- Gênero:
- Ação - Ficção Científica
- Duração:
- 148min
- Origem:
- EUA
- Estréia:
- EUA - 16 de julho de 2010
- Estréia:
- Brasil - 6 de agosto de 2010
- Estúdio:
- Warner Bros.
- Direção:
- Christopher Nolan
- Roteiro:
- Christopher Nolan
- Produção:
- Christopher Nolan, Emma Thomas
- Classificação:
- 14 anos
Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) é um habilidoso ladrão, o melhor na perigosa arte da extração, o roubo de segredos valiosos das profundezas do inconsciente durante o sono com sonhos, quando a mente está mais vulnerável. A rara habilidade de Cobb o tornou peça fundamental no traiçoeiro mundo da espionagem industrial, mas também o tornou um fugitivo internacional e ele perdeu tudo o que mais amava. Agora, Cobb tem sua chance de redenção, um último trabalho que pode dar-lhe sua vida de volta se ele conseguir o impossível - inserção. Ao invés do roubo perfeito, Cobb e sua equipe de especialistas têm que obter o inverso: sua tarefa não é roubar uma ideia, mas plantar uma. Se eles conseguirem, terão o crime perfeito. Mas nem todo seu planejamento poderia prepará-los para um perigoso inimigo que parece prever cada movimento da equipe. Um inimigo que apenas Codd consegue enfrentar.
- Orçamento:
- $ 160,000,000
- Site oficial:
- http://www.aorigem.com.br

































































































27 Comentários
Esse filme promete muito!
E dirente dos outros, eu tenho certeza que esse não nos deixará na mão!
Filmaço, grande elenco !
Estou ansio para assisti-lo.
Concordo Kazuo e acho que esse vai ser o filme do ano tem tudo pra arrasar, ótimo elenco e um diretor que é pra lá de criativo em inventar essa história. Também desde já estou super anciosa!
Antevejo um mais que merecido Oscar de melhor direção para o Nolan.
filme diferente historia diferente eu aprovo. nao e como muitos ai que se aproveitam da historias de outros filmes para fazerem uma verdadeira COPIA. tambem concordo com o oscar pra christopher nolan.
Nolan é show a ansiedade só cresce.
esse fime parece que vai ser show…
contando os dias para a estréia…
Super ancioso pra asistir..!!!!!!!!!!!!….Nollan é show!!!!!!
Assisti ao filme em Buenos Aires e ele supera qualquer expectativa.
Muito, muito bom! Recomendo para todos.
o filme é muito bom …
as cenas de ação são incríveis, vale muito a pena
nota 10.
Primoroso tecnicamente e com um roteiro complexamente magnífico, “A Origem” é uma obra-prima.
Há décadas cientistas tentam estudar e entender a lógica e a complexidade dos sonhos, porém jamais chegando a um resultado que possa ser explicado e comprovado cientificamente. Para qualquer caminho que se percorra sempre esbarram em conceitos como psicologia e religião. Muitos povos acreditavam que os sonhos seriam uma visão de algo que já ocorreu ou uma previsão do futuro e até mesmo uma junção de tudo isto. Estudando um pouco mais a fundo, sobre o “pai” deste assunto, Freud, observamos em sua tese que os sonhos estariam ligados ao inconsciente, mas sem necessariamente obedecer a uma sequência lógica de fatos e os espaços temporais de nosso mundo. Ou por acaso você se lembra do começo de um sonho? Quem nunca se pegou em um sonho onde parece passar horas nesta outra “realidade”, porém esta dormindo há apenas 5 minutos.
Como estudar isso eu não sei, só tenho certeza que qualquer aula sobre psicanálise deverá obrigatoriamente ser exibido à obra memorável intitulada “A Origem”.
A produção ganha vida graças ao trabalho brilhante de Christopher Nolan, diretor do tão espetacular quanto, “Batman – O Cavaleiro das Trevas”. Nolan vem se tornando um dos diretores mais promissores de sua geração, tendo em seu currículo filmes aclamados pela crítica como “Amnésia” e “Seguinte” (seu primeiro filme, há 12 anos). Mas seu filme mais complexo estava guardado para 2010, afinal Nolan teria levado dez anos para elaborar uma trama tão intrigante que te faz ficar os 140 minutos sem conseguir respirar dentro da sala de cinema. Aqui em “A Origem” Christopher Nolan consegue misturar tudo que uma ficção científica, uma película de ação, drama, suspense, thriller sempre almejaram.
Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) é um habilidoso ladrão, um dos melhores na perigosa arte da extração, que consiste no roubo de segredos valiosos do inconsciente durante o sono, que é quando a mente está mais vulnerável. A excepcional habilidade de Cobb o tornou peça fundamental no traiçoeiro mundo da espionagem industrial, mas também o tornou um fugitivo internacional. Agora, Cobb tem sua chance de redenção, um último trabalho que pode dar-lhe sua vida de volta se ele conseguir algo completamente impossível – inserção. Sua tarefa não é roubar uma ideia, mas sim plantar uma.
Isso é o mais ralo que pode ser dito sem que seja solto nenhuma informação importante. Então paro por aqui quanto à explicação da trama muito complexa, porém de maneira alguma confusa. Em certos momentos podemos nos perder, mas nada que uma atenção redobrada não nos face retomar a linearidade da fantástica trama elaborada por Nolan. O cineasta de apenas 40 anos assina quase todos os roteiros e direção de seus filmes, se em “Batman – O Cavaleiro das Trevas” o roteiro é primordial graças aos diálogos, aqui em “A Origem” o roteiro espetacular graças à história totalmente descabida de maiores apresentações. Bastam cinco minutos para perceber que diante de nossos olhos se passa uma explosão sem tamanho de originalidade, um quesito que eu gosto sempre de ressaltar. Defendo a tese de que em poucos anos o Oscar terá uma categoria a menos, a de Roteiro Original. É fácil ter essa percepção, basta observar o excessivo número de adaptações e remakes existente nos últimos anos. Tudo isso vai criando uma avalanche que não sabemos onde culminará ao ponto de que inúmeros escritores produzem seus livros já pensando em uma adaptação para a grande tela. E quando temos uma criatividade quase ímpar como de Christopher Nolan, devemos louvá-la e agradecê-lo.
Devemos também colocar na cota de Nolan a excelente direção totalmente orgânica que faz todo o complexo roteiro caminhar tranquilamente, sem escorregar e fazer o telespectador ficar á cegas com o filme. Tudo vai se encaixando, não só na mirabolante trama, mas como também nos aspectos técnicos: O roteiro se casa perfeitamente com a direção, que se junta brilhantemente com a montagem de Lee Smith (uma cena de Joseph Gordon-Levitt irá comprovar o que estou relatando). Smith e Nolan conseguem mesclar muito bem ação das realidades presentes, dando um ritmo espetacular, de tirar o fôlego por completo de quem assiste ansioso pelo passo seguinte. E para fechar com chave de ouro, a montagem se conjuga perfeitamente com a fabulosa trilha sonora elaborada pelo mestre Hans Zimmer, uma composição sufocante, sombria e inconscientemente genial. Este deve ser o melhor trabalho do músico, que ainda tem em seu currículo trabalhos como “Piratas do Caribe” e “O Rei Leão”.
E como não deixar de falar dos efeitos especiais deslumbrantes utilizados pela produção de “A Origem”, entretanto o que o difere de inúmeros trabalhos é que a película não demonstra querer que os efeitos se sobressaiam a trama. Conforme o diretor de fotografia (por sinal excelente) Wally Pfister, Nolan rejeitou que seu filme fosse rodado em projeções 3D, alegando que não existe experiência maior do que a desfrutar a bela história. Podemos então dizer que “A Origem” é perfeito tecnicamente, obedecendo a um ciclo constante entre Roteiro-Direção-Montagem-Trilha Sonora-Efeitos Especiais, não importando a ordem e a direção.
Tudo isso somado a um elenco estrelado de gente com muito talento. Leonardo DiCaprio é o centro das atenções e faz o papel de ser uma referencia para o público, sua atuação é segura, principalmente ao ponto em que seu personagem vai ficando cada vez mais inseguro. Criando um antagonismo com Joseph Gordon-Levitt (“500 Dias com Ela”) que parece cada vez mais crescer e demonstrar ser uma peça chave para o plano principal. Ellen Page (“Juno”) também aparece muito bem, contracenando boa parte do tempo com DiCaprio, a jovem realiza aqui um papel forte. Completam o elenco muito bem Ken Watanabe (“O Último Samurai”), Cillian Murphy (“Dias Selvagens”), Tom Hardy (“RocknRolla – A Grande Roubada”), , Pete Postlethwaite (“Em Nome do Pai”) e Marion Cotillard (“Nine”) além de participações especiais de Tom Berenger (“Platoon”) e Michael Caine (“Regras da Vida”).
