Acho que nunca a cultura pop viu tantas versões de Branca de Neve como em 2012, com a personagem marcando presença em livros, quadrinhos, seriados e filmes. “Branca de Neve e o Caçador” é a segunda adaptação deste conto de fadas a ganhar as telonas neste ano, tendo um tom bastante diferente daquele adotado na quase-comédia semi-bollywoodiana “Espelho, Espelho Meu”.
Esta mais recente interpretação do conto dos irmãos Grimm agrega um elemento mais sombrio à narrativa, dando inclusive um melhor foco ao à antagonista, a rainha má, e obviamente ao caçador. No entanto, o roteiro escrito à seis mãos pelo estreante Evan Daugherty, John Lee Hancock (“Um Sonho Possível”) e Hossein Amini (“Drive”) acaba sofrendo pela multidão de vozes em sua confecção, dentre elas as dos produtores.
A trama mostra a jovem princesa Branca de Neve (Kristen Stewart) que teve seu reino tomado pela cruel Rainha Ravenna (Charlize Theron), uma bruxa com poderes incríveis que seduziu e matou o Rei (Noah Huntley). Aprisionada por quase uma década, Branca de Neve escapa das garras da rainha, que deseja consumir seu coração para alcançar a imortalidade e juventude eterna. Ravenna então envia um cínico Caçador (Chris Hemsworth) para trazê-la de volta, mas este acaba se voltando contra a monarca após conhecer sua presa, o que coloca os dois na mira da vilã.
O diretor Rupert Sanders, que aqui faz o seu debut no comando de um longa, buscou influências em quase todas as versões da história para compor esta nova Branca de Neve. Um exemplo disso é a assustadora cena da Floresta das Trevas, que ganhou uma versão live action quase tão perturbadora quanto a feita no início do século passado por Walt Disney.
A seriedade do primeiro ato da fita impressiona, bem como a eficiente direção de arte, que nos apresenta a duas versões bastante diferentes e igualmente eficientes do reino da princesa. O uso da magia de Ravenna neste terço inicial, bem como o surgimento de criaturas mitológicas como trolls é bastante orgânico e faz sentido dentro da lógica proposta pela narrativa. A batalha que vemos durante o prólogo também é bastante eficiente, encontrando até mesmo uma ótima saída para não mostrar sangue e manter a classificação indictiva na faixa desejada.
Também agrada o trabalho de Charlize Theron na composição da Rainha, cujo sofrimento pretérito indicado por esta em flashbacks e em uma expressão sofrida acaba fazendo que sua obsessão por controle e beleza seja explicada, mas nunca justificada, tornando-a uma vilã mais tridimensional, principalmente em suas cenas com seu patético irmão, Finn (Sam Spruell). A composição visual dela também está perfeita, com não apenas a beleza gélida Theron se encaixando perfeitamente ali, mas o trabalho de direção de arte e figurino contribuindo para a composição da Rainha, até nos mínimos detalhes, como nas discretas runas presentes no espelho.
O tratamento dispensado ao Caçador sem nome de Hemsworth também ajuda a fortalecer o personagem, dando-lhe uma motivação clara para inicialmente aceitar a missão que lhe fora imposta por sua monarca e para seu relacionamento posterior com Branca de Neve. O próprio carisma e força de Hemsworth ajudam a mostrar como o Caçador lidou com uma perda terrível e como isto o afetou, criando uma bela história de fundo.
É uma pena que o roteiro não tenha se dedicado tanto para a outra personagem-título. A Branca de Neve de Kristen Stewart, sem trocadilho, passa em brancas nuvens durante as mais de duas horas de projeção, mas não por culpa da atriz, que até se esforça. O problema é que não sentimos um arco emocional envolvendo a heroína em momento algum, com nem mesmo os quase dez anos de reclusão injusta que esta sofreu parecendo ter lhe causado muito impacto, com sua transição de princesa cativa para guerreira soando forçada, culminando no discurso de batalha mais equivocado desde “Rei Arthur”.
Também não ajuda o fato do roteiro empurrar pela goela do público um triângulo amoroso entre ela, o caçador e um amigo de infância de Branca, o nobre William, vivido por Sam Clalfin, que aqui faz as vezes de “príncipe encantado” e surge na tela com tanta vivacidade quanto um peso de papel. O vai-não-vai entre os três é claramente uma tentativa de atrair a audiência que fez da franquia “Crepúsculo” um sucesso de bilheteria, mas resulta apenas em um plot mal-resolvido e chega até mesmo a atrapalhar a boa química entre Hemsworth e Stewart.
