Críticas   segunda-feira, 07 de novembro de 2016

Doutor Estranho (2016): adicionando psicodelia à fórmula Marvel

A despeito de ser o décimo quarto filme da Marvel Studios, o longa de Scott Derrickson se diferencia não apenas por seu elenco incrível ou por introduzir o misticismo no Universo Cinematográfico do estúdio, mas por ter um herói que usa outras ferramentas além da ação pura e simples.

É mais do que adequado que este “Doutor Estranho” tenha estreado em diversos mercados do mundo justamente no dia do aniversário de um de seus criadores, Steve Ditko. Criado em colaboração com Stan Lee nos anos 1960, o personagem trouxe o misticismo em alta escala para a Marvel Comics, e Ditko bebeu muito de pintores surrealistas como Salvador Dali ao retratar as aventuras do herói.

Em compensação, o bom Doutor também foi citado em diversas obras de contracultura psicodélica, especialmente pela banda Pink Floyd, sendo referenciado de maneira direta na música “Cymbaline” e um dos painéis de uma de suas HQs também compõe parte da capa de um dos álbuns do conjunto britânico, “A Saucerful Of Secrets”.

Portanto, não é à toa que este décimo quarto longa do Universo Cinematográfico Marvel seja o mais lisérgico da franquia, com o diretor e co-roteirista Scott Derrickson (“O Exorcismo de Emily Rose”) bebendo diretamente dessa fonte mais alternativa ao criar o visual único do filme. Entretanto, mesmo tendo esse pé no alternativo, a produção ainda tem raízes profundas na chamada fórmula Marvel, em uma fusão que surpreendentemente funciona, salvo eventuais trancos.

Na trama, o arrogante e talentoso neurocirurgião Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) sofre um acidente que o priva do uso total de suas mãos. Desesperado por uma cura e afastando até mesmo sua amiga mais próxima, Christine (Rachel McAdams), sua busca o leva ao Nepal e a um templo secreto onde é iniciado nas artes mística pela Anciã (Tilda Swinton). Mas quando o fanático Kaecilius (Mads Mikkelson) ameaça lançar o mundo em um perigo inimaginável, Strange se vê obrigado a entrar em uma guerra para salvar o planeta, ao lado de outros mestres das artes místicas como Mordo (Chiwetel Eijofor) e Wong (Benedict Wong).

Mesmo com Derrickson e sua equipe de arte tendo aproveitado muito do visual das HQs sessentistas, o roteiro escrito pelo cineasta em colaboração com Jon Spaihts (“Prometheus”) e C. Robert Cargill (“A Entidade”) se utiliza de abordagens mais recentes do personagem, especialmente de histórias escritas por Brian K. Vaughan (“Lost”) e J. Michael Straczynski (“A Troca”), algo apropriado pois suas fases exploram o mundo de Estranho e sua origem com uma sensibilidade mais cinematográfica e atual – tanto que os fãs de quadrinhos verão cenas inteiras dessas histórias transplantadas para tela.

Não é exagero colocar que a produção tem o elenco mais forte já reunido pela Marvel Studios, algo até necessário para trazer credibilidade a uma narrativa tão “fora da caixa”, especialmente considerando que o público mais cético de hoje em dia. Mesmo papéis “menores” ganham intérpretes de peso, como Michael Stuhlbarg e Benjamin Brett.

Benedict Cumberbatch capitaneia a trupe trazendo muito do charme metido que o tornou mundialmente conhecido em “Sherlock” para o papel, o que faz com que o público goste de Stephen Strange mesmo quando este age como um babaca prepotente.

O crescimento pessoal do herói-titulo, embora previsível, jamais soa forçado justamente por conta da delicadeza com que Cumberbatch trabalha. Pequenos gestos, como a hesitação ao abraçar a família de um paciente ou o colocar de um relógio, possuem a mesma importância para a trama quanto as coreografias por ele executadas em suas magias. Estranho é um herói contemporâneo que diferencia dos demais justamente por não poder ou mesmo querer usar seus punhos para resolver todos os seus problemas e Cumberbatch traz esse diferencial ao explorar a inteligência de seu personagem acima de qualquer fisicalidade.

A escalação da etérea Tilda Swinton no papel da Anciã causou certa polêmica junto aos fãs. Deixando de lado essa questão – provavelmente motivada pela bilheteria chinesa -, a atriz encarna o papel de mentora não apenas com convicção, mas com um ar travesso que se encaixa perfeitamente na sua versão Maga Suprema.

