Os filmes com temática espírita já se tornaram um filão deveras lucrativo na indústria cinematográfica brasileira. É um fato. Se esse filão é positivo para o cinema nacional, aí é outra história. No entanto, é seguro dizer que este “E a Vida Continua…” é, de longe, o pior deles lançado comercialmente até o momento.
Isso porque não fosse o lançamento do longa em salas comerciais e a presença de alguns atores profissionais e com um currículo admirável, seria fácil confundi-lo com uma obra amadora pronta para não ser curtida no YouTube. Adaptando o livro de Chico Xavier conforme ditado pelo espírito André Luiz, o diretor e roteirista estreante Paulo Figueiredo demonstra não ter a mínima noção dos mais básicos fundamentos da sétima arte.
É impressionante como nada funciona. Desde os enquadramentos, passando pela direção de arte, chegando finalmente à montagem e edição de som… Tudo é um verdadeiro desastre, destruindo uma obra que já cativou milhões de adeptos.
Na trama, Evelina (Amanda Acosta) é uma jovem doente que está prestes a passar por uma cirurgia séria. Descansando em um hotel, ela conhece Ernesto (Luiz Baccelli), um homem mais velho que também está prestes a se prostrar em uma mesa cirúrgica para um procedimento complicado. Os dois então forjam uma amizade que perdurará além desta vida.
Deixando os problemas técnicos da fita um pouco de lado, o fato é que o roteiro de Figueiredo atira para todos os lados, mas não sabe que história contar, começando plots e simplesmente não os desenvolvendo, se contentando em fechá-los com twists vindos do nada, geralmente envolvendo elementos do passado dos personagens.
Os relacionamentos evoluem a pontapés e é impossível enxergar qualquer química entre qualquer ator em cena, principalmente entre Acosta e Baccelli, tendo em vista que todos ali se comunicam por meio de diálogos extremamente forçados. Sutileza ou naturalidade são palavras que esta produção desconhece, especialmente quando o marido de Evelina, Caio, vivido por Luiz Carlos Félix, surge em cena, transformando cenas que deveriam ser dramáticas em momentos que beiram o humor acidental.
Em certos pontos da projeção, o filme se esquece de contar uma história e passa a dar aulas sobre a doutrina espírita. Neste sentido, ele lembra muito alguns curtas italianos lançados no Brasil nos anos 1990 sobre o catolicismo, que se aproveitavam de alguma trama sem sentido para martelar passagem da Bíblia.
Outro traço que “E a Vida Continua…” possui em comum com essas produções baratas é a falta de sincronia entre imagem e som, algo que remete às fitas setentistas de kung-fu lançadas no Brasil em VHS e compromete ainda mais as já frágeis atuações que vemos ali. O problema vai além da falta de sincronia, pois a ADR (Automated Dialog Replacement) foi horrivelmente mixada com o som direto, gerando um Frankenstein sonoro ridículo, com uma trilha sonora intrusiva que piora ainda mais a situação.
Chega a ser risível também o fato de que Figueiredo nem mesmo sabe como enquadrar seus atores, por vezes cortando seus rostos do quadro em close-ups. A direção de arte e os efeitos visuais são constrangedores, para dizer o mínimo, com destaque para um plano que mostra Lima Duarte declamando exposição em um fundo digno de videokê.
Além disso, a montagem não consegue dar qualquer ritmo ao longa, tornando a experiência ainda mais traumática. Quando um montador não consegue organizar um simples diálogo com plano e contraplano é sinal de que a coisa está feia, com a película apresentando problemas até mesmo nos raccords mais simples, dificultando o estabelecimento de uma lógica narrativa.
Não funcionando como cinema ou mesmo como veículo para a doutrina espírita, dizer que “E a Vida Continua…” parece amador quando comparado com alguns trabalhos de conclusão de curso de faculdades de cinema seria um insulto aos jovens formandos.
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Thiago Siqueira é crítico de cinema do CCR e participante fixo do RapaduraCast. Advogado por profissão e cinéfilo por natureza, é membro do CCR desde 2007. Formou-se em cursos de Crítica Cinematográfica e História e Estética do Cinema.



























40 Comentários
Gostei do seu texto. Ainda não vi o filme, mas já estava meio descrente da qualidade pela propaganda.
