Estava indo tudo muito bem, parecia um sonho! “Jogos Mortais”, “Massacre da Serra Elétrica”, “Madrugada dos Mortos” e a paródia “Todo Mundo Quase Morto” provaram que dá sim para fazerem filmes de terror/suspense/horror/gore/trash competentes. Assim, quando fiquei sabendo desse projeto da refilmagem de “Museu de Cera”, que, por sua vez, é uma refilmagem de “Os Crimes do Museu”, fiquei um tanto quanto esperançoso. E o que dizer quando descobri que a censura do filme aqui no Brasil seria `Impróprio para Menores de 18 anos`? Soltei fogos de alegria, afinal, quanto mais violência, sexo e sangüinolência em filmes desse tipo, melhor!
Infelizmente “A Casa de Cera” é infinitamente inferior aos filmes citados no início do parágrafo acima. O filme não tem porquê ser impróprio para menores de 18, já que nada é tão violento como em “O Massacre da Serra Elétrica” ou “Madrugada dos Mortos”.
A história é sobre um grupo de jovens (sim, pra variar os jovens à procura de sexo, drogas e rock’n roll, agora substituído por `rap`, estão presentes) que viajam com o intuito de assistir a um jogo de futebol americano. No caminho eles descobrem que existe um atalho por uma pequena cidade e que podem chegar bem mais cedo no jogo. Sendo que o pequeno problema é que essa cidade é totalmente habitada por bonecos de cera. Então dá pra perceber a morbidez que paira nela: imagine você vendo `pessoas` feitas de cera, com aquele olhar de “O que você está fazendo aqui?” pra você.
O elenco é todo feito por jovens cuja principal atração para os tablóides mundiais é a presença de Paris Hilton, a saborisíssima herdeira da rede de hotéis Hilton. Paris, por sinal, comercializou camisas com a frase: "On May 6th, Watch Paris Die" (traduzindo, "em 6 de maio, assista Paris morrer"). Essa data é a de estréia do longa nos EUA (interessante essa campanha feita para o filme, já que ela é a principal atração do longa).
O diretor Jaume Collet-Serra acertou ao optar por contar uma história bizarra, com os já característicos personagens bizarros. Também pudera, aqui não vemos um simples serial-killer com algum trauma de infância, querendo matar o garoto e a garota mais popular da escola e sim, dois loucos varridos que tem a tarefa (cumprida com uma certa competência, diga-se de passagem) de transformar todos que aparecerem pela frente em bonecos de cera (!). Assim como Leatherface, os vilões desse filme se mostram altamente perturbados e com um certo nível de sadismo. Ou seja, achei eles `du caralho!`.
Algo que sobressaiu muitos dos outros aspectos técnicos foi a direção de arte. A Casa de Cera é muito convincente. No final, quando acontece algo que não convém contar, ela se mostra altamente real e interessante. Embora com poucos sustos, o filme se encaixa mais por ter essa temática um tanto quanto pesada, afinal o impacto visual de você ver uma pessoa feita de cera, que meche apenas os olhos quando você passa, é grande.
No mais, considero o filme interessante, mas bem inferior a outras produções feitas nos mesmo moldes. Assista sem esperar sustos e sim, imagens que você pensa `Caramba! Que homem louco!`, e irá gostar.


