Há ainda uma tentativa de transformar Branca de Neve em messias, através de uma profecia vinda Deus sabe de onde. O Destino Manifesto da protagonista fragiliza o roteiro, que usa esse artifício para apresentar criaturas mágicas que não desempenham função nenhuma na história, destruindo o uso verossímil dos elementos fantásticos naquele universo que vinha sendo mantido até aquele ponto. Temos uma determinada cena onde Branca é apresentada como “A Escolhida” que serve apenas para que o filme se aproprie indevidamente de alguns elementos visuais de “Princesa Mononoke”, o tirando alguns pontos de um design de produção que vinha muito bem até ali.
A tentativa de transformar a heroína em uma espécie de escolhida da natureza acaba enrolando por demais o meio de campo do filme, até porque neste mesmo ponto – tardio – da produção surgem os sete anões, inicialmente bem apresentados, mas que acabam descambando para se tornarem meros alívios cômicos. Por mais que eu aprecie os atores que vivem os anões, como Bob Hoskins, Toby Jones, Ian McShane, Ray Winstone e Nick Frost, o fato é que eles estão deslocados ali e o grupo não precisava aparecer em um filme que já estava abarrotado.
Os problemas de “Branca de Neve e o Caçador” não o tornam uma experiência cinematográfica ruim, mas levam à mediocridade uma película que tinha potencial para ser algo bem melhor, principalmente quando se concentra em seus personagens e tenta parar de agradar convenções.
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Thiago Siqueira é crítico de cinema do CCR e participante fixo do RapaduraCast. Advogado por profissão e cinéfilo por natureza, é membro do CCR desde 2007. Formou-se em cursos de Crítica Cinematográfica e História e Estética do Cinema.



























46 Comentários
Excelente resenha. Eu não consigo esperar muito desse filme, mas, ao mesmo tempo, sinto que preciso assisti-lo. Vi gente dizendo que era “uma porcaria”, mas acredito que esta análise está muito mais perto do que será a minha impressão. Se der, assisto amanhã, mas deve ficar para a quinta-feira mesmo.
Mais uma critica idiota do seu Thiago Siqueira…
Concordo plenamente
Mais um hater sem argumentos [4]
Mais um hater sem argumentos.
Mais um hater sem argumentos. [2]
Mais um hater sem argumentos. [3]
Não consigo ver nele um hater. Ele elogia vários bons aspectos do filme. E, se vcs não leram a crítica, ele tem argumentos sim. Portanto,
Mais gente que gostou de um filme medíocre sem argumentos.
Realmente, concordo que o visual do filme é impecável, sendo a direção de arte um grande mérito da produção. Porém o roteiro peca em uma série de pontos.
A apresentação da protagonista é muito falha e em momento algum existe uma cena que justifique o fato dela ser considerada alguém tão especial durante a história.
Outra coisa que me incomoda são algumas soluções dadas para os obstáculos que a Branca de Neve passa. O cavalo branco que ela encontra do nada sem nenhuma justificativa num momento da fuga e o monstro que decide não atacá-la quando a encara são intragáveis.
Enfim, queria muito ter gostado do filme, mas também o achei apenas mediano.
Eles estavam falando do cara que chamou o crítico de idiota, não do próprio crítico.
Discordo com vc a respeito dos pássaros. Eram os elementos da natureza salvando a “predestinada”. Direção muito sutil em alguns pontos como nesse caso.
E ae Siqueira! cara também fui pego pelo visual do filme os elementos de Rpg fantastico apresentados me agradaram muito… segue a abaixo a pequena resenha que fiz:
Sim! assisti branca de neve e o caçador! o que achei? curti muito o roteiro e o desenrolar da trama,finalmente temos uma aventura com uma pegada de RPG ideal para essa clássica história,cada personagem tem uma Classe de D&d como a Rainha Feiticeira, o Caçador Ranger, O Príncipe Arqueiro,Anões Ladinos e a Branca de Neve Druida! com isso o filme conquistou minha simpatia por apresentar esses elementos com um visual medieval fantástico e com atores que não decepcionam, Vide a branca de neve corajosa e a Rainha brutalmente cruel! mas como nem tudo é perfeito existem algumas falhas de roteiro e um final meio desanimador mas pela jornada divertida coloco minha Nota:7,5 e recomendo a todos!
tai,Samuel,gostei da sua resenha.Nao tenho olhar critico,apenas gosto ou nao gosto de um filme e desse eu gostei muito,bem estilo conto de fadas..quem gosta do genero,recomendo!