Já Chiwetel Eijofor também faz uma versão de Mordo bem diferente do vilão unidimensional dos quadrinhos, aqui um aliado de Strange e seguidor de uma doutrina estrita, com um arco interessante ressaltado pelo talento de seu intérprete. Benedict Wong faz de seu quase xará Wong um personagem cujo humor vem de sua seriedade, em uma interpretação que, por vezes, lembra Buster Keaton.

A Christine Palmer de Rachel McAdams não é a típica namorada do herói, começando pelo fato de que, mesmo tendo uma participação mais discreta, suas ações são sempre ativas. O relacionamento dos dois, cheio de turbulência, ancora Stephen (e eventualmente o espectador) no mundo real em diversos sentidos.

O ponto “mais fraco” (entre aspas mesmo) do elenco é Mads Mikkelson, mas apenas porque o roteiro não lhe faz justiça. Imponente e com uma forte presença física, Mikkelson se mostra melhor que seu Kaecilius. As motivações do antagonista não são bem exploradas, mas o dinamarquês traz dignidade ao papel e até certa emoção – vide um diálogo em que Kaecilius se permite derramar uma lágrima.

Como colocado acima, o design de produção é calcado no surreal e a fotografia do filme vem em cores predominantemente fortes (ao contrário dos últimos longas da Distinta Concorrência, aqui o azul e o vermelho permitem-se ser azul e vermelho). A trilha sonora de Michael Giacchino, embora não seja o melhor trabalho do compositor, sai do padrão moroso da maioria dos filmes da Marvel Studios e o tema do personagem-título em sua versão progressiva realmente funciona.

As cenas de ação carregam na psicodelia, com destaque para o embate no plano astral, a batalha campal em Nova York (que faz de “A Origem” um mero origami em comparação) e a inteligência na resolução do duelo final. O modo imaginativo com o qual as magias são retratadas e o escopo das setpieces pedem por uma tela de formato maior, sendo recomendado ver o filme em salas IMAX, MacroXE ou XD, sempre em 3D, tão bem utilizado pelo filme que torna o formato quase obrigatório.

Mesmo errando pontualmente na falta de tato no uso do humor, com algumas gags mal colocadas ou piadas que se estendem além do timing, “Doutor Estranho” mostra que a Marvel Studios ou sua “fórmula” não perderam o encanto.

Thiago Siqueira
@thiagosiqueiraf

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Doutor Estranho (2016)

Doctor Strange - Scott Derrickson

Stephen Strange (Benedict Cumberbatch) leva uma vida bem sucedida como neurocirurgião. Sua vida muda completamente quando sofre um acidente de carro e fica com as mãos debilitadas. Devido a falhas da medicina tradicional, ele parte para um lugar inesperado em busca de cura e esperança, um misterioso enclave chamado Kamar-Taj, localizado em Katmandu. Lá descobre que o local não é apenas um centro medicinal, mas também a linha de frente contra forças malignas místicas que desejam destruir nossa realidade. Ele passa a treinar e adquire poderes mágicos, mas precisa decidir se vai voltar para sua vida comum ou defender o mundo.

Roteiro: Scott Derrickson, Jon Spaihts, C. Robert Cargill

Elenco: Benedict Cumberbatch, Chiwetel Ejiofor, Rachel McAdams, Benedict Wong, Mads Mikkelsen, Chris Hemsworth, Tilda Swinton, Michael Stuhlbarg, Benjamin Bratt, Umit Ulgen, Scott Adkins, Zara Phythian, Alaa Safi, Katrina Durden, Amy Landecker, Stan Lee, Pat Kiernan, Linda Louise Duan, Topo Wresniwiro, Mark Anthony Brighton

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  • Maicon Oliveira

    Que bom que teve uma nova crítica (e sensacional diga-se de passagem!).

    • Deivi Pazos

      Agora só falta um Rapaduracast (sem o PH).

      • Deivi Pazos

        Nada contra o PH mas ele não curte esse tipo de filme , ia ficar uma crítica tipo não gostei mesmo antes de ver.

  • Márlon Jatahy

    É um grande filme mesmo. E tenho certeza que a continuação será ainda melhor. Adorei a sacada final contra Dormamu. A marvel e a dc precisam urgentemente trabalhar melhor seus vilões!

