Críticas   domingo, 18 de dezembro de 2016

Rogue One – Uma História Star Wars (2016): uma verdadeira GUERRA nas estrelas

Por fugir dos aspectos mais fantasiosos e mitológicos da franquia “Star Wars”, “Rogue One” pode ser considerado um filme “menor” (entre muitas aspas), mas é justamente isso que o torna mais humano e impactante dentro da saga.

“Rogue One – Uma História Star Wars” é um capítulo bem diferente da saga espacial criada por George Lucas em 1977, tanto em tom, quanto em ritmo. Superficialmente, o longa dirigido por Gareth Edwards (“Godzilla”) e escrito por Chris Weitz (“Um Grande Garoto”) e Tony Gilroy (trilogia “Bourne”), a partir de um plot de John Knoll (supervisor de efeitos visuais de praticamente todos os filmes da saga) e Gary Whitta (“O Livro de Eli”), é mais acelerado e tem cenas de ação mais intensas e urgentes que os episódios numerados da série, com a violência que acontece dentro da narrativa possuindo mais peso, o que deve afastar as crianças do filme.

Em uma análise mais detalhada, a ruptura do novo spin-off da franquia em relação aos filmes principais (não esqueçam das aventuras dos Ewoks) é mais profunda. A despeito de se passar no mesmo universo que os episódios I a VII já lançados, a abordagem temática de Edwards, Weitz e Gilroy é radicalmente diferente.

Na trama, que se passa imediatamente antes do longa original de 1977, Jyn Erso (Felicity Jones), uma rebelde criminosa, é recrutada pela Aliança para contatar o extremista Saw Gerrera (Forrest Whitaker), que supostamente teria informações sobre a nova superarma imperial, a Estrela da Morte, informações estas obtidas com o cientista imperial Galen Erso (Mads Mikkelsen), pai da garota e um dos responsáveis pela criação da dita arma, nada menos do que a famigerada Estrela da Morte.

Jyn, ao lado do Capitão Anders (Diego Luna) e do fiel droide deste, K-2SO (Alan Tudyk), acabam tendo a missão de roubar os planos da Estrela da Morte, tendo a ajuda do piloto desertor Bodhi Rook (Riz Ahmed), do guerreiro cego Chirrut Îmwe (Donnie Yen) e do seu parceiro, Baze Malbus (Wen Jiang), ambos ex-guardiões de um antigo templo Jedi.

Sai a fantasia encrustada na Jornada do Herói de Joseph Campbell e nos filmes de samurai de Akira Kurosawa (embora a cinessérie japonesa sessentista “Zatoichi” encarne em Chirrut) e entra uma história de guerra nos moldes de “Os Doze Condenados” (Robert Aldrich, 1967), “Os Canhões de Navarrone” (J. Lee Thompson, 1962) e até mesmo toques de “Exército das Sombras” (Jean-Pierre Melville, 1969) e “Bastardos Inglórios” (Quentin Tarantino, 2009).

Com essa mudança de paradigma, embora o Império continue retratado como o mal absoluto, surgem tons de cinza na antes imaculada Aliança Rebelde, que acabam por enriquecer, do ponto de vista temático, o movimento de resistência, seus sacrifícios e ideais, algo que inclusive reverbera – e engrandece – os filmes da trilogia clássica. Sem a luta da tripulação da Rogue One, não existira Luke Skywalker.

O arco narrativo de Jyn e sua transformação de cínica insurgente em uma esperançosa rebelde sustenta o roteiro e Felicity Jones o vende muito bem para o público. A protagonista viu seu mundo ruir quando criança por conta da guerra contra o Império e viu seus pais desistirem de uma vida de luxo por enxergarem a verdade por trás do governo de Palpatine, herdando essa veia revolucionária que só cresceu graças a seu “padrinho”, Saw.

Do mesmo modo, o solitário Capitão Anders de Diego Luna surge realmente como um soldado que, outrora idealista, teve de sacrificar muito de sua humanidade por uma causa que o acompanha desde a infância. Suas interações com Jyn e com o dróide K-2SO ressaltam o quanto, mesmo em um nível subconsciente, Anders busca uma conexão. O autômato vivido por Alan Tudyk, aliás, funciona como personagem de ação e um providencial alívio cômico, com algumas piadas que amenizam o clima sóbrio do filme, sempre de maneira orgânica dentro da narrativa.