Concordo com a sua crítica em vários pontos, Siqueira – como por exemplo a Branca de Neve não ter se destacado tanto quanto deveria, apesar de a Kristen Stewart se esforçar ali. Mas também interpretei o filme como uma mescla desse universo RPG-Senhor dos Anéis com o proprio conto de fadas, por isso tem algumas cenas e elementos que muitos que vi por aí consideraram “bregas”; quero dizer, é a Branca de Neve, aquela princesa que atrai animaizinhos e o caramba (e a princesa mais chata dos filmes Disney junto com a Cinderela e a Aurora by the way) e até por isso aceitei bem o fato de ela encarar trolls de frente e virar uma guerreira “do nada” no final, mas mesmo isso é evidenciado de alguma forma: ela lutou contra a Rainha, mas não fazia a menor idéia do que estava fazendo, era movida por puro impulso e só a matou por causa do truque que o Caçador ensinou para ela no começo. Acho que suas atitudes impensadas e impulsivas ao longo da história -são o reflexo dos anos em reclusão, ela quer muito ajudar mas não sabe como se virar sozinha.
Quanto à cena da floresta Mononoke Hime-like, acredito que rolou uma referência ali sim, mas também acredito que ambos beberam da mesma fonte – a mitologia celta. Além das fadas, existe na mitologia deles um deus da natureza e das florestas chamado Cernunnos, que era um cara que tinha galhadas de cervo na cabeça. Acredito até mesmo que a cena seja um mix do mito de Cernunnos, o mito do unicórnio (que atrai donzelas puras de coração e de corpo) e até mitologia grega também, já que os cervos e corças eram animais protegidos de Artémis, deusa das florestas e da caça; em os 12 Trabalhos e Hércules, ele tem que capturar uma corça branca com chifres de ouro e pés de bronze, que era um animal sagrado de Artémis… e considerando o visual medieval / celta nas roupas, cenários e na música do filme, Cernunnos se encaixa bem ali no contexto.
E um adendo que você esqueceu de mencionar, Siqueira: a música-tema do filme, “BREATH OF LIFE”, composta pela Florence + The Machine, que é uma obra-prima tanto no som quanto na composição. A própria Florence Welch disse no making of que a música foi composta sob o ponto de vista da Rainha Ravenna e a forma como ela colocou suas metáforas tão características dela na letra, ajuda a entender melhor e complementa a personagem da Ravenna e o filme como um todo.
Minha nota é 7.5/10, não é um “PUTA FILMAÇO QUE MUDARÁ MINHA VIDA OMG”, mas eu gostei muito mesmo, por essa mistura de universos de fantasia, pela atuação do elenco e pelo visual como um todo.
Realmente a música da Florence ficou muito boa,combinou com a história da vilã.O q me deu raiva foi q praticamente me expulsaram da sala,e não deixaram eu ouvir a música até o final.
ARGGH!!! eu ão percebi que ia ter spoiler no seu comentário! kkkk acho que a culpa é minha mesmo…droga, ja sei o final…¬¬’
Estava anciosa para ver a crítica do Siqueira,concordo com a nota ( que foi a nota que eu dei para o filme assim que saída sessão) embora ainda ache que a resenha foi “boazinha” com o filme.
Mediano. Esta é a definição para esse filme. Tinha tudo para ser outro filme qualquer… mas devido ao maketing do filme e a imensa expectativa que gerou, outra palavra o define melhor: DECEPCIONANTE.
—————–SPOILERS—————————-
Kristen Stwart com aqueles trejeitos de SEMPRE, a eterna Bela, passando-nos a impressão que vai tropeçar nas pernas e cair sozinha tentando andar a qualquer minuto. Personagem incrivelmente mal aproveitado. E a atriz contribuiu para a inexpressividade do roteiro.