Chegamos à conclusão que “A Origem” é de longe o melhor filme deste ano (com uma probabilidade mínima de ser ultrapassado), e podemos dizer que pode figurar entre os melhores dos últimos anos. Se finalmente houver coerência no prêmio mais aclamado do cinema, a produção de Nolan deveria abocanhar a maioria das estatuetas.
Christopher Nolan criou um mundo capaz de criar discussões intermináveis sobre os níveis da inconsciência humana, imagino que “A Origem” exercerá o papel que “Lost” teve na televisão americana, que por ser totalmente subjetivo deixa a cargo de o telespectador criar suas teorias e desvendar os mistérios entre as realidades transcritas na obra.
A cada minuto observamos a história do cinema sendo trilhada diante de nossos olhos, e sem saber, estamos presenciando o surgimento de um clássico memorável, ímpar, fantástico. De uma obra-prima.
Nota: 10,0
http://cinemmaster.wordpress.com/2010/08/07/a-origem-2010/
Que Filmão. O Lembra muito Matrix, mas tem uma trama fantástica!!!!! O Melhor filme q
O melhor filme q eu ja vi.
Mais inteligentee complexo. Efeitos brilhantes.
Me tornei fã do Christopher Nolan
Melhor filme, fato!
O filme é redondo, não há brechas. Uma explosão mental.
O desenrolar do filme não dá folga, e é constantemente uma tensão como a muito tempo eu não via.
Muitos na sala do cinema não estavam mentalmente preparados para a complexidade do filme… Lamentável…
Recomendo a todos aqui, que o assistam… e é pra já… ou melhor… pra ontem!
O mundo dos sonhos
Mais uma vez Cris Nolan nos oferece um evento cinematográfico
Ninguém ganha fama por acaso, depois de “Amnésia” o diretor Christopher Nolan passou a seu um certo alvo de desconfiança. Será aquele trabalho apenas um mero acaso, um acerto de sorte? Depois vinheram “Batman Begins”, “O Grande Truque” e “Batman: O cavaleiro das Trevas” e desde sexta-feira em cartaz no Brasil, temos “A Origem” (The Inception, EUA, 2010) que veio para mostrar de uma vez por todas que o diretor sabe mesmo fazer uma grande obra além de participar de sua criação.
O longa já começa com ação, onde Dom Cobb (Leonardo DiCaprio) está a serviço fazendo o que sabe melhor: jogar uma pessoa em um sonho para roubar algum segredo valioso. Logo depois ele e seu melhor amigo Arthur (Joseph Gordon-Levitt) recebem a proposta de fazer algo totalmente diferente, complicado e perigoso: implatar na mente de um herdeiro milionário (Cillian Murphy) a vontade de destruir o império construído pelo pai. Com esperanças de uma realização muito pessoal, Cobb aceita e com Arthur passa a montar uma equipe. O que se vê durante toda a trama são armações e elaborações fantásticas para cumprir o objetivo.
É até perigoso contar de mais sobre o filme, pois o risco de estragar alguma coisa é muito grande. Cada moento do longa é interessante de tal forma que seus 148 minutos de projeção passam despercebidos. O filma é de Nolan, ou seja, é complicado e se o espectador não estiver ligado em sua trama pode se perder e não entender sua essência. O elenco estelar é maravilhoso. Leonardo DiCaprio mais uma vez mostra como é um ótimo ator, apesar de lembrar muito seu personagem em “Os infiltrados” na aparência, DiCaprio lhe dá um ar muito direfente de forma que a diferença de personagesn se torne perceptível. Joseph Gordon-Levitt agora está começando a ganhar destaque, depois do ótimo “(500) dias com ela”, o ator mostrou que tem competência, que se repete nesse trabalho, torço para que ele ganhe o papel do Charada no próximo longa de Batman. A atriz Marion Cotilard consegue cumprir seu papel com perfeição, chega a causar na plateia repulsa, mas logo depois é comprieendida, algo que epenas boas atuações conseguem. Quem foi bastante agradável de ser também fora Ellen Page que acaba se tornando uma espécie de salvação do público, pois sua personagem é que descobre fatos interessantes sobre o passado de Cobb.