A dupla Chirrut Îmwe e Baze Malbus nos mostra o lado religioso da Força, com os antigos guardiões do templo Jedi representando o crente (inclusive com sua oração ou mantra) e aquele que perdeu a fé, sem contar que o guerreiro cego vivido por Donnie Yen constantemente rouba o filme em suas cenas de ação. O carismático Bohdi de Riz Ahmed possui uma história interessante, por ser um nativo de Jedha (daí seus traços não-caucasianos), recrutado pelo Império que desertou para a Aliança, enfrentando a desconfiança (e até mesmo tortura) para provar sua mudança de lado.

Forrest Whitaker vive um personagem acometido pela loucura de uma guerra tão longa, que lhe roubou não só boa parte do seu corpo, mas também de sua alma, conforme demonstra não só sua aparência física, mas suas ações e voz, tudo resumido na dor quando ele fala que sobrou tão pouco dele para morrer. O sempre competente Mads Mikkelsen é efetivo em todas as suas cenas e se mostra (conscientemente) contido do ponto de vista emocional, o que acrescenta uma profundidade a mais para o seu complexo Galen Erso – e se há uma constante em todos os filmes da saga Star Wars é na complexidade das relações paternas, tradição honrada por Mikkelsen e Felicity Jones.

Do lado imperial, o diretor Krennic de Ben Mendelsohn se mostra interessante justamente por ser menos poderoso (e portanto mais ambicioso) que os figurões imperiais, como Darth Vader (novamente com a imponente voz de James Earl Jones) e o Governador Tarkin (Peter Cushing revivido via computação gráfica). Mendelsohn encarna com perfeição a desumanidade de Krennic, em sua busca por ser reconhecido por seus líderes e é incrível notar quão bem o ator expressa a constante frustração do seu personagem.

Sobre a recriação de Peter Cushing, o ator é citado nos créditos (junto de seu título de Ordem do Império Britânico). No entanto, por mais competente que seja sua versão digital e quão incrível seja rever o único personagem além do Imperador a ser respeitado por Darth Vader, sua presença se torna uma distração em um longa tão mais pé no chão e onde boa parte das criaturas são feitas através de efeitos práticos. É estranho ver um personagem humano parecer mais artificial que, por exemplo, um almirante mon-calamari, e talvez tivesse sido mais feliz a escalação de um ator parecido com Cushing para o papel, como foi feito com a irlandesa Genevieve O’Reilly, que encarnou com perfeição a senadora rebelde Mon Mothma, vivida nos anos 1980 pela atriz Caroline Blakiston.

Se as alegoria políticas na trilogia original eram quase inofensivas e se mostravam (em sua maioria) relativamente sutis na trilogia de prequels e na nova trilogia aberta por “Star Wars – O Despertar da Força” (J.J. Abrams, 2015), aqui elas surgem com força – sem trocadilho – total, por vezes de maneira surpreendente.

O visual e os métodos dos rebeldes extremistas de Saw Gerrera remetem aos jihadistas de facções, como a al-Qaeda ou o Estado Islâmico, sem contar o fato de que seu quartel general é em uma caverna. O fato do planeta Jedha, onde eles organizam sua resistência, também ser uma área sagrada para os (quase) extintos Jedi também parece uma nada sutil referência a Jerusalém, embora visualmente ele lembre mais a Bagdá pós-Saddam, especialmente na ocupação por tropas militares estrangeiras.

Ademais, mesmo que o racista Império (formado exclusivamente por homens brancos, em contraste a uma multiétnica Aliança Rebelde) seja o nazi-fascismo da Galáxia muito distante encarnado, algumas de suas atitudes remetem sim aos Estados Unidos. Ora, ver uma superpotência usando uma arma de destruição em massa em duas cidades habitadas como meio de intimidação lembra demais o uso das bombas atômicas pelos EUA contra o Japão no fim da Segunda Guerra Mundial. Até mesmo o isolamento que os cientistas imperiais se submetem remete sim ao Projeto Manhattan que deu origem à Bomba-A.

A maior complexidade no pano de fundo da trama elaborado por Weitz e Gilroy se reflete na condução da narrativa de Edwards. O cineasta, ao lado do diretor de fotografia Greig Fraser (não por acaso, também responsável pela fotografia de “A Hora Mais Escura”). Ao colocar personagens mais falíveis e humanos ao invés de arquétipos mitológicos no centro da ação, Edwards também aproximou o público do sofrimento e da luta dos Rebeldes.