Um “triangulo” amoroso que não existiu em momento algum. Pois não consigo descrever o que ocorreu entre nenhum dos personagens como amor. Aliás, essa história de “a escolhida” ajudou a acabar com qualquer tentativa possivel de haver algum romance ali. Alguém consegue me explicar por que o beijo do nobre que é apaixonado pela princesa há dez anos não conseguiu “acordá-la e o beijo de um estranho que acabou de conhecê-la , que ainda sofre as dores da perda da esposa( essa sim, que ele amava) consegue? Devemos concordar que não há amor em momento algum ali.Nem da parte do caçador pela princesa, nem da parte do principe pela princesa e nem da parte da princesa por qualquer pessoa em especial.
A rainha foi o personagem melhor aproveitado do filme. Mas por si só, não havia como carregar o filme inteiro.
Alguém mais alem de mim notou uma semelhança entre o Chris Hemsworth e o Ricardo Machi????
Eis mais um exemplo de filme cujo trailer vale mais do que a obra.
Discordo totalmente.
O que você chama de trama mal resolvida, Sicas, eu chamo de um roteiro sagaz que em nenhum momento te entrega tudo de “mão beijada” ou te diz exatamente o que as coisas são.
Tudo é contado através do uso de metáforas, de olhares e por não dizer, notas de rodapé.
Quem foi sem vontade, com sono, não viu, e achou bobo, com certeza.
A profecia: Branca é a “escolhida” por conta de uma “magia involuntária” Na primeira cena do filme, a mãe de Branca fura o dedo em uma roza e ao isso acontecer pede a natureza para dar a luz a uma filha linda, com lábios vermelhos e pele branca como a neve. Três gotas de sangue caem, o “pacto” é selado. Com o passar dos anos, a beleza de Branca “Rouba” os poderes da Bruxa, por conta das duas possuirem uma “magia” semelhante.
No começo do filme, Branca salva a vida de um corvo. Que mais pr frente se mostra ser possuído por um fada. A partir daí, ela se torna algo como uma “protegida da natureza” (por conta das fadas habitarem o interior dos seres da floresta).
O cavalo branco/ unicórnio/ cervo com galhada parecendo arvore “o pai da floresta” é uma entidade comum na mitologia celta, mesmo assim, aquela cena faz as vezes do batismo de cristo. Que inclusive, o conto original de Branca é altamente messianico (um reino dominado pelo mal onde o/a filho do rei deve salvar o reino, mas para isso terá de morrer e ressuscitar)
Branca nunca se torna uma guerreira, ela apenas finge ser uma bruxa. ” Prometo que os portões estarão levantados ” (e manda os anões na surdina abrir), mesmo assim, o uso da espada do anão morto, e de uma armadura desengonçada que claramente não foi feita para ela demonstra na tela que eles não estavam preparados para o ataque, duelando apenas por conta da “suposta magia” de Branca.
todo o romance de branca com o caçador é metafórico, e pode ser visto nos olhares apenas, e nas atitudes (como a travessia do riacho). Ninguém viu o beijo entre os dois. Todos pensaram que o principe ressuscitou a branca. O ecército do principe salvou o reino e sim, a partir dai eles provavelmente se casaram(branca e principe). E quem contou a história foram os anões. Que achei muito maneiros, por não serem “só sete anões” mas, sim os últimos sete.
Nessa história, a magia é subjetiva. Só os com poder magico a veem ou a sentem. Isso é visto na cena da rainha e o espelho, nas alucinações na floresta negra e até quando Branca acorda entre as fadas. Enquanto para os humanos comuns, cataputas com pedras em chamas são “bolas de fogo”, anões escondidos são magia, e assim por diante.
O filme me surpreendeu muito por que esperava uma me-r-da fumegante, e achei incrívelmente bom. Tem seus problemas? sim! principalmente nas batalhas (em todas elas) no primeiro ato vemos CAVALEIROS morrendo para infantaria elenco de apoio mequetrefe. Depois, uma rainha levantando uma ponte elevadissa sozinha, uma invasão sem propósito e no fim vemos um ataque frontal contra uma fortaleza por um exército de plebeus (todo mundo sem armadura, morrendo por flechas) que como teriam tantos cavalos em um lugar marcado pela fome!?!? e diversas pataquadas. O discurso foi ruim? sim. Mas justificado. Imagina se jesus ao ressuscitar fosse pregar aos judeus para matarem os romanos, teria sido tipo aquilo… rsrs. Foi uma cruzada de mendigos.
Mesmo assim, fiquei bestificado. Assistam prestando atenção nos detalhes. Esse filme merece um olhar mais apurado.