Falar da direção é algo extremamente fácil, Christopher Nolan mais uma vez surpreende com cenas escuras, frias, contudo, cheio de adrenalina e suspense, houve uma tomada em pareticular que a cena ficou muito balançada e tal o que dificultou um pouco sua apreciação. A fotografia é maravilhosa e nos oefrence excelentes momentos, a edição ficou muito bem produzida, uma vez que esse longa de fato necessitava de um trabalho desse porte muito bom, sequencias em câmeras lentes ficaram muito bem encaixadas e apenas serviram para atenuiar tensões e deixar o público ainda mais sem fôlego. A trilha sonora não é tão revolucionária ou chamatica como os outros aspectos aqui já citados, contudo é um elemnto que funcionou bem a trama.
Além de todos esses fatores já citados serem muito importante para o filme, é sua originalidade seu ponto mais forte, nunca antes os sonhos haviam ganhado tal leitura. A interação para com o público é algo também de se impressionar. Todo aquele mundo contruído por uma direção de arte excelente é de encher os olhos. “A origem” é, sem dúvidas, um dos melhores filmes do ano. É tão bom que você vai querer ver de novo. Nota: 9.0
FANTÁSTICO!!
Falar sobre os mistérios do subconsciênte humano não é uma tarefa simples, e o modo como foi feito nesse filme… muito bom.
O diálogo entre o protagonísta e seu próprio Eu (já idoso), na sala com decoração oriental, é de uma profundidade extrema, neste ponto (que tb é o clímax, pelomenos Eu acho)entendemos que o verdadeiro resgate a ser feito é o resgate de Si Mesmo (metáfora para a condição humana).
E a construção de imagens, a fotografia, o trabalho dos atores… td muito bem feito. Até mesmo a ausência dos clássicos Beijos entre os protagonistas no fim do filme!!! hehehehehehe pelo que me lembro o único beijo que vi foi dado pelo Arthur em Ariadne no segundo nível do sonho do Fisher jr.
Enfim, realmente um dos melhores que já vi e que certamente gostarei de rever várias vezes!!
Nota 10!!
são esses tipos de filme que fazem com que eu admire cada vez mais christopher nolan, a origem tem um roteiro inteligente, bons atores como dicaprio e page, e uma arte incrível mesmo que ela não seja muito explorada no longa, pois é algo que eu posso dizer que jamais passou pela minha cabeça, o que é o contrário de muitas histórias fracas que acabam fazendo sucesso e que com isso, nos fazem refletir e nos revolta com aquela dúvida na cabeça”Eu acabei de descartar essa idéia da minha cabeça e algo faz sucesso com ela, como? a resposta geralmente é: mulheres e pessoas sem intelectuo, pois é pessoal, eu sei que tem pessoas que não querem analizar cinema e sim se divertir e intreter com ele, isso é muito importante eu sei e é claro, muitas mulheres dão importancia para elementos como romance etc,(até demais). Mas as vezes esses hábitos fazem filmes que ficam a beira do rídiculo fazerem um sucesso estrondozo. Pois a origem é um filem que faz diferente, pois é claro, pessoas vão se interesssar ou por elementos de ação no filem, ou por elementos ou por acharem interessante o modo como é explorado a mente humana, mas é claro, muitas vai se decepcionar porque podem não intender o filme, podem não achar romance como queriam ou aquela diversão fácil de interpretar e que não passa de 100 minutos, e é exatamente isso que gosto em certos filmes, um filme que para alguns pode não ser completo ou ser difícil de interpretar, mas acima de tudo um filme inteligente, com diferencial e é disto que gosto.
Vocês notaram a semelhança de Dom Cobb, não só de Dom Cobb, o próprio DiCaprio com Nolan?