A direção de arte, incrível, segue fielmente os preceitos realistas do longa original (até mesmo na recriação de certos cenários partilhados pelas duas histórias) e é possível ver o gasto em cada objeto visto em cena. Ademais, ouvindo a reclamação de alguns dos fãs sobre a falta de inovação nos planetas mostrados em “O Despertar da Força”, os mundos aqui retratados são bem diferentes entre si e daqueles vistos anteriormente na série, com destaque para Jedda e o tropical mundo de Scariff (que remete ao front do pacífico da Segunda Guerra Mundial).

Assim, as batalhas que vemos em cena, sejam em terra, ar ou espaço são mostradas de maneira mais brutal e dolorosa, com referencias do mundo real sendo usadas quando possível. Até mesmo o impacto dos tiros da Estrela da Morte, vistos de maneira despersonalizada e plasticamente interessante em “Guerra nas Estrelas” (1977, George Lucas) e “O Retorno de Jedi” (1983, Richard Marquand) – algo inclusive mencionado por Krennic -, aqui é colocado do aterrador ponto de vista da população-alvo, dando ao público uma das cenas mais dolorosas e marcantes do filme, no abraço de dois personagens que encaram a inevitabilidade do fim.

Apenas em uma breve e chocante cena, onde o foco é um personagem realmente mitológico, Edwards e Fraser quebram seu retrato quase documental das batalhas e o diretor retorna para sua filmografia mais voltada para o terror fantástico, naquele que já nasceu como um dos mais impactantes momentos da saga (e um dos melhores do cinema americano em 2016).

Por ser carregado demais, “Rogue One – Uma História Star Wars” não deve ressoar tanto nos fãs mais jovens, mas é exatamente a prequel que aqueles que cresceram (e essa é a palavra-chave) com a série esperavam, demonstrando com sucesso o potencial que esses derivados possuem de explorar o vasto universo da Saga por outros pontos de vista fora da família Skywalker. Recomendado.

Thiago Siqueira
@thiagosiqueiraf

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Rogue One – Uma História Star Wars (2016)

Rogue One: A Star Wars Story - Gareth Edwards

Ainda criança, Jyn Erso (Felicity Jones) foi afastada de seu pai, Galen (Mads Mikkelsen), devido à exigência do diretor Krennic (Ben Mendelsohn) que ele trabalhasse na construção da arma mais poderosa do Império, a Estrela da Morte. Criada por Saw Gerrera (Forest Whitaker), ela teve que aprender a sobreviver por conta própria ao completar 16 anos. Já adulta, Jyn é resgatada da prisão pela Aliança Rebelde, que deseja ter acesso a uma mensagem enviada por seu pai a Gerrera. Com a promessa de liberdade ao término da missão, ela aceita trabalhar ao lado do capitão Cassian Andor (Diego Luna) e do robô K-2SO.

Roteiro: Chris Weitz, Tony Gilroy

Elenco: Felicity Jones, Diego Luna, Ben Mendelsohn, Donnie Yen, Mads Mikkelsen, Alan Tudyk, Riz Ahmed, Jiang Wen, Forest Whitaker, Jimmy Smits, Genevieve O'Reilly, Anthony Daniels, Jimmy Vee, James Earl Jones, Spencer Wilding, Daniel Naprous, Ingvild Deila, Guy Henry, Angus MacInnes, Drewe Henley

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  • silas.

    Esse filme NÃO é para ser visto em 3D. O recurso atrapalha um bocado a visualização, já que a paleta de cores do longa é em geral mais escura.

    Fica a dica.

  • silas.

    Esse filme NÃO é para ser visto em 3D. O recurso atrapalha um bocado a visualização, já que a paleta de cores do longa é – em geral e acertadamente – mais escura e 3D é um troço que tende a escurecer imagem. Até pretendo rever Rogue One, em 2D, em breve, para observar melhor os efeitos e o design.

    Fica a dica.

    • também tive o problema do 3d, porém nas cenas mais escuras ainda dava para ver bem o que estava acontecendo ali, em geral o que mais atrapalhava na sala que vi o filme foi o desfoque que permeou todo o filme. não entendi o que estava acontecendo, daí lembrei q estava assistindo o filme em 3d.

      infelizmente, a única opção de filme legendado era em 3d, fica para a próxima.

      • silas.

        Aqui, no Recife, eu já reparei que só tem jeito de assistir com áudio original se eu topar rever em 3D. Acreditei que voltaria ao cinema em breve, mas vou acabar esperando lançamento do filme em formato home video.