Sobre o “ensinamento” da doutrina, nesse caso, pode ser fidelidade ao livro, já que grande parte dos romances espíritas estão carregados de ensinamentos e um quase didatismo, eu diria.
Uma dica: tenta usar menos (ou nenhum) termo técnico. A grande maioria dos leitores não sabe o que são aquelas coisas (eu incluso) e precisam procurar pra poder entender o que você quis dizer.
Abs
Faço minhas as suas palavras Manoel…
E acrescento:
A população esta com fome e sede de saber, e de conhecer…, e acredito que será através deste filmes espíritas que o esclarecimento chegue até eles.
Aprovo e tiro o chapéu a todos os escritores de filmes e novelas que esclarecem a aguisam a curiosidade sobre a vida espiritual.
Bem… claro que não, minha senhora! O que vemos no… argh!… Cinema Brasileiro, é uma vontade imensa de se arrancar fundos de inocentes Petrobrás e Ministério da Cultura; é preciso formar roteiristas, acima de tudo. Devido à falta de talento nessa área, é que insistimos em ver porcarias como essa e/ou Nosso Lar, por exemplo. Uma Lan House na época da Segunda Guerra… Hummm… Sem contar que a própria religião (doutrina é a mesma coisa) espírita tem furos imensos de roteiro! Lamentável!!
Éh…até que havia achado a crítica ao filme, no que se refere ao contexto técnico,bem interessante e possivelmente válida. No entento, ao ler o presente comentário, observo tristemente o mal cheiro advindo de sua diarréia mental. Limito-me agora ao silêncio e em silêncio saio para não mais voltar.
Haaaha XD
Sem discordar com a crítica, porém um pouco exagerada, não deixe de assistir uma obra por conta da opinião dos outros.
Leia a critica do joprnal do brasil:
http://www.jb.com.br/cultura/noticias/2012/09/14/critica-e-a-vida-continua/
Os fãs de Residente Evil e semelhantes com certeza vão odiar E A Vida Continua.
Cansei de assistir filmes que a crítica esculachou e adorei, e vice versa.
Estamos falando de uma obra genuinamente brasileira e como nosso “filho” merece no mínimo uma consideração.
Canso de contribuir com bilheterias americanas e muitas vezes sai na metade da projeção, por conta das críticas pagas ou pelo excessivo marketing.
Vendo pelo ponto de vista que precisamos nos impor a cultura estrangeira e valorizar a nossa, devemos sim assistir E A VIDA CONTINUA, pois mesmo com os erros é uma bela estória cuja trama foi narrada por espíritos através de um médium cuja reputação e autenticidade era ilibada.
Outra coisa, independente de religião, a vida após a morte é um assunto universal e que interessa a todos. (A afirmativa é baseada em trabalhos acadêmicos de cinema sobre o tema).
Mesmo com as barreiras dos Block busters que muitas vezes ocupam 80 a 90% do espaço nas salas. Revancheres ocupou 8 das 18 sala do New York City Center no Barra shopping no Rio.
Só quem produz sabe o que significa produzir um filme brasileiro.
Com certeza já filme muito pior e a crítica elogiu com medo de se expor por que o era produtores renomados.
SUCESSO
Desculpe mais não concordo com você.
Devemos sim prestigiar nosso cinema mais não devemos engolir qualquer coisa que nos for apresentado.
O filme simplesmente não é um filme.
Pretendo ser realizador no Brasil mesmo , e sei de todas as dificuldades existentes em nosso país ,mais entregar um produto sem acabamento nenhum simplesmente não rola.
Quanto á critica do jornal do brasil repare como em determinado momento ele o classifica como “comédia acidental” e “similar ao clássico Telecurso 2000″
Você chegou ao menos a ler essa crítica do JB???
kkkk li A critica do JB. e concordo em tudo no q foi dito. O filme é um piada, totalmente bizarro. Quem nunca leu o livro, c certeza nao entendeu bulhufas do filme.
nao recomendo… a nao ser q vah para rir. pq o filme é tosco do comeco ao fim.
A historia é linda mais a montagem do filme e interpletação não gostei.
não senti emoção.
Ao contrario do filme nosso lar que é lindo a historia e interpretação perfeita,fora a musica e imagens
Hehehe… Hahaha… Sem palavras!