Não tinha pensado no “desejo” da mãe de Branca de Neve como um “pacto”, mas você está absolutamente correto. Ela involuntariamente criou um “antídoto”. Lembrando q quando ela fez isso, Ravenna já fazia suas estripulias por ai (ou por lá!). E q Branca de Neve foi a única “mais bela de todas” após Ravenna. Logo, a primeira q poderia dar fim ao seu encanto.
Palmas para vc. Exatamente o que eu imaginei também. Roteiro e direção suteis que se encaixaram perfeitamente.
foi o bafo de cachaça do caçador que acordou a princesa. Brincadeiras de lado.
Achei um filme divertido, pelo visual, pelos anões, mas achei o arco final muito corrido, as atuações são boas, tirando a branca de neve que não convence como motivadora, mas como vitima e indefesa ta tudo bem. Nota 6,5
Discordo de vc quando diz q “empurraram” um triângulo amoroso. O que existe, na minha opinião, são os vértices desse triangulo, mas ñ traçaram as linhas entre eles. O filme não gira de ao redor dos 3 e há pouco espaço pra romance.
Acho q a Kristen engoliu várias moscas durante as filmagens, por todo aquele tempo q manteve a sua boa aberta. Mas tirando esse empecilho, gostei dela. Não foi uma performance irretocável, mas não comprometeu. Ela foi ganhando força ao longo do filme para seu inspirador discurso final. Gostei do caçador e de como ele vai se conectando a Branca de Neve durante o longa. Não gostei do principe. Ele se junta aos “caras maus” pra encontrar Branca de Neve mas faz mta besteira (como “ajudar” a queimar a vila das mulheres deias) e é de pouca serventia. Charlize está sensacional.
Também discordo sobre aquela parte de “transformar Branca de Neve no Messias”. Pois acho q é exatamente isso q deveria acontecer. A Floresta Negra ou a Encantada não se manifestam por ai. O mal se manifesta pelas ações da Rainha Má, então nada mais justo do “Bem” também ter um “meio” pelo qual pudesse se expressar e então derrotar a rainha e o mal. E qm melhor q branca de neve? E ela desde pequena se importa com os outros, com as coisas e os animais, tanto q sua mãe diz pra ela nunca perder isso, esse seu apreço e vontade de ajudar. O passarinho q ela encontra no inicia do filme é do mesmo tipo q a ajuda a escapar. E se não tiver algum outro motivo para ela ser próxima disso td, a inspiração pode ser a versão Disney. Acredito q ela foi a “escolhida” pq a “encanto” q a Charlize tem só poderia ser quebrado pelo sangue da mais bela. E se a mais bela fosse outra como a Charlize? Tb se quebraria? O “bem” usou os recursos q tinha, dando força a “mais bela de todas”, pois ela poderia derrotar as forças do mal, a rainha má e ainda promover “o bem estar” (devolver vida a terra, etc, etc, etc)
Gostei do filme, e assistirei novamente (qndo estiver disponível no FilmesHunter, no Telecine, etc).
Concordo jéssica!
Além disso, se você reparar, o passarinho era habitado por uma fada, mostra isso na cena que ela acorda e vai até o cervo.
Eu ainda vou assistir, mas uma coisa que me deixa sempre com um pé atrás é a presença da Kristen – não gosto muito da atuação dela. Ela é muito insossa, e realmente parece ser uma eterna “Bella”-tapada. E, por favor, se fosse pra ela ser a mais bela do mundo, não deveriam ter escalado a Charlize pro papel de rainha – ela, sim, é linda de morrer!
Mas como eu gosto dos grandes contos, eu irei assistir. Afinal, se o problema(maior)está na mocinha, que me importa? Hoje em dia dá mais vontade de torcer pelas vilãs do que pelas mocinhas – principalmente se a interpretação das “rainhas más” for tão interessantes, tanto como nesse filme, quanto no seriado(Once Upon a Time).
Pra mim – em beleza e atuações – Charlize, 10 x 0, Kristen
Rianny, eu pensei em Once upon a time durante toda a projeção! Em como a história contada na versão do seriado foi quilometricamente mais interessante que esta…
E está na moda o fato da rainha ser mais bonita que a princesa… embora seja um fato que não prejudique o filme ( os filmes/ o seriado) O que realmente prejudicou esse filme foi o marketing criado ao redor dele, que deixou todos esperando um filmaço ( e quem não estava é por que não acompanha cinema diariamente como os cinefilos de plantão) e fomos presenteados com MAIS UM. Como muito sabiamente colocado peo Siqueira.