  • Marcos

    Nossa, essa crítica é muito superficial. O filme vai além da psicodelia e efeitos visuais. Mal cita-se o fraco roteiro, assim como os vilões pessimamente tratados. E que tipo de “romance” é esse entre o Dr Estranho e a Cristine? Mal trabalhado e raso… Não dá pra se tirar praticamente nenhuma conclusão disso. O filme serve para entreter, nada mais. Não passa de uma versão melhorada de Thor 1 e Lanterna Verde. A motivação de Mordo em se tornar vilão é pífia “tem muitos magos”… A crítica parece querer agradar os fãs, triste isso… Mas depois da outra crítica quiseram dar uma assoprada pra levantar a moral com os frequentadores do site. Só faz isso pra agradar quem mal entende de cinema. Mas de qualquer forma, é outra visão.

    • Bruno Ochoa

      Falou o entendedor de cinema.

    • Sérgio Freire

      Sobre o Mordo: Ele está decepcionado porque sua Mestra lhe ensinou a nunca usar magias proibidas e respeitar as leis naturais. Ele chocou-se ao descobrir que ao contrário do que pregava, ela usava essas energias para permanecer jovem. A justificativa dela era para que pudesse enfrentar as ameaças ao universo e deu a entender, na última conversa, que ela sabia de seus futuros possíveis e quando morreria. Mordo está em uma missão de eliminar todos os magos que usam de magia de forma antinatural para fins egoístas. Pessoalmente eu não considero que o Doutor Estranho agiu de forma egoísta quando quebrou o tempo para salvar o mundo. Mordo se tornou um purista radical, não disposto a considerar se o praticante de magia faz algo bom ou ruim, apenas se ele faz algo contra o fluxo da natureza.

      • Jaíne Oliveira

        Excelente análise do Mordo!

    • Seixas

      Crie seu próprio site e faça suas próprias críticas ao invés de ficar comentando no site dos outros já que entende tanto de cinema assim…

      • Marcos

        Liberdade é garantia constitucional, e o site da essa liberdade de comentário críticas e elogios.

        • Seixas

          Criticar e elogiar é uma coisa agora desmerecer o trabalho dos outros como você fez é coisa de gente babaca!

          • Marcos

            De onde desmereci o trabalho? Minha crítica ao texto é referente a superficialidade com a qual o crítico tratou o filme em uma análise fílmica. Saiba diferenciar as coisas antes de me ofender.

          • Seixas

            E você foi tão superficial (e desnecessário) quanto aquilo que crítica. Na próxima saiba ao menos aplicar aquilo que diz saber e que condenou no outro.

          • Marcos Paulo Figueiredo de Alm

            Seixas, vc diz que fui superficial ao fazer meus apontamentos, e vc me crítica nisso mas não apresenta NEHUM argumento pra isso, qual a lógica então? Apresentei argumentos, vc que não aceita, aí meu camarada, não é problema meu.

          • Seixas

            Não apresentou argumentos nenhum argumento, apenas veio com achismos de sua parte, daquilo que você acha e não daquilo que realmente é de verdade, dizer que algo é raso não é argumento quando você não argumenta em cima disso.

          • João Lucas Ribeiro Lopes

            Não é achismo se ele acerta em algumas coisas.

          • Seixas

            Continua sendo achismos pois os argumento dele são embasado em apenas os achismos por parte dele.

          • João Lucas Ribeiro Lopes

            Não, são baseados no filme, alguns defeitos que ele citou realmente estão no filme.

          • Seixas

            Continua sendo achismo pois os defeitos que ele citou é o que ele achou. Se eu considero que os defeitos citados por ele não são defeitos então eu aponto de forma embasada o porque discordar daquilo, agora ele aponta o que acha defeituoso de forma superficial apenas porque ele ”achou esses defeitos” ou seja continua sendo achismos.

          • João Lucas Ribeiro Lopes

            Não, alguns defeitos realmente estão lá, eu gostei do filme e percebi isso.

          • Seixas

            Você pode apontar eles de forma coesa e aprofundada sem problema algum, agora vir com opiniões baseadas em achismo (e ainda dizer que o texto autor é superficial) é inaceitável.

          • João Lucas Ribeiro Lopes

            Mas ele foi um pouco superficial sim, um pouco.

          • Seixas

            E o cara do comentário foi igualmente e ainda quer críticar o autor ah me poupe.