Interessante, não? não? Ah, eu achei. hehe
Já pensei em 03 versões diferente de interpretações bem embasadas. Mas, facilmente encontraremos mais de 03 pontos de vistas.
abrass
sabe oq e ficar anestesiado qndo assistir uma OBRA PRIMA DE PRIMEIRA DA SETIMA ARTE.n e a toa q assistir duas vezes.sabe axo q uma coisa q Deus fez no homem q e primordial e a nossa inteligencia, mas axo q Deus caprixou na cabeça de Nolan. fico me perguntando, cmo esse kra fez isso vei”,de onde tirou akilo”. enfim axo q n da pra saber o qnto foi mto bem maravilhoso o trabalho dele q arrazou novamente e fora q ele sabe cogitar atores pra fazer sua obra prima ser eterna.enfim uma nota n da pra definir essa obra de arte.parabens pro Nolan q ja é um diretor pra mim mais q xegado ou seja n da pra perde um filme dele eheheeh.ate agora o melhor q ja assistir esse ano depois de Kick ass q e um filmaço tb. e q venha Batman 3
flw
A Origem
Já vou avisando, logo mais, vou contar o final do filme. Esta crítica é essencialmente para aqueles que viram o filme. Mas, para quem ainda não assistiu, vou começar com um aperitivo.
Neste filme Christopher Nolan, Leonardo Dicaprio é Dom Cobb, especialista em roubar segredos dos sonhos das pessoas. Ele recebe proposta para introduzir uma ideia na mente de um grande empresário. Além dos riscos comuns ao universo etéreo dos sonhos, Cobb é perseguido pelas lembranças de sua mulher, que busca frustrar suas missões.
Até perto do final, podemos pensar o filme tanto como um excelente filme de ação/suspense, quanto como uma alusão à manipulação que podemos sofrer. Enquanto o grupo de Cobb arma o ataque à mente de Fisher (personagem de Cillian Murphy), descrevem-se as dificuldades de se inserir uma ideia na cabeça de alguém. É obvio pensar o filme como alegoria da brutalidade das ideologias em nossas vidas.
Para entrar na mente de uma pessoa, é preciso que alguém construa o espaço do sonho, o qual será povoado pelo inconsciente da vítima. É quando Ariadne (Ellen Page) entra no enquadramento como a arquiteta responsável por construir os sonhos. Depois de Cobb apresentar as (im)possibilidades dos sonhos, Ariadne inicialmente se recusa, para logo voltar dizendo que, nos sonhos, a criatividade pura! Seria uma alusão às tentações que a arte pode provocar?
Daí o filme toma a forma de clássicos filmes de assalto: treinamento/planejamento seguido da execução com os devidos imprevistos. Tudo acompanhado de excelentes sequências de ação e cenários de encher os olhos.
Nolan consegue, com a premissa dos sonhos dentro de sonhos, fazer um filme de assalto difícil de imaginar um final e que justifica as cenas de ação. Uma das mais empolgantes é a de Arthur (Joseph Gordon-Levitt), em gravidade zero, tentando reunir os dorminhocos. As lutas enquanto o cenário gira são espetaculares. E um parêntese: Levitt está ótimo, deixando sua marca com uma interpretação contida.
Agora tirem as crianças e os que não assistiram ao filme da sala. Vou contra o final para demonstrar o porquê o filme vale a pena!
Já? Só os maiores e os que já foram ao cinema?!
Cobb é perseguido, em todos os sonhos, pelas lembranças da esposa Mal (Marion Cotillard). Ela quer acabar com suas ações. Ao poucos, vamos descobrindo que ambos foram fundo nos sonhos. Construíram um mundo onde eles teriam vividos 50 anos. Porém, quando acordaram, depois de algumas horas, talvez um dia, Mal caiu em depressão e continuou a pensar que estava em um sonho, e se matou.
Por isso, Cobb se tornou perseguido nos EUA. Mas, ele deseja rever os filhos. A última lembrança é eles de costas brincando no jardim.
Próximo ao final, ele consegue voltar aos Estados Unidos. Já em casa, enquanto aguarda seus filhos, ele roda um peão. Este é seu totem. Os totens são uma referência para a pessoa saber se está sonhando ou não. Sempre quando o gira e ele não cai, Cobb sabe que está dormindo.
A última imagem é do peão rodando. Ele não cai. Logo pensamos: que bomba de filme, ele estava sonhando o tempo todo. Realmente, todas as pistas deixadas ao longo da projeção fazem concluir que Cobb estava dentro de vários sonhos. São como aquelas bonecas russas, uma dentro da outra.
O peão aparentemente não caiu. Nas mãos de um inexperiente, esse detalhe faria tudo desmoronar. Nolan consegue, com esse detalhe, fornecer uma chave para interpretarmos o filme de maneiras não sonhadas durante sua projeção. Já assisti muitos filmes que, perto do fim, joga-se tudo pro alto com uma reviravolta só para garantir um “fecho surpreendente”. Outros gostam de deixar a dúvida se o que vimos foi realidade ou não.