Realmente..ate eu que não entendendo muito da arte cinematográfica tive a mesmo mesmo sentimento. Péssimo em todos os aspectos.
Dava para ver isso nos “teasers” da TV. Para falar a verdade, quando essas propagandas foram veiculadas eu nem imaginava que isso ia passar no cinema. Sou espírita e não vi um filme bom com essa temática ainda. Chico Xavier é o melhorzinho e mesmo assim… Soa sempre fantasioso demais, para não entrar nos problemas técnicos.
Quem já não adivinhava? O tema já é ruim, e somado com a incapacidade do brasileiro de fazer filmes (já que só usa a mesma temática: sexo, religião ou drogas) e temos um desastre!
É torcer para que mais Fernando Meireles, ou José Padilha surjam para nos agraciar com boas obras. Porém, estes citados ainda tem MUITO o que evoluir se comparados com o cinema americano.
Realmente mostrar o pior da nossa sociedade para o mundo, infelizmente ainda é o que faz sucesso.
O que não podemos fazer é influenciar uma opinião baseada nas nossas preferencias pessoais privando os outros de terem sua própria experiência
Se o mundo pensasse igual seria uma monotonia.
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VOcê que é ruim demais. Como crítico que é, aceite uma crítia a você. Desista de crítica de cinema companheiro. Advogue! Se é para dar “bom” para zumbis e e vizinhos, se mude para os USA. Já!
Caro xará, com relação ao outro também xará, não lhe disseram que NÃO se rebate crítica com agressão, mas com contra-argumentos? Quantos aninhos você tem? 14? 16? Com certeza tem menos de 19, além de ser espírita fundamentalista!
Concordo com você Thiago Antunes!
Eu irei conferir só pela presença de Amanda Acosta, que me deu muitas alegrias enquanto estava no Trem da Alegria.
Eu assisti o filme , e confesso que fiquei um pouco decepcionado , mas a mensagem é muito mais importante que a qualidade do filme , e em se tratando de informação sobre a tão maltratada imagem da REENCARNAÇÃO, até que não foi tão ruim assim.
Eu queria mais sincronismo entre as cenas ,não os corte feito a facão, ser mais rápido, tirar essas musicas clássica do filme que torna a cena deveras piega.
Mas acima de tudo , vamos fazer filmes com mais ação , eu sei o quanto deve custar aumentar as cenas de um filme , mas o resultado vale a pena, e não desistir pois estamos enciosos por filmes que trata a espiritualidade com mais realismo.
Claro que não é espiritismo. O livro de “André Luiz”, personagem fictício criado pela FEB para justificar a autoria do tal livro, vai contra a codificação de Allan Kardec, pois nada que apareça no filme se encontra nos livros do autor francês, exceto a reencarnação.
Para mim, retomamos o modismo dos filmes bíblicos usando o “espiritismo” como rótulo, mas difundindo crendices vazias que fogem totalmente da realidade espiritual. Aliás, nada vejo de diferença entre estes filmes “espíritas” e os do Padre Marcelo Rossi.
Como vê não é somente uma obra cinematográfica ruim, mas também uma péssima obre de difusão do espiritismo, que só distorce e mantem seus seguidores numa verdadeira ilusão.
Kardec ainda é o grande desconhecido no Brasil, infelizmente trocado por Chico Xavier, ingênuo caipira que enganado pelos espíritos, preferiu passar adiante a sua enganação ao invés de desmascarar esses obsessores disfarçados de sábios, como esse tal de “André Luiz”, clara invesção da mercenária FEB.
Caro Marcelo,
Para exaltar a figura de Kardec, vc precisa necessariamente depreciar, tripudiar a do Chico Xavier?
Pois comentários externadas dessa forma, recheados de ressentimento, demonstram que vc está longe do modelo de espirita verdadeiro definido pelo próprio Kardec.
Aliás, preocupa-me mais esses ataques a doutrina espírita vindo desses “pretensos” espíritas do que as remetidas dos nossos irmãos evangélicos, católicos e ateus – ingênuos porém sinceros -, destes, sabemos a fonte dos ataques; daqueles, é obscuro, incerto.
Att.
