- Gênero:
- Drama
- Duração:
- 107min
- Origem:
- EUA
- Estúdio:
- Lions Gate
- Direção:
- Paul Haggis
- Roteiro:
- Paul Haggis, Robert Moresco
- Produção:
- Paul Haggis, Robert Moresco, Don Cheadle, Mark R. Harris, Cathy Schulman
Jean Cabot (Sandra Bullock) é a rica e mimada esposa de um promotor, em uma cidade ao sul da Califórnia. Ela tem seu carro de luxo roubado por dois assaltantes negros. O roubo culmina num acidente que acaba por aproximar habitantes de diversas origens étnicas e classes sociais de Los Angeles: um veterano policial racista, um detetive negro e seu irmão traficante de drogas, um bem-sucedido diretor de cinema e sua esposa, e um imigrante iraniano e sua filha. - Este é apenas o segundo filme dirigido por Paul Haggis, sendo o primeiro o pouco visto "Hoje é Dia de Rock", de 1993. Logo em seu segundo filme, Haggis, que havia sido indicado ao Oscar em 2004 pelo roteiro de "Menina de Ouro", reuniu um elenco de peso que inclui: Ryan Phillippe ("Segundas Intenções"), Sandra Bullock ("Miss Simpatia"), Matt Dillon ("Cidade Fantasma"), Nona Gaye ("Matrix Revolutions"), Brendan Fraser ("A Múmia"), Don Cheadle ("Onze Homens e Um Segredo") e Thandie Newton ("Missão: Impossível 2"). "Crash - No Limite" foi o grande vencedor do Oscar de 2006, levando os prêmios nas categorias Melhor Filme, Melhor Roteiro Original (por Paul Haggis e Robert Moresco) e Melhor Montagem.













































1 Comentário
Primeira parte forçada acaba prejudicando Crash – No Limite. Segundo ato belíssimo.
O filme Crash – No Limite foi realmente um grande sucesso, até mesmo muito mais do que esperava Paul Haggis, com um elenco estrelado e um belo tema a ser abordado o filme conseguiu ganhar vários prêmios e agradar boa parte da crítica.
“Você pensa que conhece a si mesmo. Você não faz idéia.” essa foi uma das frases de divulgação do filme, que exprime exatamente a ideia de que em situações extremas, inesperadas, quando ficamos desesperados, descontrolados, nervosos acabamos “revelando” uma personalidade que nem mesmo imaginávamos ter.
O diretor e roteirista do filme, Paul Haggis, tem uma grande experiência na televisão americana, já tendo trabalhado em inúmeras séries, tendo feito apenas um filme “Hoje é dia de Rock” que saiu diretamente em VHS. Porém Haggis ganhou notoriedade quando escreveu e produziu o tão premiado “Menina de Ouro” de Clint Eastwood, no qual foi indicado ao Oscar de roteirista. Depois do sucesso de Crash, Paul Haggis ainda foi indicado ao Oscar pelo roteiro de “Cartas de Iwo Jima”; (2006) e trabalhou nos ótimos: “No Vale das Sombras” (2007), “Um Beijo a Mais”; (2006) e nos dois novos 007, “Cassino Royale”; (2006) e “Quantum of Solace” ; (2008)
Com essa experiência é que Paul Haggis dirige esse bom filme, nada mais do que isso, ao meu ver o filme peca muito em sua primeira parte inicial onde apenas quer abordar o racismo, praticamente em todas cenas há alguma citação ao preconceito, chegando até mesmo a irritar de tão forçado, para se ter idéia em todas as cenas você já sabe que haverá alguma reclamação sobre o racismo não deixando com um teor um pouco mais popular, pois sabemos que não é dessa forma que acontece, mas a idéia de abordar o preconceito na sociedade realmente é muito louvável, apesar de errar na intensidade da crítica.
Porém tudo é compensado no segundo ato do filme, que com uma montagem perfeita aliada á ótimas interpretações o filme consegue implacar e realmente trazer a mensagem que desejava, o filme consegue ser intenso com algumas cenas antológicas, da qual eu destaco a cena em que David (Michael Peña) conversa com sua filha e mais tarde quando ela está ameaçado, tudo se encaixa. Perfeito!! Falando no elenco vale destacar as atuações de Matt Dilon, Terrence Howard e Thandie Newton que foram ótimas.
Crash – No Limite recebeu 6 indicações ao Oscar, de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Ator Coadjuvante (Matt Dilon), Melhor Roteiro Original, Melhor Montagem e Melhor Canção Original (pela canção In the Deep), recebendo destas, 3 estatuetas: Melhor Filme, Melhor Roteiro e Melhor Montagem.
Depois de assistir Crash provavelmente você irá parar e pensar, refletir sobre o que foi passado nos 113 minutos de filme, aí então veremos que o diretor conseguiu atingir o que pretendia, o filme não é uma obra-prima mas deve estar em qualquer lista para Lições de Vida. Parabéns Haggis! Missão Cumprida.
Nota: 7,5