“A Origem” evita o clichê ao abrir possibilidades interpretativas. Esse peão que não vemos cair permite pensarmos que Cobb estava não apenas sonhando, mas tentando implantar a ideia de que regressara para sua casa e viveria feliz para sempre. E isso era tão complexo: ele precisou passar por milhares de camadas do inconsciente, pensando mesmo que estava acordado. Afinal, não era apenas uma ideia, mas a superação de um trauma.
O que diferencia este trabalho de Nolan de outros medíocres é podermos olhar para o filme e percebê-lo de maneira diferente. O que era antes um original filme de roubo, com algumas das mais vistosas cenas de ação dos últimos tempos, passa a ser uma alegoria do que um sujeito é capaz para superar um trauma. Você aceitaria se prender em um eterno sono para superar um trauma? Aceitaria viver eternamente um sonho para poder sentir a sensação de estar com as pessoas que ama?
Não é só o peão. Dando uma geral, percebemos outros elementos desse sonho: Cobb é perseguido em Mumbasa sem explicação; seus filhos matem a mesma idade/aparência; a sequência de abertura reaparece no fim. Outros podem ser encontramos em uma repeteco.
E se o leitor ainda não se convenceu das qualidades de “A Origem”, podemos dar uma leitura metalinguística. Qual a maior fábrica de sonhos conhecida? O cinema!
Nolan não faz como Shyamalan no subestimado “A Dama da Água”, no qual nos ensinou a criar um filme. Prefere questionar a confiança que depositamos no narrador do filme. Porém, faz uma pergunta diferente: você aceita tão fácil qualquer coisa que colocam na tela?
Toda obra de arte busca incutir algo em nossos discos rígidos. E discursos políticos, professores, pais, amigos… todos tentam colocar algo na nossa mente. E nem sempre notamos a manipulação. Quando vamos ao cinema, sabemos disso. Em outros casos não. E Cobb sabia e queria. E Você, quer ser invadido? Aceitaria trocar sua realidade por um sonho.
Antes de acabar queria falar mais duas coisas. Primeiro, Nolan está de parabéns. Enquanto as regras desse universo são expostas, consegue prender o expectador, sempre interessado em compreendê-las. Somos apresentados para um mundo imaginário de primeira! Ele construiu uma mitologia peculiar, do nível de “Matrix” e “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças.” Apesar de não considera sua melhor obra (“Batman – O Cavaleiro das Trevas” e “Amnésia” ainda são os melhores), “A Origem” é ouro!
A segunda coisa: desconfiem quando falarem que a narrativa é difícil. Acho que essas pessoas dormiram na sessão e perderam esse sonho tão claro de Nolan. Ele consegue levar a trama com tranquilidade, sem deixar ninguém pelo meio do labirinto. No final, aí sim, ele nos larga no abismo!
Nota *****
Christopher Nolan é um dos melhores diretores da atualidade. Ponto.
Não é qualquer um que emplaca, em seu sétimo longametragem, o terceiro trabalho entre os “melhores de todos os tempos” (segundo lista do IMDb). Nolan tem construído sua carreira em cima de um tema que parece ser sua obsessão: a mente humana. Assim ele o fez em Amnésia, em Insônia, em O Grande Truque e até mesmo com o Coringa de Batman – o Cavaleiro das Trevas.
Em A Origem, o diretor continua explorando o campo do ilusório, do psicológico e do neurótico, só que, desta vez, através dos sonhos, terreno em que tudo é possível, ou seja, o diretor tem total liberdade de criação e pode inserir a dose de surrealismo e loucura que quiser, sem precisar explicar muita coisa ou ser coerente. Mesmo não tendo esta obrigação, Nolan consegue fazer uma obra muito bem amarrada e coesa.
O filme desenvolve a hipótese de que é possível fabricar sonhos e construir mundos alternativos dentro deles, fazendo com que eles pareçam verdade enquanto vivenciados e deixando as pessoas suscetíveis a fornecer informações, assim como adentrar diferentes níveis de subconsciente enquanto dormem.
Leonardo DiCaprio é Cobb, um ladrão de sonhos. Ele consegue entrar nos sonhos da pessoas e roubar-lhes informações preciosas. Mas foi acusado de um assassinato e só conseguirá provar inocência e voltar para sua família se descobrir a origem da técnica de inserção nos sonhos. Ele contará com a ajuda de sua equipe para esta missão, ao mesmo tempo que será perseguido por um inimigo que só ele sabe quem é e como lidar com ele.
