Críticas   segunda-feira, 28 de Março de 2005

Leis da Atração

Não fazem mais filmes como antigamente. Nem o galã Pierce Brosnan e a excelente Juliane Moore conseguem salvar essa bomba nuclear.

Não fazem mais filmes como antigamente. Assim diria o velho jargão do pessoal da maior idade. Principalmente quando se trata do gênero comédia romântica. Eu particularmente sou fã desta categoria. Adoro assistir filmes desse gênero, independente dos milhares de erros, clichês, bobagens e repetições de filme para filme.

Infelizmente, nesses últimos anos este gênero não conseguiu atrair muito minha atenção. Vale salientar que este ano teve o ótimo "Como Se Fosse a Primeira Vez", que de muitos do gênero, se destaca entre os melhores do ano de 2004.

O real problema desse gênero é que em sua maioria, já vamos assistir ao filme sabendo o que vai acontecer no final. Resumindo, é bastante previsível. O público-pipoca (aquele que assiste ao filme sem preocupação, só com intuito de se divertir e comer pipoca) adora esse tipo de comédia romântica. É como as novelas, no final as coisas acontecem do jeito que você imaginava ("Malhação"). "Leis da Atração" é tudo isso que eu disse. Brigas e tapas, alguns beijos no caminho, brigas, brigas e no final, juntos felizes para sempre.

Os advogados Daniel Rafferty (Pierce Brosnan) e Audrey Woods (Juliane Moore) são grandes especialistas em divórcio. Conhecem todas as maneiras e artimanhas de como o amor pode dar errado através de piores cenas. Audrey e Daniel são típicos casos opostos. Ela pratica a advocacia estritamente de acordo com a lei, e ele tem sempre suas artimanhas de persuasão (de uma atrapalhada forma, mas que acaba dando certo). O destino faz com que os dois se encontrem, em lados opostos, diante de um divórcio complicado e litigioso, que se torna público devido à fama de seus clientes (Parker Posey – 'Serena' e Michael Sheen – 'Thorne Jamison'), que têm como disputa central um castelo irlandês, objeto de grande interesse dos futuros divorciados.

Audrey e Daniel viajam à Irlanda separadamente, em busca de informações favoráveis ao processo. No entanto, os dois advogados que vêm desenvolvendo uma atração mútua não reconhecida por nenhum deles, vêem-se num romântico festival irlandês. Naturalmente, após uma noite de festa, eles acordam juntos e casados. Casados? Isso mesmo. Entre uma bebida e outra, eles acabam se casando. O que aconteceu como numa brincadeira, agora é um tormento para os dois. Como será o regresso a Nova York? Será que eles conseguem evitar na própria relação os problemas que conhecem tão bem e que levam outras pessoas a procurá-los profissionalmente?

Com essa sinopse eu quase que descrevi o filme todo. É uma história bobinha, com diálogo quase inexistente devido a sua insignificância e um par romântico que não tem nada haver. Não combinam em nada. Eu particularmente gosto de Pierce Brosnan, mas de fato ele tem a cara do agente 007 sempre. Pode fazer mil filmes, mas ele sempre será o 007. Nesse filme ele faz um advogado desastrado, competente e galanteador. Funciona, mas não acontece uma conexão entre os dois protagonistas. Julianne Moore, que apesar de ser um arraso de atriz, não consegue colocar o filme pra frente. Os atores não têm culpa. No filme tudo é fraco desde diálogos, piadas (às vezes você dá uma risadinha, mas não passa disso) ao romance e coadjuvantes.

Para finalizar, o filme tem uma péssima direção (Peter Howitt) e um horrível roteiro (Aline Brosh McKenna, Robert Harling ). Se você for corajoso (a) para assistir a esse filme, boa sorte. O público pipoca vai adorar, mas no final das contas, tenho quase absoluta certeza, que a maioria vai dizer: "Já vi esse filme em algum lugar". E de fato, você viu.

Jurandir Filho
@jurandirfilho

Compartilhe

Saiba mais sobre

()

-

Roteiro:

Elenco:

Compartilhe