Fora isso, vejo comentários aqui neste fórum tão inspirados, que me lembram um artista muito talentoso falando de uma obra medíocre. Ou seja, os comentários do artista são tão maravilhosos e fantasiosos e romanticos, que transformam qualquer merda em uma maravilha aos olhos de quem lê ( os comentários).
É verdade. Está ai duas coisas que fazem as pessoas gostarem, ou pelo menos irem assitir os filmes: o excesso de comentários bons(se é mesmo tudo o que o povo diz) e o excesso de esculhambações(ir assitir pra ver se é realmente tão ruim quanto dizem. kkk). O trailer dá aquele sentimento de que “vai ser dessa vez que a Snow White chega a outro nivel” mas acaba sendo mais um. Enfim, minha pessoa agradece a presença do Chris – ele não é lá um ator como Robert D. Jr ou um Christian Bale( o melhor Batmam que já vi!), mas ele é bem bonito. rsrsrs
[Me lembrei agora também a versão de Branca de Neve com a Kristen Kreuk ( a Lana, de Smallville). Outro que entrou pra lista de mais um...]
Peraí!A Branca de Neve da Kristen Stewart é mais bela que a Rainha Má da Theron? KKKKKKKKKKKKK. Esse filme só pode ser uma comédia, né não? A piada do século!
humm…nem tava pensando em ver, mas com essa boa discussão daqui, até me empolguei!
Acho q essa crítica se encaixa perfeitamente na minha opinião com relação a esse filme. Na próxima vez vou ler inúmeras críticas antes de perder tempo e dinheiro no cinema.
Só a Charlize Theron mesmo pra não me matar de desgosto e arrependimento.
O plot não tem um desfecho mal-resolvido. A história da Branca de Neve é conhecida, no final ela se casa com o príncipe e ponto final. A proposta que eu entendi do filme é dizer que, até hoje, nós só ouvimos a história contada por terceiros. Tudo o que sabíamos é o que alguém viu e espalhou, e agora o filme veio para contar aquilo que ninguém viu: a magia da “mulher mais bela”, o beijo do caçador, etc.
O que todos já tinham visto: o príncipe a beijou e ela voltou à vida. Mas a realidade é que o verdadeiro beijo de amor foi dado longe da vista dos curiosos.
E a tal “professia vinda Deus sabe de onde” foi, na verdade, um feitiço feito pela mãe da Branca de Neve, no momento em que ela viu a rosa na neve, desejou ter uma filha que fosse a mais bela e derramou três gotas de sangue.
Alguém aqui leu o livro dos Irmãos Grimm?
Tirando 2 tentativas da Ravenna para matar a Branca, o filme foi bastante fiel ao livro, com todo universo também.
O filme é uma adaptação.
Sabem o porque da Disney mostrar APENAS 7 anões?
Eles não queriam ter que matar um anão na animação pois quebraria encanto do conto, então mudaram sua atmosfera criando uma história mais mágica e menos trágica.
Eu gostei muito do filme, achei que a Kristen se saiu bem como atriz [só que vejam, eu assisti o filme sem julgar ela, sem usar as demais atuações como referência] e achei que a Charlize foi estupenda, magnifica em sua atuação.
O grande problema do público atual é que eles se negam a abrir os olhos: “vocês tem olhos mas se negam a ver”, e deixar preconceitos ou deixar inovar.
Eu li o dos Irmãos Grimm, douglas e concordo contigo que enquanto adaptação, foi o mais bacana que já vi (por ser fiel e ainda por cima adicionar coisas a trama). Mas enquanto versão, prefiro a versão de fábulas (presente no encadernado de quadrinhos: Fabulas, as 1001 noites) que mostra uma versão deturpada da história mais violenta em um thriller de suspense muito bacana!
Concordo com a critica,sai da sala de cinema sem odiar e nem amar o filme,sai neutro,valeu mesmo pela ótima atuação da atriz Charlize Theron como citado acima.
quando thiago fala mal é pq o filme é bom, esse maluco. que disse que transformers era uma “franquia falida” hahahahahaha! esse filme desse ter muita ação, coisa que ele odeia!