Cenários que mais pareciam engenhocas foram construídos pensando em conferir maior realismo às cenas e possibilitando que o elenco se envolvesse mais com a história, como a sequência de briga sensacional em que Joseph Gordon-Levitt flutua num cômodo rotatório, enquanto seus amigos encontram-se em outra dimensão de sonhos. Um trabalho de direção de arte dos mais impressionantes que já vi. Unida à fotografia deslumbrante, aos efeitos e à trilha sonora sensacional de Hans Zimmer, transforma o filme numa obra tecnicamente impecável.
Felizmente, o vislumbre estético não se sobrepôs ao roteiro e aos personagens, cada qual com sua densidade e importância para a história, sem que nenhum precisasse ser um tirano de atos injustificáveis – todos pecam pela ambição, ciúmes, egoísmo e extinto de sobrevivência. Mérito do diretor e do elenco invejável, que conta com Marion Cottilard (Piaf), Ellen Page (Juno), Joseph Gordon-Levitt (500 Dias com Ela), Michael Caine (dispensa apresentações), Cillian Murphy (Sunshine – Alerta Solar), Ken Watanabe (Cartas de Iwo Jima) e por aí vai.
A Origem junta-se ao seleto grupo dos filmes que exploraram com primor a mente e/ou universos paralelos e realidades alternativas, como Matrix e Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças. É um filme cheio de conceitos e passível de inúmeras leituras. É bem verdade que muitas dúvidas foram plantadas na minha cabeça depois de assistir ao filme, mas não tem problema. Irei assistí-lo novamente para sanar estas questões (desculpa esfarrapada para rever esta grande obra).
Um filme com roteiro bem complexo e interessante. Durante os 140 minutos você não sente vontade de sair da sala, mas sim de entender a intrigante experiência dos personagens.
Contudo, não é o melhor filme que eu já vi. Mas vale muito à pena.
Galera quero tirar uma pequena dúvida sobre o filme. Na ultima cena do filme quando Cobb gira o peão ele não para certo?! Então isto meio que significa que ele está sonhando ou algo parecido,não é? E também significa que a mulher dele estava correta ao se matar, certo ou errado?
Eu entedi certo ou tudo errado…Mas tirando essa pequena dúvida, o filme é o melhor do ano juntamente com a Ilha do Medo,estrelado com o mesmo ator!!!Nolan merece o titulo de melhor diretor de 2010!
O objetivo do diretor com certeza é esse, ao invés de dar respostas prontas, fazer o telespectador pensar o que quiser. Mas na minha opinião, aquilo tudo era um sonho do Sr. Cobb, e não apenas pelo final do filme, mas pelos vários toques ao longo do filme que o personagem do Di Caprio recebia. Mas além da “esposa” falar que aquilo era um sonho, logo no começo, o pai dele diz que ele deve acordar do sonho, um pouco mais para frente, quando ele vai procurar o químico, um dos personagens fala mais ou menos a mesma coisa, e ainda cita que o Cobb não consegue mais dormir, ou seja, porque já estava sonhando e sequer sentia sono, pelo menos eu nunca ouvi qualquer relato de alguém que sonhou que estava indo dormir e também nunca aconteceu comigo.
Depois que vi todos os comentários aqui no site fui logo a locadora alugar esse filme e tentar descobrir se no final o cara acorda ou não, e adivinhem só? eu não pude descobrir nada! Afinal esse é o grande lance do filme! Não podemos afirmar se o cara estava realmente acordado ou se ainda estava no “sebo” ou em outro “sonho dentro de sonho”. Fica a nosso critério determinar que fim ele vai ter, se o pião para ou não para ele. Adoro filmes assim, que nos deixam com a pulga atrás da orelha e nos fazem pensar um pouquinho!
muito bom filme mais achei um pouco confuso
Ele não é um pouco confuso, é bastante confuso, mas nada que vê-lo umas 15 vezes seguidas que não resolva.
É d+,assistam,umas 100 vezes,mas eu na 4 vez já entendi,minha família inteira não entendeu,só eu q so caçula e tenho 12 anos.Mas enfim,TODOS OS FILMES DE CHRISTOPHER NOLAN A PARTIR DE BATMAN BEGINS SÃO ÓTIMOS!!!!!!!!!!!!