    • Valenada

      Na verdade 3D não é pra ser assistido…rs

  • Polly

    Assisti em 3D 4DX, o 3D não vale a pena, nada demais, mas se tiver algum cinema em 4DX perto de vcs, é bem divertido, nas partes aéreas dá para sentir que está caindo junto.
    Quanto ao filme, para mim ele falha no roteiro, tanto artista bom nesse filme, mas não consegui me importar com o desfecho de ninguém, faltou criar algo para nos emocionarmos e torcemos por eles. É um bom filme, mas só, se você não for um fã fissurado por Easter eggs e belas cenas de ação, pode não agradar muito.

    • helioparente

      Concordo, cara. Achei o filme chato, não ruim, mas chato, até o 3º ato.

      Não me importei com ninguém a não ser o Chirrwt.

      Engraçado que disseram que “é um filme que dá certo mesmo sem sabre de luz e filosofia jedi”, mas o melhor personagem é um sacerdote da Força e a melhor cena é com sabre de luz.

  • Doug Germano

    O 3D nunca me ajuda em nada. nem filme dublado. e esse filme é foda!

  • Caio Sousa

    Achei esse filme excelente, principalmente pelas referências e perfeito encaixe com o Star Wars IV. Ele é um filme muito voltado para quem realmente é fã da saga e conhece pelo menos a história contada nos filmes, não se preocupando muito em explicar detalhes ou background de personagens, algo que não senti falta já que sabia que muitos dos personagens ali não continuariam na saga. O filme deixou no ar,pelo menos para mim, aquela possibilidade de que talvez eles não iriam conseguir roubar as informações, dando uma dificuldade maior, isso diferenciou de outros Star Wars, já que em muitos deles parece até fácil executar algumas tarefas (vide explodir a Estrela da Morte ou a morte de Darth Maul). Um dos meus favoritos em toda saga. Acertaram em cheio. Que continuem assim.

  • “compartilha dessa paixão justamente por saber”
    Acho que faltou um pedaço de texto nesse seu parágrafo, Thiago.
    No mais, adorei a crítica. E acho interessante como ele acerta tão bem onde o Despertar da Força não foi tão bem.
    O episódio VII podia nos trazer uma história inédita, ao invés disso é o repeteco do episódio IV. Enquanto o Rogue One você sabe como vai terminar, mas o caminho até o final é a cosia mais interessante de tudo!
    No VII tivemos uma tremenda Mary Sue, e aqui Jyn se mostra bem mais pé no chão e crível.

    No mais, quero parabenizar o Michael Giacchino pela trilha fenomenal feita em DUAS SEMANAS! e pelas lutas espaciais! Talvez as melhores de toda saga até o momento. ME lembrou até um pouco algumas fazes de Star Fox.

  • Marcel Andrade

    Um puta texto pra um puta filme

  • Raz

    Primeiro ato muito chato e arrastado em 5 minutos de filme o roteiro já tinha visitado uns 5 planetas um excesso desnecessário, mas cresce muito no segundo e no terceiro ato vira um filme sensacional.
    Só os cgis de 2 personagens achei realmente sofrível, nível expresso polar.
    Vader quando aparece é imponente e a segunda cena dele é de encher os olhos!
    nota 8 fácil.

  • Valenada

    Filmaço, nota 10.

  • Henrique Zimmermann Tomassi

    Vai aí minha avaliação:

    Pontos positivos:
    – Tem o visual “retrô” certo dos ep. 4 e 5, o que não tinha acontecido nos demais e era um problema grave.

    O que mais gosto nessa franquia são as cenas de batalhas com
    espaçonaves, e sempre elas tiveram pouco tempo em tela em favor da
    abracadabra dos Jedi. Esse filme não tem os hocus pocus xarope e com
    isso surge espaço para batalhas espaciais mais longas e elaboradas, isso
    foi um dos dois pontos que mais gostei no filme. E tem muito TIE
    fighter, que na minha opinião é a espaçonave mais bonita da franquia,
    gosto dela desde criança.
    – O segundo ponto que mais gostei foi a
    trilha do Michael Giacchino. Ele mimetizou com perfeição a trilha do
    Williams, parecia feita pelo autor original. O cara virou um
    especialista em fazer trilhas de segunda mão, e faz muito bem!
    – Bons easter eggs, notei muitos e gostei deles.