Mas foi o que todos disseram Jason. Que o filme é bom. Ninguém disse que o filme é ruim. Agora, se vc não sabe a diferença entre um filme bom, muito bom e ótimo…. aí já é probleminha seu… Seu ataque ao Siqueira tá meio sem pé e sem cabeça aqui.
Achei a crítica muito boa…gostei do filme mas quando acabou fiquei com aquela sensação que poderia ter sido melhor!E é esse o problema…o filme é bom,mas poderia ser muito,mas muito melhor!!!E talvez pq eu esperasse tanto dele fiquei com uma ar de decepção…
Mas é isso ai…a crítica falou exatamente o eu achei do filme…
Assisti o filme e concordo com seus comentários, Siqueira. Já desconfiava que o trailer seria um engodo. Detesto filmes que chamam grandiosidade para si, porque se prometem, precisam cumprir. O visual e o figurino impressionam e more aí. Roteiro com muitas idéias desperdiçadas e que não explica nada, personagens rasinhas (*a rainha, talvez, seja a exceção… ou não!*) e alguma situações constrangedoras. O já citado cavalo branco e, para mim, o pior, a calça de couro que Branca de Neve usava por baixo do vestido molambento. os responsáveis pelo filme são tão conservadores que optam por algo ridículo para não mostrar as pernas da Kristen Stewart… Enfim, mas as meninas que estavam na minha frente uivavam a cada close no rosto do Thor, e as de trás vibraram horrores. Ou seja, o filme atingiu o seu público. Só me sinto desanimada em pensar que essa nova geração se excite com tão pouco. Eu fiz a minha crítica do filme, caso alguém queira ler, está no meu blog.
Achei o Chris Hemsworth o mais fraco do filme. Ou melhor, ainda não sei se o que foi sem graça foi o ator ou o personagem, mas com todos os outros personagens eu consegui me envolver, até com a Branca de Neve da Kristen e o William do Sam Clalfin, que aparece muito pouco. Já com o Chris eu só conseguia enxergar o Thor com um machado e o drama do personagem não chegou a me convencer.
Desde o filme solo da Mulher Gato eu não pego no sono dentro de uma sala de cinema.
O filme tinha tudo para ser perfeito, mas realmente ficou faltando preencher várias lacunas, como o maior exemplo a Branca de Neve ficar sem ninguém no final….E várias outras coisas que deixaram a desejar, os atores foram excelentes, mas faltou um enredo bem elaborado.
No trailer parece ótimo, duas atrizes famosas, bons efeitos… Mas a verdade é que é uma porcaria. Teve várias partes que as pessoas RIRAM no cinema! O Filme não tem o mínimo de continuidade, não te prende e se afunda em ínumeros contos e mundos infundados e rídiculos. Cansa. Assisti até o fim, mas várias pessoas deixaram a sala. Decepção total.
Concordo com a tua crítica. O filme tem enredo de muito potencial, uma visão diferente e mais atrativa para a já conhecida história da Branca de Neve. Também acho que dar mais atenção à Rainha obcecada com a beleza foi uma sacada muito boa para a adaptação. A escolha dos atores foi mais que certa. Porém, o fim que a história tomou deixou a desejar. Resumindo, um filme que tinha tudo pra dar certo tomou um rumo desanimador. Não souberam aproveitar a chance.
A Kristen nem me incomodou tanto quanto o final do filme, quando a rainha morre. ¬_¬’
Acho que a batalha poderia ser algo mais grandioso e épico. Tirando isso é uma boa adaptação, mas peca em alguns aspectos como o final e a falta de carisma dos protagonistas, me deu sono. O que amei foi a interpretação da Charlize, da direção de arte e de uma parte do roteiro.
eu adorei!!
Não nego, poderia ser melhor, entretanto não encontrei tantas falhas. Direção e roteiro se uniram perfeitamente com sutilezas que explicam todos os detalhes do filme, como a profecia. Uma única cena me deixou bastante incomodado, que seria a da maçã. Como Branca de neve, apesar de toda a sua inocência, não percebe 2 príncipes? Não teria alguém vigiando a todos enquanto dormiam? E além do mais, qual o motivo para que ela beije o príncipe fake? Fora isso e as lutas entre humanos infantilizadas é um ótimo filme. A cada minuto eu me empolgava com algum elemento, principalmente com a rainha, na perfeita atuação de Charlize (muito mais bonita do que a Stwart), e seu exército-carvão.