- Gênero:
- Ação
- Duração:
- 95min
- Origem:
- EUA
- Estréia:
- EUA - 4 de setembro de 2009
- Estréia:
- Brasil - 2 de outubro de 2009
- Estúdio:
- Imagem Filmes
- Direção:
- Mark Neveldine, Brian Taylor
- Roteiro:
- Mark Neveldine, Brian Taylor
- Produção:
- Skip Williamson, Tom Rosenberg, Gary Lucchesi, Richard S. Wright
- Classificação:
- 18 anos
Num futuro próximo um revolucionário videogame on-line será a mais popular forma de diversão. Semanalmente, milhões de internautas assistem condenados lutando para sobreviver como se fossem personagens virtuais em um videogame. Kable (Gerard Butler), um prisioneiro, se tornará a grande estrela deste jogo. Para o jogador, Kable é um mero personagem, mas para o grupo de resistência ele é a peça chave para a vitória. No meio dessa batalha, e sob o comando de um adolescente, Kable terá que usar todas suas habilidades extravirtuais para vencer o jogo e derrubar o sistema.








































6 Comentários
Este filme mostra as consequências de uma evolução desenfreada da tecnologia e a sua relação com uma possível violação dos direitos humanos, tais como a liberdade de expressão, de ir e vir, e outros, por parte de toda sociedade. A escravidão cada vez maior da humanidade pela tecnologia, tema tantas vezes utilizado no cinema (como em Matrix, por exemplo), neste filme é mostrado ao extremo, com fortes cenas de violência e exploração sexual, a qual é exposta da maneira mais chocante possível, revelando até que ponto a indiferença e a monstruosidade do ser humano podem chegar sem um sistema jurídico e políticas públicas voltadas para a proteção da dignidade da pessoa humana. Consequentemente, quem não conhece, ou não quer conhecer, a verdadeira face da sociedade, e fecha os olhos para assuntos de grande relevância na atualidade, acaba não entendendo os verdadeiros objetivos de um filme o qual aborda apenas uma pequena parcela do lado malígno que todos possuímos e devemos combater e vigiar constantemente. Filme espetacular, com cenas de ação muito realistas e empolgantes e efeitos visuais muito bons, vale cada centavo.
Algumas pessoas não gostaram deste filme, principalmente, por conta de algumas cenas de forte exploração sexual. Mas vale ressaltar que ele tem censura 18 anos, e, por conta disto, se você espera que um filme com esta censura tenha a participação especial dos Teletubbies, dos Backyardigans ou dos Ursinhos Carinhosos, você vai se decepcionar muito…
“Gamer” é apenas um game
Desde o início “Gamer” (Idem, EUA, 2009) parece ser um filme que não vai agradar muito, o que acaba se confirmando ao término da árdua sessão – acreditem os 95 min. Parecem ser uma eternidade tamanha falta de criatividade que o longa apresenta. Vamos então para a história. Kable (Gerard Butler) é um detento que participa de um projeto audacioso: se ele sobreviver a certo número de batalhas ganhará a liberdade. Juntamente com outros presos, recebe pequenas moléculas no cérebro que servem para controlá-lo. Uma pessoa paga parar ter acesso ao controle mental de cada um desses homens, como se fosso um jogo de vídeo game. Contudo, para Kable restam apenas mais três vitórias para ganhar a liberdade e o criador do jogo (Michael C. Hall) fará tudo para impedir sua vitória. Mais um pouco depois se descobre que Kable fora um dos primeiros a receber as moléculas e que seu destino está mais entrelaçado com o dono do jogo do que se poderia imaginar.
Já deu para perceber que a história não é nada renovadora muito menos atrativa, pois já vimos tanto esse mesmo roteiro que agora se torna uma chatice conferir as mesmas coisas, só que em longas diferentes. Então o fato de que os personagens são controlados, método nunca antes abordado. Contudo, a maneira que o roteiro de Mark Neveldine e Brian Taylor se desenvolve é muito cansativo e nojento. As cenas apelativas de sexo não são nada atrativas, o visual do filme em si é demasiadamente ridículo. Tomadas de ação até que são interessantes e são um grande porcentual da nota que daria ao longa. Já outras cenas dignas de nota são as que mostram um lado humano da tramas, que são poucas e sua carência faz com que o filme se torne superficial. Então temos o elenco que é muito bom, mas todo o efeito de falsidade já citado antes acaba com suas interpretações. Têm cenas que são ridículas ao extremo – como a que Ken Castle (o vilão) fica cantando e dançando enquanto seus capangas tentam eliminar Kable.
Totalmente artificial “Gamer” fica longe de fazer com que público se identifique com o longa. Realmente o efeito de falsificação é tão grande que temos a intenção de estar jogando qualquer vídeo game, pouco interessante, já que nesse vídeo game não podemos ter uma boa interação. Nota: 2.0
Pra quem não sabe, Michael C. Hall é o ator que interpreta o Dexter Morgan da série Dexter.
