- Gênero:
- Guerra
- Duração:
- 115min
- Origem:
- EUA
- Estréia:
- EUA - 12 de março de 2010
- Estréia:
- Brasil - 16 de abril de 2010
- Estúdio:
- Paramount Pictures
- Direção:
- Paul Greengrass
- Roteiro:
- Brian Helgeland
- Produção:
- Tim Bevan, Eric Fellner, Lloyd Levin
- Classificação:
- 14 anos
Em 2003, o subtenente do exército americano Roy Miller (Matt Damon) e sua equipe são designados para achar armas de destruição em massa supostamente guardadas no deserto do Iraque. Mas, indo de um lugar cheio de armadilhas e trincheiras a outro, os homens que buscam agentes químicos mortais esbarram em uma farsa que subverte o propósito da missão. Agora Miller precisa vasculhar os serviços secreto e de inteligência escondidos em terra estrangeira para encontrar respostas que ora acabarão com um regime nocivo ora propagarão uma guerra em uma região instável. Nesse momento delicado e nesse lugar inflamável, ele descobre que a arma mais ilusória de todas é a verdade.









































3 Comentários
O filme sobre a invasão do Iraque, e uma adaptação do livro “Imperial Life in the Emerald City: Inside Iraq’s Green Zone”, tem ainda Greg Kinnear, Brendan Gleeson e Jason Isacs no elenco, entre outros. O livro, escrito por Rajiv Chandrasekaran, jornalista chefe do jornal Washington Post em Bagdá, se ambienta imediatamente após a queda de Sadam Hussein. A história mostra a caótica tentativa estadunidense de montar um governo provisório na área do antigo palácio do ditador, a tal Zona Verde. A Zona Verde é o nome comum para a zona internacional do Iraque, a 10 quilômetros quadrados (3,8 quilômetros quadrados), área central de Bagdá, no Iraque, que foi o centro da Autoridade Provisória da Coligação e continua a ser o centro da presença internacional na cidade. Seu nome oficial início sob o governo provisório iraquiano é a Zona Internacional, embora Zona Verde continue a ser o mais comumente usado prazo. O contraste Zona Verde refere-se a partes de Bagdá imediatamente fora do perímetro, mas também é livremente aplicada para todas as áreas inseguro fora do local, militares postos fora. Ambos os termos se originou como denominação militar. Este é um dos raros filmes bem escritos, filme policial estimulando da ação com uma consciência política que desmascara a perceptiva idiotice que motivou a guerra. Muito da primeira cena, a ação agarra-o e estrangula-o para os dois de seguimento hora-embora a história seja razoavelmente complexa, a exposição é segurada e apesar da câmera constantemente de sacudido (vide Distrito 9) consideravelmente fácil seguir junto com os acontecimentos. Matt Damon entrega um desempenho forte como um oficial comandante do exército que busca as armas químicas, que se importe verdadeiramente com as justificações para seu que ação-não tem nenhum problema ser um bom soldado, contanto que souber que há umas razões morais desobstruídas atrás de que foi requisitado para fazer. Infelizmente, durante o princípio da guerra de Iraque, as razões morais do espaço livre estavam na fonte muito curta, e Damon, o caráter de sua luta, apresenta uma disposição de agendas militares e políticas de competência enquanto procura pela verdade e sua busca de s para as armas nunca-indescritíveis da destruição em massa, espalhou boatos para ser escondida em Iraque. Este filme é tão bem-feito, e Damon é tão bom quanto ele. Nota: 9,0.
A nova parceria entre Greengrass e Damon não se parece em quase nada com o prólogo “Bourne”, entretanto o filme possui qualidades técnicas semelhantes e uma crítica escancarada ao governo norte-americano.
A Guerra no Iraque ganhou destaque nos noticiários por muitos anos, apesar do declínio de informações sobre ela, essa guerra infelizmente continua, sem previsão de quando terá seu término decretado. Após os atentados de 11 de Setembro os Estados Unidos começaram a ‘buscar’ seus inimigos, mas seu grande foco sempre foi o terrorista Osama Bin Laden. Neste período os americanos derrubaram o governo Talibã, criaram a Lei Antiterrorismo, e conseguiram nada mais que 300 bilhões de dólares em armas.