Marc555
Fi, leia os livros de Kardec por inteiro, a coleção dos livros de Emmanuel e André Luiz antes de afirmar um absurdo desses novamente. Há uma nítida complementariedade entre os trabalhos de Kardec e Chico Xavier. Todas as obras de Chico segue todos os princípios pilares da doutrina (reencarnação, imortalidade da alma, comunicação entre “mortos” e “vivos”, etc), tanto quanto em seus aspectos religiosos/moral, filosóficos e científicos. Estude antes de afirmar qualquer coisa.
Marcelo,
Você fala tanto em Allan Kardec e nas obras básicas, mas acredito que deva estuda-las.
O Espiritismo é a religião da fé viva. É a fé viva é a que apresenta obras. E as obras esperadas de um bom e verdadeiro espírita deve ser, no mínimo, o equilíbrio ao manifestar uma opinião.
Posso comprar 1000 livros, assistir 500 palestras, ver todos os filmes sobre a temática, mas, se me conservo a mesma pessoa, não evoluo em nada. Ai, não tenho obras, minha fé é morta. A “reforma íntima” é um processo consequente da verdadeira fé, a que produz mudanças, melhoras, justiça e paz.
Não entenda a minha opinião como uma censura, muito menos um julgamento, pois nenhum de nós possui condições morais para isso (nem o Divino Mestre, que possui moral irretocável fez isso).
Este é um dos piores filmes que ja vi tecnicamente falando, ja vi peças de teatro escolares muito melhor produzidas que essa porcaria.
A edição faz videos virais do youtube merecerem oscar, por 2 ou 3x durante o filme achei que o projetor tinha quebrado tão bruscas e sem sentido são as transições. Ficou uma colcha de retalhos de historias contadas pela metade num embaralho total entre os personagens que eu tive vontade de desenhar um fluxograma pra entender quem era quem e quem fez oque com quem, uma confusão total. O som é uma tragédia, as vezes tem som ambiente as vezes não, a mudança ocorre até mesmo no meio de um diálogo. Os atores são horríveis, sem técnica, eles parecem candidatos toscos fazendo propaganda eleitoral lendo um cartaz enquanto são filmados. A trilha sonora é irritante entra e sai de supetão. Cenários pobres, efeitos especias ridículos. É tanta coisa ruim que eu me pergunto, como é possível algo tão mal feito ser exibido num cinema de verdade. É como exibir uma peça teatral da pre-escola na brodway
a palavra amador é pouco para descrever este lixo
Eu não vi o filme; porém vi sua propaganda na TV, achando-a, no mínimo, amadora.
Muito infeliz seu comentário…
Adorei a crítica, sou espírita, li o livro, inclusive ele é um dos meus prediletos da série André Luís, e de fato notei maior parte dos elementos críticos elencados. Realmente achei cômica a atuação do ator que faz o marido da Avelina…kkkkkk e o filme realmente tem um certo caráter amador, entretanto apesar de tudo isso, achei o roteiro bem próximo do livro e considero que o filme foi capaz de deixar uma boa mensagem, claro que talvez muitos não a tenha compreendido. Agora, só espero que quem for inventar de adaptar a obra “Entre o Céu e Terra” siga o exemplo do Wagner Assis, e não faça nada semelhante ao que o Figueiredo fez, uma vez que entre os livros do André Luís esse foi o que mais emocionou, sendo um dos meus prediletos.
A estória é razoável, porém a direção realmente pecou muito.
Imagem, som, passagem de cenas, produçao a própria filmagem deixaram muito a desejar, e até alguns dos atores tiveram uma atuação duvidosa.
Esse comentário nada tem com o fato de ser um filme espírita, e sim por realmente ser muito ruim em quase todos os aspectos.
Eu fui assitir e tb achei um lixo , parece um filho velho de pessima qualidade sem a grandes explicaçoes os atores bons mais o filme em sim pessimo, é uma pena pq depois de irmos assitir no cinema um classico como Nosso Lar e assitir uma porcaria dessa sem comentarios!!!!