    A cena do Vader combatendo sozinho uma infantaria foi a única (única!)
    cena digna dele em toda a franquia, apesar de curta. Em sete filmes só
    temos a expectativa de ver ele em ação. No ep. 6 ele tem um combate
    longo com o Luke, mas a coreografia da época era lenta e desinteressante
    (aliás, foi nos ep. 4, 5 e 6). É impressionante como apenas no oitavo
    filme ele ganhou essa cena. Povo lerdo.
    – A direção do Gareth Edwards
    foi a melhor da franquia. Ele já tinha mostrado que era bom no último
    Godzilla e nesse filme priorizou cenas escuras, atmosfera adulta e
    alguma criatividade de fotografia. Saiu um pouco (mas só um pouco) da
    atmosfera infantilóide dos outros sete filmes.
    – As piadas foram discretas e colocadas nos momentos certos, ao contrário do fiasco de humor que foi Estrela da Morte 7.

    Gostei da forma como bolaram o dilema do Hannibal, que foi forçado a
    construir a Estrela da Morte, se fez indispensável e criou uma
    fragilidade secreta, esse foi o único ponto criativo do filme, o
    restante é só repetição.

    Pontos negativos:
    – O velho em CGI não estava legal, notei de cara que ele era animação e isso me saltou aos olhos o filme todo.
    – Felicity pouco expressiva nas cenas em que tinha que atuar de forma incisiva, a partir do momento em que “adere à causa”.
    – Roteiro raaaaso como o de um filme de Guerra nas Estrelas, sem graça. O valor do filme está nos aspectos visuais, apenas.
    – Seria melhor se não tivessem insinuado um romance com o casal protagonista nas cenas finais. Mas Holywoodlândia não resiste.
    – Achei o comportamento e discurso do X-2 humano demais. Mas R2D2 e C3P0 também eram, então, sei lá.
    – A cara da Leia no final parece um boneco de cera daquele museu de Londres.
    – O japonês cego me irritou um tanto com aquele mantra. Típico samurai errante que bate em todos. Lugar-comum.
    – A morte do Hannibal foi piegas, parecia um episódio de Malhação.

    Concluindo:
    o filme é bom, perde para o Ep. 4 e para o Ep. 5. Em nível de qualidade
    geral, eu o colocaria empatado com o Ep. 6 (Retorno de Jedi). E quando
    me lembro dos Ewoks me dá vontade de achar esse filme melhor que o Ep.
    6. O roteiro é infantil, raso, típico da franquia, o que deixa o filme
    atrativo apenas nos efeitos e fotografia, como são os filmes da franquia
    Transformers.

    Nota geral: 6,5

    • Anderson Lima

      Hannibal? Por favor

  • João Marcos Silva

    Achei um pouco chato. Preciso reassistir pra ver se mudo minha percepção.

  • Gabriel Guimarães

    Só tenho um problema com os cortes de menos de 30 segundos no começo do filme

  • Cido Marques

    O 3D do filme é horrível, já o 3D do Animais Fantásticos é show de bola.

  • Camilo Pereira

    Vi em 2D , dublado e achei ótimo. Só achei meio arrastado em alguns momentos mas tirando isto foi um senhor filme!

  • Anderson Lima

    Gostei muito do filme. E o final! Meu Deus, que final fantástico. Mesmo sabendo o que ia acontecer – por ter assistido os outros filmes – me deu uma baita aflição. rsrs

  • Moises Andrade

    Bom. Não vi o filme no cinema. Esperei anciosamente sua chegada em DVD para assistir em casa com maior qualidade e calma. Como sou fã de toda franquia Star War e tenho totalmente entendimento que esse filme não faz parte da franquia estabelecida, tenho uma opinião no qual a proposta era de um filme à parte . Fiquei surpreso com a qualidade de imagem e roteiro. Precisamos entender que Rogue One me parece nitidamente um filme para adultos tamanha suas cenas de violência e guerra interplanetária. Um filme com um teor moderno tirando nos afastando do universo meio pragmático de Star War. Amei o filme por tratar de uma missão suicida por um objetivo que foi sendo traçado pelos personagens nos libertando um pouco do estereótipo dos Jides. Um filme que se propõe a uma realidade de guerra digno de missões suicidas mais reais. Tudo no filme me parece nitidamente perfeito ( som, imagem e efeitos especiais e um bom roteiro) . Para assistir de Rogue One precisamos desmistificar o exagero que infelizmente existia em alguns filmes da franquia Star War. Rogue One trata com mais seriedade e realidade as batalhas tanto em terra como no espaço de grupo de soldados que deixou -me muito satisfeito. Diria que o filme é perfeito para que se propõe. Não devemos assisti-lo com comparações com antiga franquia . É um filme à parte deste universo. Super recomendado.