidense e quase US$ 700 milhões se somados a bilheteria mundial.
“Como Treinar o Seu Dragão”, que preferiu ser lançado em um período não tão concorrido como o maior a agosto nos cinemas, ficou com o 9º colocado entre as melhores bilheterias nos Estados Unidos. A produção levou em solo estadunidense US$ 217 milhões, enquanto no mundo a bilheteria chegou a quase USS 500 milhões.
Já a Universal conseguiu emplacar o recém lançado “Meu Malvado Favorito” em sexto filme com maior rentabilidade nas bilheterias estadunidenses. O longa, que foi literalmente uma surpresa para estas férias e para a própria Universal, já soma mais de US$ 230 milhões nos Estados Unidos e quase US$ 300 milhões na arrecadação mundial.
Claro que muito desse comportamento atípico se deve também às animações terem incorporado a tecnologia do 3D, que ganhou popularidade desde “Avatar”. Sites especializados em análise de bilheteria comprovam que as animações realmente se beneficiaram da tecnologia. Em comparações feitas neste ano, as animações tiveram uma redução de público nas salas 3D ao longo das semanas de exibição bem inferior a perda de público de filmes live-action usando a mesma tecnologia.
Somado a isso, o custo dos ingressos, que normalmente é mais alto, alia-se a obrigatoriedade da presença de um adulto, que normalmente paga mais caro, junto com crianças que estejam assistindo aos filmes.
Mesmo com inúmeros fatores que facilitaram a presença e o aumento de animações entre os filmes que mais se destacaram nas bilheterias, os estudos de sites especializados na economia da indústria cinematográfica aponta que o futuro ainda está apostar em filmes para toda a família.


