Ainda não assisti o filme, estou curioso, mas não para averiguar defeitos técnicos ou cinematográficos, o que quero realmente é absorver da melhor forma o conteúdo que o filme passa. Sou espírita e o que infelizmente vejo nos comentários acima é uma preocupação com o lado artístico, profissional ou técnico, onde na realidade o que leva alguém a assistir um filme com temática da filosofia espírita deve ser, pelo menos, na menor das hipóteses válidas a curiosidade dada àqueles ainda leigos no assunto, aos já espíritas então um maior e mais aprofundado entendimento deve ser o motivo de prestigiar qualquer que seja a obra. Quem somos nós para julgar, definir ou determinar, o direito de não gostar é dado a qualquer um, mas o de definhar não. Fiquem com Deus.
Deixando de lado a questão do tema espírita, cuja crença ou não diz respeito ao foro íntimo de cada um, o ponto é que o filme é ruim de doer. Concordo com as críticas, exceto pelo sempre ótimo Lima Duarte, o elenco soa totalmente artificial. Como havia lido o livro antes, a estória fez sentido, mas fiquei na dúvida como seria caso não tivesse lido, pois o filme me pareceu totalmente superficial.
Caros amigos,procurei ver algumas criticas sobre o filme ja q tambem achei fraco a sua produção,mas lendo algumas criticas vi q a melhor forma de resposta é realmente o sentimento q tive ao ver o filme,um sentimento de segurança em relação a fé e a maravilha da certeza de uma vida espiritual pos vida carnal…
Abraços a todos
Vou ver o filme e tirar as minhas próprias conclusões já que não entendo nada de termos técnicos sobre longas… Estou achando que esse crítico é “Evangélico” ou “Testemunha de Jeová”.
É UNS DOS MELHORES FILMES RELIGIOSOS DE CHICO XAVIER, OU ALIAS TUDO DO CHICO SÃO MARAVILHOSO; NÃO PERCAN PORQUE SE DEUS QUISER VIRÃO MAS;
Faculdade apenas ensina, talento a pessoa tem que trazer de casa!
E realmente interessante como as pessoas sao audaciosas e a agressivas, ao fazerem criticas. Aliaz, criticar e mais facil, principalmente quando nao si poe o critico nas evidencias de apreciacao publica. Todos teem o direito de dizer que nao gostou de alguma coisa ou de alguem, agora fazer ataques utilizando de malabarismo tecnico, sem ter o respeito a vida e carreira alheias, isso e no minimo descaridoso seja a qualquer que si faca de alvo. Devemos independente de sermos religiosos ou ceticos, no minimo o respeito as tentativas de acerto.Parece que estamos num campo de duelos, em que participam crentes e descrentes. Penso logo quando vejo criticas tao azedas: Sera que eu faria melhor? E logo vem a conciencia e questiona em resposta: E porque nao o fez?
Boas!
É compreensiva as suas queixas sobre o filme no sentido técnico que seja. Ainda não vi o filme e com certeza fico pensativo sobre essa questão. Mas uma coisa é fato:
Fazer cinema no Brasil hoje é uma tarefa árdua sujeita a criticas pesadas. Infelizmente, mesmo com todos os incentivos que há, ainda existe muito amadorismo e isso só será aprimorado em questão de década mesmo. Enquanto nosso polo de cinema continuar focado no Rio de Janeiro em vez de se expandir para outros estados, teremos que nos manter com produções abaixo das médias.
Pretendo lançar um sitcom em breve e torço muito para que todas as pessoas envolvidas tenham um diferencial artistico para que seja agraciada com uma critica positiva por vocês.
Att
Cauê Gonçalves
Quem assistiu “Nosso Lar” pode comparar a grandiosidade cinematográfica tanto em técnica como na interpretação em relação com o filme E a Vida Continua… Mas tirando a técnica; o fator principal que é transmitir uma ideia ao telespectador deu certo sim! Já em relação a interpretação que tem como objetivo emocionar deixou muito a desejar… Não me deu a minima vontade de morrer e passar para o lado de lá vendo esse filme.
O objetivo principal do filme era mostrar uma mensagem de vida às pessoas que apresentam dificuldades tanto no ambiente familiar, quanto no de trabalho. Porém o homem, como sempre, se mostra superior a tudo e a todos, além de julgar os aspectos supérfluos como relevantes. Por tanto, para uma história que tem a intenção de ajudar o ser humano a entender a vida, e que atitudes tomar diante de situações tão dificultosas, com certeza efeitos especiais e outros itens que se agreguem a isso, não definirão a personalidade de cada um.