    • Sereia de Gotham

      Irônico e hipócrita pois seu comentário é ainda mais superficial…fala de roteiro fraco mas não aponta elementos que confirmem isso, diz que personagens são pessimamente tratados e que é raso, só sabe repetir a mesma coisa sem demonstra o minimo de conhecimento sobre cinema. Se entendesse mesmo de cinema teria compreendido um filme simples mas o que esperar de alguém que não tem nem a capacidade argumentativa de criticar um filme.

      • Marcos

        Vc diz que minha crítica em relação ao texto é rasa, mas fiz apontamentos, não uma crítica de cinema. O roteiro é fraco como desenvolve a história, no desenvolvimento dos personagens (como falei), na apresentação dos vilões e na explicação da Anciã. Não foi falha dos atores, mas do roteiro. Se vc é fanzete da Marvel só lamento querer que um filme desse, nível do Lanterna Verde e Thor 1 seja apreciado cinematograficamente, é mais um filme que entrete, mas não passa disso.

        • Sereia de Gotham

          O que eu gosto ou deixo de gostar não te interessa, o meu argumento é para com a sua hipocrisia.

        • Deivi Pazos

          Quer dizer que Lanterna Verde te entreteu ?

      • João Lucas Ribeiro Lopes

        Poxa, ele só tá dando a opinião dele, e em algumas partes ele tá certo. O filme realmente tenta inovar na parte da execução, dos conceitos e a evolução do personagem. No entanto o roteiro não faz nada muito diferente da fórmula marvel que são uma história simples do bem contra o mal; um vilão com motivo, mas ainda raso; piadas desnecessárias (algumas boas, como aquela da barganha, realmente genial); um par romântico (mesmo que seja melhor do que muitos na história do MCU); inclusão de uma joia do infinito e a apresentação de um conceito mas que não é bem aprofundado devido a velha desculpa do “é só o primeiro filme”. Isso é um problema quando a principal mensagem do filme é “abra sua mente”. A propósito, eu gostei bastante do filme.

        • Sereia de Gotham

          A minha crítica é a hipocrisia dele..

          • João Lucas Ribeiro Lopes

            No que ele foi hipócrita?

          • Sereia de Gotham

            Em reclamara de superficialidade cobrando algo do autor quando ele foi tão superficial quanto.

          • João Lucas Ribeiro Lopes

            É, em algumas partes sim.

    • Putz… Comparar Thor 1 com Lanterna Verde é bem cruel, heim? Agora, comparar Doutor Estranho, que foi simplesmente incrível, com Lanterna Verde, é de uma falta de noção surreal…

      • Marcos Paulo Figueiredo de Alm

        Edson, estou fazendo uma análise fílmica de elementos presentes nestes filmes citados, não de gosto, até porque eu curti bastante o filme do Dr Estranho, assim como gosto de outros filmes péssimos tecnicamente.

        • CptDavenport

          “análise fílmica de elementos presentes nesses filmes citados” = dando minha opinião sobre o filme

          agora eu ri

    • Deivi Pazos

      Tu cheirou cocaína ?

  • Deivi Pazos

    Gostei muito do filme, as vezes exageram nas piadinhas (mas isso todo filme Marvel faz ) e o roteiro as vezes parece superficial , mas o filme mesmo assim é bom demais , divertido visualmente deslumbrante . Não é perfeito mas está em pé de igualdade com Deadpool e Guerra Civil.

  • Ana Louise

    Ahhh, agora sim uma crítica massa xD

  • Filme simplesmente sensacional! Entra pro meu top 5 do Marvel Studios:

    1- Os Vingadores
    2- Guardiões da Galáxia
    3- Capitão América: Guerra Civil
    4 – Capitão América: O Soldado Invernal
    5 – Doutor Estranho

    • Deivi Pazos

      Concordo , só tiro vingadores desse Top Five.

  • Marcel Andrade

    Gosto quando aparece mais de uma crítica sobre o mesmo filme por aqui. Impressões e análises diferentes enriquecem. E os dois textos tão muito bons.
    As duas críticas não foram tão diferentes e isso só reforça como o filme foi bem-sucedido.

  • Deivi Pazos

    Talvez essa tenha sido a melhor critica feita ao filme que li e vi até agora , e olha que vi muita coisa.

  • Findman

    Nesse filme,um cara em inicio de treinamento que mal sabe usar os poderes DÁ PORRADA NO VILÃO.PQP!O roteirista do filme usa o mesmo artificio pra derrotar o vilão-mor,que o filme do Lanterna Verde.