Os diretores fãs da inovação exibida em “Crank”, que é quase um insulto, se concentram mais em preencher cada cena com muitos tiros, explosões, respingos de sangue e mulheres fazendo topless a todo o momento. Em última análise, eles fizeram um filme de vídeo game que deixa de fora a parte mais importante – a capacidade de controlar os personagens e levá-los em direções mais interessante. O filme é uma confusão desconcertante. Nota: 4,0
Eu não achei o filme muito impressionante, até mesmo porque este assunto de avanço tecnológico já foi usado tantas vezes que os novos filmes mais parecem uma sequência distorcida dos que já passaram. Mas o mundo dos vídeo games é muito lucrativo na atualidade, e de certa forma, os jogos estão cada vez mais realistas e não é muito difícil você acreditar, dentro de certo limite, que os personagens dos jogos são de verdade. Por conta disso, não seria formidável em determinado momento os personagens dos jogos passarem a ser de verdade? Por um lado sim.
E é justamente isso que o filme mostra, dentro de um debate em torno dos direitos humanos, no chamado Slayers, um jogo de guerra e sobrevivência onde os personagens são prisioneiros condenados a morte, e o seu objetivo, acima de tudo, não é criar um meio paralelo de reabilitação, mas sim brutalizar a pena de morte, criando meios monstruosos de se matar os detentos e, concomitantemente, divertir o público, da mesma forma que os jogos de gladiadores no império romano. E o filme não se limita a mostrar este lado da história, mas também existe um jogo inspirado no Slayers, batizado de Society City, o qual é similar ao The Sims, cujo objetivo principal é fazer o público realizar os seus desejos sexuais mais profundos sem correr o risco de adquirir doenças sexualmente transmissíveis. Afinal de contas, quem não gostaria de fazer tudo o que bem quer com qualquer um sem ser punido pelos seus atos?
Consequentemente, a estrutura do filme foi toda montada para parecer um video game, mostrando toda a jogabilidade dos personagens unidos aos seus “alter egos”, e ignorando um pouco a questão do controle mental a qual não é novidade nenhuma e todo mundo já está cansado de ver as infinitas explicações complexas para se realizar algo deste tipo. Resumidamente, este filme vai direto ao assunto, sem enrolações, mostrando a irônica escravidão tecnologica das pessoas pelos entretenimentos virtuais, tanto por jogos, quanto por pornografia. E por falar em pornografia, no filme tem um personagem interessante o qual é a personificação do sendentarismo atual: um homem que vive, pelo menos, 95% de sua vida no mundo virtual enchendo a barriga de porcarias e realizando todos os seus infinitos e obscuros desejos sexuais, tais como controlar uma mulher e sentir todos os prazeres os quais ela pode sentir.
Um fato curioso é o de as pessoas que jogam o game Society City, sentem todas as sensações prazerosas dos seus personagens, mas não compartilham de suas dores, conforme foi mostrado na cena em que duas mulheres correndo com seus patins se chocam violentamente e ficam cheias de ferimentos os quais serviram apenas para divertir os seus controladores, enquanto elas sofriam demais com isso. E da mesma forma, no jogo Slayers os controladores não sentem o sofrimento dos prisioneiros os quais devem passar pelas situações mais torturantes sem que ninguém se importe com eles, por serem supostamente responsáveis por crimes hediondos.
Outro ponto curioso, é o fato de o jogo Society City ser uma espécie de emprego no qual todos os que se submetem a ele são remunerados, mas acabam por perder outros direitos por não possuírem condições sociais sufientemente favorecidas.
Apesar de o filme mostrar a fundo todas as “vantagens” do Society City, ele não possui cenas de sexo explícito, principalmente por ser um filme de ação, mostrando algumas cenas de nudismo feminino e alusão ao sexo. E as cenas de ação são muito bem feitas, dando ao espectador um pouco da sensação de estar em um ambiente de guerra.
Depois de tudo isso vem o vilão do filme: o criador da tecnologia de controle mental e dos jogos elaborados a partir dela. Basicamente, ele é como todo ditador com complexo de Deus: autoritário, arrogante, vaidoso e pervertido. No final, o filme acaba surpreendendo com a cena do vilão fazendo uma espécie de festa, onde ele e seus servos dançam para celebrar a chegada do protagonista o qual foi um dos elementos essenciais para o sucesso de seus jogos. Alguns podem ter considerado esta cena ridícula, mas eu a considerei original e estratégica: é um meio inteligente de tentar distrair a concentração do oponente, fazendo com que este não saiba o que fazer a seguir, ficando vulnerável a qualquer investida do lado oposto. Mas o protagonista, o qual é um macaco velho na guerra, não se deixou enganar pela deliberada ridicularidade da cena.
Porém, o final foi simples demais, e poderia ter um desfecho mais desenvolvido. No geral, Gamer é um bom filme de ficção científica, ótimo para quem gosta de ação e vídeo game, e, péssimo para quem prefere assistir filmes com censura alta e conteúdo infantil ou “politicamente corretos”. Nota: 8,0
Gamer é um ótimo filme de ação com uma ótima premissa. As cenas de ação são realmente bem construídas e o roteiro é interessante, mas somente isso. Temos o vilão sádico que quer conquistar o mundo, o herói que salva todos e a filha em perigo. Quem já não viu isso antes? De qualquer forma, a escolha do protagonista não foi uma boa. Gerard Butler não convence com seu Kable, tampouco sua “esposa” e sua filha. O vilão maluco foi o melhor de todos, em quesito de interpretação. Se você quer um filme mediano e com muita ação e um pouco de pornografia, assista. Se quer uma grande produção, nem perca seu tempo.
Nota: 7,0