Esta matéria tem cheiro de naftalina, cores desgastadas, e pouco mais que 20 anos de atraso, mas tem gostinho de rapadura com cinema, games e nostalgia! Muitos de vocês, e seria errado me excluir desta patota, muitos de nós, não lembrávamos como eram os anos 80, e a regra dos 20 anos nos afeta duplamente quando se trata da franquia Robocop, o filme e o jogo para Nintendinho (NES).
Passando rapidamente pelo filme, eu não fazia idéia, talvez bloqueado pela série animada, ou a série de TV, mas eu não lembrava do quão violento ele era, nem os valores morais que ele aborda. Para mim era como se o maior policial de todos os tempos fosse indestrutível, e só isso. Passando-se em Detroit, o jogo obviamente lida com qualquer um que já tenha visto o filme, ou não. É confuso afirmar isso, pois a única coisa que me lembrava a história do longa era o próprio Robocop.
Na trama, nada de Alex J. Murphy, você já começa como Robocop em uma Detroit infestada de bandidos, cachorros e pimenteiros que alimentam (ou seriam abastecem?) o policial robótico em sua aventura por justiça! Pincelando brevemente o filme, o jogo se passa em Detroit, e como nas telonas, o crime tomou conta desta metrópole futurista, e é exatamente isso que encontramos no primeiro nível do jogo. Criminosos determinados a impedir Robocop de cumprir suas diretrizes básicas!
Sem a violência exagerada do filme, afinal o NES era o videogame da criançada, resta mostrar a loucura de sua escória criminal. Cães, helicópteros, bandidos desesperados, e até mesmo acrobatas loucos, não hesitam em pular do segundo andar em “voadora” para tentar parar uma máquina de combate! Se não acredita, assista o vídeo.
E mesmo nessa loucura toda, por algum motivo, Murphy (vamos chamar o Robocop assim de agora em diante) só saca a arma em certos momentos do jogo. E o mais confuso, é que não são momentos chave. Não é pra matar um inimigo mais difícil, na verdade a primeira vez que a arma é sacada, a mesma é utilizada para matar cachorros.
Diversão
Lembrei de algumas coisas quando fui rejogar este jogo. Uma delas foi que rejogar não é bem uma palavra, a outra é que: não assista o filme e jogue um jogo, ainda mais se ambos forem velhos.
Fora algumas aparições do filme, algumas fiéis outras nem tanto, pelo que eu entendi, os criadores do jogo só fizeram um joguinho para um personagem, e no meio disso encaixou algumas cenas do filme.
Seja um prefeito muito mais branco que o do filme, ou ninjas depois de você enfrentar um canhão lança-chamas, o jogo tem suas liberdades, e elas se propagam na dificuldade que é ser um policial robô. Pense em um jogo difícil, agora jogue ele com 10 anos, ok, agora veja o filme, ok, está perdido? Bem vindo a infância de muitos.
Começando aqui o que muitos virão a conhecer como a maldição das adaptações (não são só os livros que sofrem no cinema), filmes que viram jogos podem dar muita dor de cabeça, e se você jogou este na sua infância, talvez a sua primeira enxaqueca.
Depois de descobrir os códigos de invencibilidade (sim, trapaceei, e não me envergonho), o jogo corre por 30 minutos difíceis até para o Robocop, tendo que enfrentar o ED-209 (O robô galinha) duas vezes até chegar ao emocionante desfecho, e talvez uma das únicas partes que me lembrou o filme. Assista ao vídeo do Angry Nintendo Nerd avaliando esse jogo.
O que aprendi jogando:
* O jogo tem um botão de defesa, fora de mão, e inútil, sou o Robocop, não preciso me defender.
* Robocop prefere socos a tiros no mundo dos videogames.
* Um jogo tão difícil assim, até pra mim adulto, não deveria ser vendido para crianças.
* Cachorros não deveriam fazer dano ao Robocop, mas por via das dúvidas atiramos neles.
* É muito fácil e rápido de se construir robôs gigantes.
PRÓS
- Você é o Robocop, não há dúvida disso, você não pula e não corre, mas quebra paredes e bandidos que nem papel (metralhadora alemã, ou de Israel?)
- As imagens refeitas em pixel art, marcam e tem seu carisma. Elas funcionam e te ambientam no universo 8-Bits, nada digitalizado e sim criado e desenhado no jogo mesmo!
