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Olá, Rapadura. Hoje é sábado, 13 de março de 2010

Invictus

Invictus, 2009

Gênero:
Drama
Duração:
134min
Origem:
EUA
Estréia:
EUA - 11 de dezembro de 2009
Estréia:
Brasil - 29 de janeiro de 2010
Estúdio:
Warner Bros.
Direção:
Clint Eastwood
Roteiro:
Anthony Peckham
Produção:
Clint Eastwood, Robert Lorenz, Lori McCreary, Mace Neufeld
Classificação:
Livre - Indicado para todos os públicos

O filme acompanha o período em que Mandela sai da prisão em 1990 e torna-se presidente em 1994. Na tentativa de diminuir a segregação racial na África do Sul, o rugby é utilizado para tentar amenizar o fosso entre negros e brancos, fomentado por quase 40 anos.

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6 Comentários

  1. Murilo Herik disse:

    Estou no aguardo, Eastwood está fazendo filme todo ano, acho que ele ja aguarda seu final. Este filme parece ser mais um daqueles geniais!

  2. Tamara disse:

    Na verdade, aguardar o seu final, nem tanto.
    Mas sim, aproveitar ´´a genialidade´´ que lhe confere,para produzir ótimos filmes.

  3. Sérgio Luiz disse:

    Acabei de assistir, e achei genial a forma como esse homem consegue humanizar ainda mais o seu país através do esporte, parabéns para o Diretor e Produtor Clint Eastwood, um Ótimo Filme, podem assistir de olho fechado.

  4. WILLIS DE FARIA (CINEFILOMANIACOS) disse:

    Antes de assistirem este filme, aconselho procurar nas locadoras o fime “Mandela – Luta pela Liberdade” (Goodbye Bafana – 2007), que é a história real de Nelson Mandela, no período de 27 anos que ficou preso, contada através das memórias de um guarda de prisão racista que teve sua vida completamente alterada pela convivência com o líder da África do Sul, e estrelado brilhantente por Dennis Haysbert. Desta forma entenderá a mensagem de Clint Westwood, que não fez um “remake” da história de Mandela, mas sim dando continuidade a história, após a sua liberdade da prisão e ascensão ao poder, pós “apartheid”, que significava “desenvolvimento em separado”. Assim, INVICTUS não é uma obra-prima, mas um interagido filme que caracteriza um drama. É um dos temas que tem fascinado o ator na maioria de seus filmes recentes: família, guerra, perda, fé e inesperada ligação humana. O poder do perdão, e união com os seus antigos inimigos são expostos no filme que reserva um bom final para o expectador. Magistralmente dirigido por Clint Eastwood, mostra como Mandela usou seu estilo de liderança humanístico e uma equipe de rugby de trazer forças opostas juntas depois de ter sido eleito Presidente da África do Sul para trás na década de 1990. O filme não pode ser estimulante o suficiente para alguns espectadores, mas Matt Damon e Morgan Freeman habitam seus personagens da vida real com uma convicção admirável. Eastwood também é um contador de pequenas histórias íntimas impulsionado pela caracterização rica que geralmente acabam em tragédia ou com um sentido muito disputada do agridoce. Invictus, no entanto, é uma volta enorme para Eastwood como diretor: fez uma grande história contada em grande escala dentro da arena do desporto e da política internacional. Qualquer outro diretor, provavelmente teria sangrado o material seco, o excesso de empilhamento cada momento com grande sentimentalismo gorduroso e inflar o filme com o melodrama desnecessário. O filme se concentra em um pequeno aspecto de uma história muito maior, como novo, oficialmente eleito líder Sul Africano Nelson Mandela enfrenta as tensões e as divisões de uma nação pós-apartheid, onde os brancos e os negros são também suspeitos entre si. Mandela, que havia sobrevivido 27 anos de prisão (agarrando-se à mensagem espiritual do poema de William Ernest Henley, Invictus – significado latim – invencível) acredita que o esporte do homem branco Sul Africano – Rugby – pode ajudar a trazer a sua aproximação dos povos, assim que faz sua missão, através de o capitão, Francois Pnnear (Matt Damon) para inspirar e encorajar os Springboks lutando para levantar seu jogo enquanto dirigem para o Rugby World Cup 1995 – como os azarões. Quem teria pensado que um jogo de rugby poderia unir uma nação arco-íris de cores, dividido pelo ódio e discriminação racial? O Poema de William Ernest Henley Invictus que inspirou Mandela como prisioneiro como ele estudou seus captores Africands em uma pequena cela durante 27 longos anos, torna-se inspiração a técnico da equipe de Rugby, François, quando ele percebe que ele e sua equipe representam muito mais do que simplesmente um esporte (uma equipe, um país). Não importa quão estreito o portão, como acusado de castigos o pergaminho, eu sou o mestre do meu destino: Eu sou o capitão da minha alma. (Invictus- William Ernest Henley). É um filme poderoso, absolutamente fascinante e comovente do início ao fim. Nota: 9,0

  5. emocionante, muito bom! atações perfeitas e uma história que nos leva a pensar melhor sobre nossas atitudes

  6. Filipe Ferraz disse:

    Uma ótima biografia de Nelson Mandela, porém como filme peca em seu ritmo excessivamente cadenciado. Ótimos diálogos e atuação perfeita de Morgan Freeman são os destaques da nova produção de Clint Eastwood.

