“O Iluminado”? “O Bebê de Rosemary”? “O Massacre da Serra Elétrica”? “REC”? Certamente, “Pânico 4” não será a resposta imediata de nenhum aficionado pelo gênero. O último episódio da franquia iniciada em 1996 está mais próximo de produções recentes como “Arrasta-me para o Inferno” e “Piranhas 3D”, justamente aquelas que souberam dosar a quantidade de horror e oferecer ao público bons motivos para rir.
E rir vai ser sua reação mais constante durante a exibição de “Pânico 4”. Não aquele riso de constrangimento e vergonha despertado por algumas sequências infames de clássicos do terror. Aqui, o hilário foi minuciosamente planejado e bem posicionado por Kevin Williamson e Wes Craven, roteirista e diretor parceiros desde o primeiro filme.
A narrativa segue a mesma linha colegial dos filmes anteriores, com a evolução de seus antigos protagonistas e a inserção de novos nomes em seu elenco jovem. Neve Campbell, a eternamente perseguida Sidney, está de volta após demoradas negociações com os realizadores e um cachê grandioso. Sua personagem amadureceu e agora autografa livros sobre a tragédia do passado. Courteney Cox, a Mônica de “Friends”, e David Arquette, membros do elenco do primeiro filme e casados desde então, também estão de volta nesta sequência. É curioso ver o entrosamento do casal em momentos que antecederam a polêmica separação conjugal, com declarações sobre traição, ereções constantes e pedidos de desculpas via Twitter.
Na tentativa de atrair a parcela de público que nos 90 não estava liberada para ver “Pânico”, foram convocados atores de apelo junto aos jovens. Emma Roberts, de “Um Hotel Bom pra Cachorro”, Hayden Panettiere, da série “Heroes”, e Adam Brody, de “The O.C.”, garantem a renovação do elenco e, com seus bons desempenhos, devem satisfazer os anseios daqueles que estavam saturados dos antigos atores.
O elenco demonstra uma sintonia invejável e parece à vontade nas situações embaraçosas propostas pelo diretor. “Pânico 4” é aquele filme em que ninguém parece ter se levado a sério, e justamente por isso a sensação que fica para o público é a de que aquilo tudo foi uma grande brincadeira (des)organizada pelas câmeras de Craven. Aqui, o diretor dá continuidade ao convencionalismo técnico de seus filmes anteriores e, vez por outra, faz uso de recursos de close-up aproveitados em exaustão pelos representantes do gênero. O resultado final consegue passar longe do repetitivo, e as sequências em que o primeiro plano é dominado pelo salto alto da garota no piso do estacionamento ou pelo olhar ensanguentado de uma vítima possuem um sabor nostálgico indescritível.
Entre tantas referências e sátiras ao próprio formato, o resultado final de “Pânico 4” é uma grande metalinguagem deliciosamente fora de moda, onde tudo parece a versão distorcida e descompromissada de algum aspecto curioso do passado da franquia e do cinema de horror em geral. Ou seja, um prato cheio para as gerações mais antigas e uma oportunidade para os mais jovens conhecerem o que fazia a diversão das noites de domingo nos anos finais do último século.
Com a tarefa de resgatar e homenagear uma geração inteira de jovens que na década de 90 delirou com a inventividade e bom humor de “Pânico”, Craven foi bem sucedido em sua ambição e lançou um dos filmes mais divertidos da temporada. Afinal, quem mais conseguiria fazer boas piada com os nomes de Channing Tatum e Bruce Willis entre poças de sangue e tripas expostas?
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Jáder Santana é crítico no CCR desde 2009 e estudante de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Experimentou duas outras graduações antes da atual até perceber que 2 + 2 pode ser igual a 5. Agora, prefere perder seu tempo com teorias inúteis sobre a chatice do cinema 3D.



























13 Comentários
Na verdade, da atual safra só escapou a Hayden Panettiere, que está muito bem! No mais, os fãs vão adorar estar novamente na cia de Sidney. Que saudade que estávamos!
Muito foda,gostei muito,principalmente pelas partes engraçadas,como disse jader,não é pra ser levado a serio, e ainda tem de Volta Sidney,que conquistouo uma geração.