Bin Laden? Pode até já ter morrido, ou estar vivendo tranquilamente em uma ilha paradisíaca, entretanto os Estados Unidos direcionaram sua política armamentista para outro lugar: O chamado Eixo do Mal, composto por Irã, Coréia do Norte e Iraque (este comandado por Saddam Hussein) países que teoricamente demonstravam perigo a sociedade.
O primeiro do “Eixo do Mal” a ser investigado foi o Iraque, comandado por Saddam. O então presidente George W. Bush iniciou uma campanha ferrenha contra as ações militares destes, denunciando a presença de armas de destruição em massa (ADM). Armas químicas e biológicas, esse era o novo pretexto americano.
Aqui em “Zona Verde” somos apresentados ao subtenente do exército americano Roy Miller (Matt Damon), que tem a função de comandar uma equipe designada a achar armas de destruição em massa, supostamente guardadas no deserto do Iraque. Porém a equipe de Roy não encontra nada, nem mesmo vestígios da existência de tais armas. Com uma fonte não muito confiável eles permanecem com missões quase suicidas, tentando achar uma agulha no palheiro, mas o maior problema não é esse, o grande problema é saber se realmente existe a tal agulha.
Em meio a todo esse jogo de interesse entre CIA, Pentágono Americano e o exército, os iraquianos são sucumbidos a um terror em seu país: Agua, alimento e vestimenta são coisas raras de se encontrar, menos na Zona Verde, local onde fica a alta cúpula dos encarregados de achar as tais ADM.
Percebemos que este não é mais um simples filme de ação. O diretor Paul Greengrass que dirigiu os dois últimos episódios do excelente Borune: “Supremacia Bourne” e “Ultimato Bourne” se uni novamente a Matt Damon, produzindo um filme inteligente, com uma crítica ferrenha ao governo norte-americano, mas sem em momento algum deixar os aspectos técnicos de lado.
Como sempre Greengrass se prega a deixar o telespectador com a mesma adrenalina que os personagens de sua trama, e porque não mais agitados que estes, Greengrass parece controlar os hormônios de seu público na palma de sua mão. Com a câmera na mão, Greengrass te coloca dentro do filme como poucos, o diretor britânico tem uma sensibilidade em desenvolver jogadas de câmeras muito acima dos demais, quem gostou da trilogia Bourne, vai se deliciar mais uma vez com o banho técnico existente aqui.
A edição de “Zona Verde” é primorosa, tanto sua montagem quanto sua edição de som e efeitos sonoros, que com certeza podem pintar como favoritos ao Oscar 2011. A falta de uma trilha sonora mais presente pode incomodar alguns.
Depois do sucesso estrondoso de “Guerra ao Terror” todos os filmes agora sobre a Guerra no Iraque serão inevitavelmente comparados com a produção de Kathryn Bigelow. A grande diferença é que o vencedor do último Oscar se prende mais ao psicológico dos soldados, não se posiciona politicamente e deve ser classificado como um drama. Já aqui em “Zona Verde” ele se opõe diretamente ao governo norte-americano (tem o mesmo teor que Robert Redford utiliza no ótimo “Leões e Cordeiros”). O filme ainda traz menções á vários acontecimentos que vieram acontecer posteriormente como o confronto entre grupos políticos internos (xiitas e sunitas) e o momento em que a população iraquiana foi à urna para escolher seu novo mandatário. O que diminuiu um pouco o impacto do filme é o fato de ele ser um filme de ação, ou seja, todos esses pretextos políticos e ideológicos vão se perdendo em meio a uma trama centralizada no personagem de Matt Damon, apesar de que este personagem não apresenta o mesmo heroísmo que Bourne.
“Zona Verde” possui um elenco eficiente que não prejudica a trama, Matt Damon não está espetacular, mas também não atrapalha a trama. Completam o elenco: Brendan Gleeson (“Harry Potter e a Ordem da Fênix”), Greg Kinnear (“Melhor é Impossível”), Jason Isaacs (“Um Homem Bom”) e Amy Ryan (“Medo da Verdade”).
Então a nova parceria entre Paul Greengrass e Matt Damon possui inúmeros méritos, não chega a ser uma obra-prima, mas é um excelente filme de ação e com um teor político muito louvável e aspectos técnicos primorosos.
Vale à pena conferir.
Nota: 7,5
http://cinemmaster.wordpress.com/2010/04/17/zona-verde-2010/
Filme confuso. Envolve muita política, muita coisa “por trás do pano”. Filme para americano ver, feitos por americanos patrióticos.