- A imaginação se mescla com o jogo, tudo que pensei acontece, derrotar bandidos com socos, munição infinita e pouco papo e muita ação.
CONTRAS
- O jogo é muito difícil.
- O jogo tem muitos momentos frustrantes, explorações desnecessárias, entrar em portas que não tem nada.
- Os poucos momentos que o jogo encosta na trama do filme, nada parece vindo de lá, um prefeito que muda de cor, personagens que não parecem com do filme, e locais nada familiares.
- Jogabilidade fora de mão, abaixar para pegar itens, achar o ponto certo pra subir as escadas, apertar um botão fora de mão pra defender.
- EU JÁ MENCIONEI QUE SE ATIRA EM CACHORROS NESTE JOGO? E QUE CACHORROS NÃO DEVERIAM FAZER DANO AO ROBOCOP?



























11 Comentários
Putz! Me lembro com carinho da versão arcade… Como gastei fichas nessa porr@! Levava todo meu salário de empacotador XD
Vou ser sincero, esse jogo é um lixo. Não é desculpa ser antigo, que ficou velho, ou que era bom na época. É só você dar uma olhada nos vídeos, que já dá para sentir como ruim era. A música tema toca em TODAS AS FASES. É a única trilha do jogo. Inimigos sem sentido, uso de armas só quando jogo acha conveniente, controles terríveis. Olha, não é de hoje adaptações bizarras do cinema pros games. Há 22 anos já tinha um lixo desses, como reclamar de hoje?
Alguém sabe sobre as sequências? Pois lembro que no Arcade tinha uma versão bem bacaninha.
@equipe rapadura:
Não entendo como não mencionaram a versão Robocop para Playstation 2.
Também não é grande coisa, mas é um jogo onde você vê a situação em primeira pessoa (aquela velha visão do Robocop) esse jogo é de tiro, mas você controla a direção do personagem…e tem muito mais a ver com o clima do filme do que esse lixo da versão do SNES…
Outro que concordo que era bom era o do arcade… se bem que pros dias de hoje eu não colocaria uma ficha nele…
Corrigindo: o jogo não é SNES, é apenas NES…
Pros fãs do filme, tem um vídeo que resume o primeiro filme inteiro, que é narrada ao som de RAP. Muito boa (só que tá em inglês…)
Vale a pena conferir…
http://www.youtube.com/watch?v=wUnMF7dV86k
Carlos, aquele video não é do Angry Video Game Nerd ( que antes era chamado de Angry Nintendo Nerd), mas sim de outro cara. O James Rolfe ainda não fez uma review sobre esse game …ainda xD
Mas pera aí!
Tem um jogo bom do RoboCop sim! Pena que nunca foi lançado…
Chama-se Robocop vs. The Terminator.
É extremamente fiel aos quadrinhos e você tem realmente a sensação de ter uns 200kg quando joga com ele!!!!
Vale a pena fazer um review desse daí!!!1
Falooou galeraa
Pra quem era criança na época e pre-adolescente… Isso era o máximo! Cansei de jogar esse jogo! hahaha…
também não mencionaram um outro jogo do robocop p nintendinho, era um jogo japones q fizeram mas o robocop era mais parecido co jaspion do q com o personagem e era bem mais legal q esse aí pois na versão japonesa o robocop caía no soco…
Esse jogo se chama Shatterhand, e aqui no Brasil foi lançado em algumas locadoras como “Solbrain”, sim, o Tokusatsu japonês, agora, se era um jogo do Solbrain mesmo, não sei.
Shatterhand é o nome americano, e era necessário combinar três itens de mesmo símbolo (alpha ou beta) para se transformar em robô.
O jogo é bacana, jogabilidade fácil, controles respondem bem, é auto-explicativo do tipo “porrada em tudo que vier pela frente”
Recomendado!
Eu tinha esse cartucho!!!! 70 pinos!!! Igualzinho!!! Lembro que o ganhei no natal de 91 ou 92 da minha tia. Na época, lembro que não curti muito. Prefiria o Ninja Gaiden. Grande lembrança!!! Ótimo post!!! Abraço!
Eu me lembro de jogar isso lá para meus 4 ou 5 anos de idade. Eu sempre ficava meio triste com aquela imagem de “game over” do Robocop sentado na cadeira de reparos!