Boa crítica, mas vc flou tao bem e deu um 7? eu dou um 8 para panico 4, ele nunca foi terror e sim suspense, e como suspense o filme é otimo, da tensao, engana na busca do assassino e dose uma comedia com piadas inteligente e INUMERAS referencias
Engraçado que do novo elenco, a Hayden e a Emma Roberts se destacam sem sombra de dúvidas. Dá pra entender pq as duas tiveram tanto destaque na produção. Muito talentosas e com personagens excelentes. O filme tem seus escorregões, o que todos da série tem, inclusive o primeiro. Mas é, sem sombra de dúvida, um dos melhores da série.
Fui enganado pela nota que deram a esse filme, não passa de 3 estrelas e olha lá. Fui assistir e achei o filme HORROROSO. Assisti aos outros três há suas épocas, só salva o primeiro mesmo, mas esse agora conseguiu ser o pior de todos. Estava mais para uma continuação de “Todo Mundo em Pânico” só que pior, bem pior. Atuações horríveis, dignas de comédia pastelão. E não foi só eu que achei isso não, a maioria no cinema saiu P da vida.
Fui convidado pra assistir no cinema mas nao tive coragem, sempre achei todos filmes uma porcaria!
Filme previsivel só de observar o cartaz!
Confesso que não esperava muita coisa de Panico 4, na vdd fui assistir mais pela nostalgia, pelo filme que me assustou horrores quando eu tinha 12 anos. As sacadas de humor do filme foram ótimas mas o que mais me impressionou foi que caí do cavalo… Na metade do filme, fui de uma arrogância master e disse “já sei como termina” e blá blá blá, acho que muitos pensaram da mesma forma que eu. Posso afirmar que é um ótimo filme de suspense! Não é apenas uma carnificina ilógica… tem uma história bem interessante por trás de tudo. Como fã da trilogia da década de 90 e fã de Wes Craven posso dizer que saí satisfeito do cinema e assim como em 96, não vejo gancho pra uma sequência mas se, realmente, for rolar uma nova trilogia espero que mantenham a qualidade!
Nas duas críticas o mesmo comentário, pow Gil onde foi parar a sua criatividade!?
Tem gente que não tem o que fazer mesmo.. ¬¬
OTIMO FILME!
Filme IRAAAADO demais!!!
Eu me surpreendi com a qualidade que foi aind amais elevada!!!
Quem nos dera se todos os filmes nos prendesse a atenção como PÂNICO!!!
EXCELENTE!!!
CORRAM PARA O CINEMA AGORAAAAAAAAAAAAA!!
Muito ruim, tb fui acreditar na nota aqui do site, e foi dinheiro jogado fora, tá mais pra comédia, odiei!!
Nenhuma novidade, um besteirol americano.
é interessante como os comentários variam: vai de “dinheiro jogado fora” à “asssistam esse filme”. Gosto não se discute, mas vamos lá: QUE FILME SHOW (Aprendi em uma aula de redação publicitaria que não deve se usar exclamação para ressaltar uma frase) !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! É IRADOOOOOOOO
Cumpre o que promete e a originalidade usando clichés é fantástico. Pânico não é o melhor filme de suspense/terror, não é mesmo. Mas chega a superar muitos filmes por causa da agilidade da história. Vale a facada! (detalhe: um garotinho safado tava contado o filme inteiro. Gritei: “Ei cara, dá pra não contar o final do filme? É só um pedido que faço. kkkkk imagina um louco gritando desse jeito num filme que mexe com a realidade de haver um psicopata do seu lado. TENSO) Mas mereceu, filme como Panico 4 demora pra sair nos cinemas… Wes Craven supera
Peraí, peraí. Me perdi no início da crítica. O que tem a ver Pânico 4, Arrasta-me para o inferno e Piranhas 3d??? Sinceramente, não consgio ver nenhuma semelhança entre eles. Piranhas foi ridículo! Arrasta-me para o inferno foi ótimo. E sobre o filme em questão:
Sabe aquele filme que você lê o roteiro e não tem como sair ruim, mas, na prática, acaba dando muita coisa errada? Pois é.