Gênero:
Drama - Mistério - Thriller
Duração:
172min
Origem:
EUA - Polônia - França
Estréia:
EUA - 16 de dezembro de 2006
Estréia:
Brasil - 14 de dezembro de 2007
Estúdio:
Europa Filmes
Direção:
David Lynch
Roteiro:
David Lynch
Produção:
David Lynch, Mary Sweeney

David Lynch, conhecido como "o cineasta de vanguarda mais conhecido dos Estados Unidos" por filmes como "A Estrada Perdida" e "Cidade dos Sonhos", está com um novo projeto. Chamado de "Inland Empire", ele é cheio de seqüências oníricas, fantasias, mistérios, infidelidade e assassinatos. Um filme independente que "tecnicamente ainda não conta com distribuição" nos EUA, segundo brinca seu realizador, "Inland Empire" foi co-produzido pela francesa Studio Canal e foi exibido para a audiência americana no Festival de Cinema de Nova York em setembro de 2006. Com três horas de duração, o filme marca o retorno de Lynch após "Mulholland Drive" (2001), um retorno que chega pela porta do cinema experimental e apoiado pela liberdade criativa que traz a tecnologia digital. "Me apaixonei pela estética do cinema digital. Quando terminei as primeiras cenas não podia crer o quanto que era belo", disse Lynch, de 60 anos de idade, em um encontro com a imprensa no Lincoln Center, sede deste festival de caráter não competitivo. O filme, com uma narrativa fragmentada onde tempo e espaço se expandem e contraem para desintegrar-se ciclicamente, estreou mundialmente no Festival de Cinema de Veneza, onde se reconheceu a trajetória de Lynch com o Leão de Ouro. "Acredito nas histórias que são bem contadas através de abstrações", comentou Lynch a respeito da estética e narrativa de seu filme, na qual se desenvolvem histórias dentro de histórias, filmes dentro de filmes, como em um quarto de espelhos. A obra foi gravada em sistema digital - o que reforça ainda mais seu caráter experimental - uma forma e conteúdo arriscados e fora do "cânone" do cinema comercial americano. Lynch joga com metáforas visuais e simbolismos: um trio de personagens com cabeças de coelho que interpretam uma comédia teatral; um cigarro que queima um buraco em uma peça de seda pela qual se espia um mundo interior; prostitutas que parecem representar o inconsciente pervertido da protagonista.