    Aparentemente os últimos filmes de Clint Eastwood parecem ter como objetivo mais uma realização pessoal do diretor, não tanto preocupado com o cinema, mas sim com o ser humano.

    Não por isso seus últimos filmes ficam abaixo dos demais, mostrando a competência do diretor. Se com “Gran Torino” Clint quis se despedir como ator realizando um trabalho relativamente simples, caminhando mais para o lado emotivo do que para o técnico, em “Invictus” ele parte também desse pressuposto. Comparado á outras produções do diretor esse filme não possui uma técnica aprimorada – com fotografia e montagens simples ele é apenas razoável nesse quesito.

    O filme se passa em 1995 quando Nelson Mandela (Morgan Freeman) assume a presidência da África do Sul, se tornando o primeiro presidente negro do país. Com o país dividido racialmente e economicamente mesmo depois do fim do Apartheid, Mandela busca unificar o povo. E seu plano para unificar o país é uni-lo pelo esporte, mais precisamente o Rúgbi. Contrariando toda população que tinha no time nacional rúgbi, os Springboks, como um dos símbolos do Apartheid, Mandela os apóia na disputa da Copa do Mundo de Rúgbi de 1995, realizada na própria África do Sul. Se unindo ao capitão dos Springboks, François Pienaar (Matt Damon), os dois lideres irão trocar experiências e assim conduzir a África do Sul não só á final do torneio e principalmente á uma reconciliação racial.

    E não foi a toa que “Invictus” foi lançado no ano de 2009, chegando ao Brasil somente em 2010, o filme sai nos mesmo ano em que será realizada a primeira Copa do Mundo de Futebol no continente africano, com jogos realizados na África do Sul. Estas duas competições podem ser encaradas com a mesma intensidade: Se em 95 a África do Sul queria se auto-unificar, juntando seus povos e acabando com toda a descriminação resultante do Apartheid em 2010 os africanos desejam uma aceitação maior de todo o mundo, porque queiram ou não os descendentes africanos sofrem ainda com muito preconceito. Com certeza essa ligação entre 1995 e 2010 não é nenhuma coincidência, Clint Eastwood já planejava este feito.

    O filme se concentra quase que todo nos desenvolvimento dos personagens de Morgan Freeman e Matt Damon, deixando poucos espaços para as partidas de Rúgbi e a festa que se passava em todo o país, talvez por isso o filme não ganhou e não irá ganhar uma grande aceitação do público. Tecnicamente também Eastwood não está em suas melhores formas, deixando muito a desejar na filmagem das partidas de Rúgbi e com uma fotografia somente razoável o diretor faz um filme abaixo de suas outras produções. Se compararmos com sua obra-prima “Menina de Ouro” onde as filmagens das lutas de boxe são muito mais realistas do que os confrontos de Rúgbi, nem mesmo as brigas durante o jogo conseguem passar a realidade necessária. A trilha sonora parece por horas mostrar alguns lampejos, mas acaba se perdendo no próprio filme. Porém o conteúdo que Clint utiliza tem sua cara. Com diálogos muito bem feitos ele consegue se sobressair – como sempre – com citações e frases marcantes.

    Matt Damon está bem no papel do capitão François Pienaar, mas nada que faça surpreender. O papel de Damon em “O Desinformante” também lançado em 2009 é mais completo do que nesse filme. Uma atuação apenas normal, não justificando as indicações do ator no Oscar e Globo de Ouro.

    Mas o que vale um parágrafo a parte é a atuação de Morgan Freeman. Protagonista! Enfim Morgan Freeman ganha um papel do tamanho de seu talento, não mais um mero coadjuvante e sim o principal ator de um filme, e em “Invictus” ele carrega todo o filme com uma atuação esplendida. É de se imaginar o quão realizado deve estar Morgan Freeman, não só por poder representar Nelson Mandela, mas muito por olhar o seu trabalho e se orgulhar. O ator faz uma caracterização perfeita de Mandela, mudando sua fala, o jeito de andar, o sorriso, as costas sempre corcunda…. Uma aula de interpretação de um ator que finalmente terá o seu reconhecimento recebido e com méritos. O Oscar de Melhor Ator não pode ser de outra pessoa, Freeman merece levar enfim como protagonista.

    Técnica a parte, a mensagem que Clint Eastwood quis passar é linda. Tratando de forma cativante a reconciliação social que sofreu e que conseqüentemente ainda sofre á África do Sul é louvável, com gestos simples o diretor mostra toda dualidade deixado pelo Apartheid e que felizmente parece estar sendo deixada de lado, lento e gradativamente o mundo vai se esquecendo de um dos momentos mais sombrios da historia da humanidade e são em filmes como esse que nos fazem pensar e refletir sobre o sofrimento que todo o continente passou e que luta consigo mesmo para se reabilitar.

    Uma bela história, uma mensagem cativante e uma perfeita atuação de Morgan Freeman. Isso é “Invictus”.

    Nota: 7,0

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