    Em Lanterna Verde(que é uma merda),no incio do treinamento ele é advertido pra tomar cuidado com algo e ele usa isso pra derrotar o vilão no final do filme.

    Em Doutor Estranho,o roteirista USA O MESMO ARTIFICIO,sob as mesmas circunstancias.

    E como a gente vai levar a sério um drama de um filme se logo depois vem uma piadinha,isso fode o clima do filme.

  • Findman

    “Doutor Estranho mostra que a Marvel Studios ou sua “fórmula” não perderam o encanto”.

    Piada.

    • CptDavenport

      se o filme ganhar milhões, como os outros, essa frase está correta.

    • Golem

      A população em geral dos EUA deram nota A para o filme após sair do filme (a maior possível é A+), no IMDB, a nota de 91.695 pessoas, está em 8.0 (de longe maior do que qualquer filme da nova leva da DC), No Rotten Tomatoes a aprovação da crítica está em 90% e do público 91% com 67,879 votos. O filmes está tendo uma ótima bilheteria para um filme de personagem completamente desconhecido, sem auxílio de nenhum outro herói ou vilão famoso, lançado em Novembro.

      ENTÂO, SIM!! Doutor Estranho mostra que a Marvel Studios ou sua “fórmula” não perderam o encanto.

      RESUMINDO: Você é a piada aqui. 😉 Seja feliz!

      • João Lucas Ribeiro Lopes

        Isso é um problema, porque isso quer dizer que eles podem lançar um filme lixo (não que este seja), mas se tiver a fórmula marvel vai ganhar dinheiro e todo mundo vai falar bem. Será que BvS é odiado por não seguir a fórmula marvel?

        • Golem

          É odiado porque é um filme ruim mesmo, com uma péssima estrutura, pessimamente editado e pretensioso, assim como Esquadrão Suicida. Não tem nada a ver com fórmula. A fórmula é fazer um filme pelo menos com uma boa estrutura de roteiro, direção, atuação e pronto.

          • João Lucas

            A versão do diretor de bvs é excelente, achei bem melhor que doutor estranho, mesmo com alguns defeitos. O erro de ES foi o exagero ao tentarem copiar o estilo da marvel, mais colorido e mais leve, o que não faz sentido já que é o filme dos vilões, mostrando que a fórmula nem sempre funciona. O roteiro de estranho eu achei bem fraquinho, não acho que tenha feito jus ao “abra sua mente” já que são poucas as cenas onde a gente realmente mergulha naquele mundo. Diferente da origem, por exemplo onde eles exploram bastante o mundo dos sonhos.

  • Man of Steel

    Tiago Siqueira ta virando uma piada mesmo kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
    Deve ter rido muito na hora da piadinha com Adele e Beyonce

    • Junior Silva

      E o filtro escuro, como está?

    • Tóin da lua

      Piada mesmo vai ser quando Doutor Estranho ,personagem D da Marvel passar a bilheteria de Man of Steel kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

      • João Lucas Ribeiro Lopes

        Piada mesmo vai ser quando a marvel parar de usar a fórmula em filmes de origem e realmente abrir sua mente.

  • CptDavenport

    imagine minha surpresa quando descobri que o próprio cumberbatch fez o dormammu

  • Morgiana

    Agora sim, uma crítica sobre Doutor Estranho aqui no Rapadura que me representa melhor. <3 Gostei mais dessa crítica do Siqueira do que da outra.
    Eu amei o filme. Mesmo com uma estrutura de roteiro "básica" para origens, conseguiu surpreender algumas vezes, principalmente com o final. E o visual é realmente de encher os olhos, penso que quem não for ver o filme dos cinemas vai perder uma chance de ouro de ver algo que mostra efeitos incríveis, acho que é o que se tem de melhor atualmente. Uma telinha de computador ou de TV não serão suficientes pra aproveitar o visual do filme.
    Não sou especialista em crítica nem nada, mas eu daria uns 8,5 para Doutor Estranho.

  • Golem

    Grande filme! Visual excelente, ótimas atuações, 3D incrível, roteiro muito bom que diverte e ao mesmo tempo toca em assuntos mais sérios como morte e sacrifício pessoal, ação muito bem feita, terceiro ato inteligente e surpreendente, clima de filme de artes marciais.

    8.5/10! 🙂 Pode ir no cinema felizão! 😉

  • João Lucas Ribeiro Lopes

    Acho que já tá na hora deles se desprenderem da fórmula.