Suor, sexo, sangue, essas são as palavras-chave do longa “Piranha 3D” que, embora prometa muito terror e sangue, não escapa da comédia devido a algumas situações no mínimo toscas ou mal elaboradas. Um grupo decide passar o feriado a beira de um lago. A curtição era total até um terremoto surgir e liberar um grande número de piranhas que, por sua vez, vão transformar todo mundo que estiver a sua frente em comida. Resta a policial Julie Forester a difícil missão de controlar aquela situação um tanto que inusitada.
A direção é do francês Alexander Aja, de “Viagem Maldita”, que também tem participação no roteiro com quem dividiu o trabalho com Grégory Levasseur. O script, assim como quase tudo no filme, é totalmente dispensável. Na verdade, ele serve de pretexto para a situação clímax do longa responsável pelo principal mote do filme, as mortes. O diretor consegue pelo menos transformar o longa em um verdadeiro show com direito a cenas de ação metricamente ensaiadas, cenas de marketing promocional puro e principalmente sequências de morte que no 3D causam um efeito interessante.
O que mais agrada no longa é o clima descomprometido e isso interessa por justamente não criar uma expectativa falsa no público. Tudo bem que há toda uma tentativa em transformar o filme em um “hit” de ação-terror, mas isso não acontece muito bem devido a falta e credibilidade da história com ela própria que não consegue se definir. É um festival de curtição, gente bonita e inconsequente, em um perfeito cenário para o espetáculo. A fotografia é regada de cores alegres e fortes, contribuindo com o clima jovem.
Acrescentemos a tudo isso um grande número de personagens contratados apenas para servirem de comida das piranhas. A protagonista do longa é a policial Julie Forester, interpretada pela americana Elisabeth Shue, de “Amigo Oculto”. Ela é quem tenta fazer o espectador acreditar no absurdo que é aquela história , mas não consegue devido ao fato de que o público sabe o que ele quer ver e acreditar e, aqui, o que todo mundo quer ver são as mortes causadas pelas piranhas assassinas. Destaque também para a participação de Christopher Lloyd, um tanto discreto como um cientista.
E se tudo está no clima de curtição, a trilha sonora não é diferente. Repleta de batidas bem conhecida pelos jovens, ela contribui ainda mais para o clima proposto. O grande problema é que isso não sai do clichê na medida em que se pode observar que em toda cena em que a galera se diverte ao som de músicas dançantes o final tem sangue no meio. Analisando dessa forma, o filme é um grande clichê do terror, mas ele não o cria o seu principal objetivo. Situação semelhante ao ocorrido no filme “Malditas Aranhas” que, assim como esse, não funcionou.
Quanto ao 3D do filme, pode-se dizer que ele é eficiente por contribuir para uma válida sensação em que o espectador está perto a matança no filme. James Cameron, de “Avatar”, andou falando mal da forma como a tecnologia foi utilizada nesta obra. O que ele tem que entender é que o 3D tem que ser, nos tempos de falta de originalidade, oportuno e original, correndo o risco de não conseguir o efeito almejado. É nesse ponto que tal recurso, aqui, é bastante válido. Cada cena de morte na obra é única, para o bem ou para o mal.
Longe de ser um bom filme, “Piranha 3D” é um interessante programa para os fãs do gênero terror apreciarem e, logo depois, debaterem sobre os novos rumos do gênero, antes que seja tarde demais.



























21 Comentários
O longa É um dos retornos dos trash exploitations aos cinemas atuais, juntamente com Planeta terror, À Prova de morte e Machete… PIRANHA 3D é um filme B de qualidade, na mesma linha dos filmes sanguinários de Dario Argento, Lucio Fulci e Sam Raimi… E está muito longe de ser uma bomba. PIRANHA 3D é um filme eficiente no que propõe: diversão tosca explícita e sanguinária da melhor qualidade. Este é mais um caso de ”ame-o ou deixe-o”
Recomendadíssimo aos fãs do cinema trash… e se for assistir n leve pipoca e nenhum tipo de comida na seção, pois vc perderá o apetite na hora.
bom filme alias eu tenho uma duvida sua critica esta quase identica à do omelete sera uma grande coincidencia ou alguem esta copiando do outro
ps. não quero que me confundam com um cagueta
Eu n vi ainda o filme, mas me parece que a ideia do filme é justamente essa: ser trash. Não foi feito para se levar a sério.
Quando o assisti, realmente me lembrou aqueles filmes de terror dos anos 80. Bem do começo da década. Uma boa homenagem do diretor.
Caro Hiago,
Depois desta sua observação, fui ler a crítica do Omelete e fiquei com outra dúvida? você leu realmente as duas? Eu não vi nenhuma semelhança que suscite sua dúvida, muito embora até fosse possível por tratarem-se da mesma obra.
Fica aqui o esclarecimento.
Obrigado pela participação.
nossa que produção mais trash bla bla bla
cara se nao sabe nem disfarçar
meu se nao teve nem explicação
outra ele fez uma observação
cara fala serio
de nada…
porem eu li sim as criticas e admito uma semelhança muito duvidosa entre elas mas… fazer o que né
Após ler o comentário do Hiago também fiquei na dúvida e fui conferir no site do Omelete e realmente não tem semelhança alguma, sua interpretação de texto precisa melhorar amigo.
cara fica aqui minha duvida tbem
vc realmente prestrou atenção no filme
achoque nao pois ele foi otimo
quer saber o que é trash é essa sua critica ridicula
ou fala serio meu cara o filme foi bom
se nao sabe nem o que é filme nao deixou explicito nem sua opinião com essa “critica”
na minha opiniao quem tinha que escrever essa critica é o thiago ou algum dos outros.
nunca mais leio nemhuma de suas criticas
essa critica sim é a bomba do ano
Axo que esse tá voltando a era dos filmes trash de terror.E já perceberam como outubro é o mês dos filmes de terror?Atividade Paranormal 2, Jogos mortais o final.Todos filmes “praia, mulheres e sangue” nunca dão muito certo.
ah, qualé
mó legal o filme
:p
Acho que o flme cumpre o que se propõe a fazer: satisfazer a sede de sangue e nos levar a nossa infancia, quando viamos sexta feira 13 ou Haloween… Não podemos cobrar uma obra-prima desse tipo de filme mas sabemos que iremos nos divertir a cada mordida e com sangue jorrando em nossa cara, graças a tecnologia 3d. Para quem nao se impressiona com sangue e quer se divertir e relembrar o tempo do cine trash… vale a pena!
Ah só uma perguntinha: O que o senhor, nobre critico, esperava de um filme desse tipo?
Achei a crítica válida, o filme é ruim, isso é fato… Ele deixa claro que o filme diverte, principalmente nas mortes, mas digam, os que estão criticando a crítica do Vinicius:
O filme é bom?
A atuação deles é boa?
O Roteiro é bom?
A direção do filme é boa?
A trilha sonora é boa?
Não é porque um filme é divertido, que ele seja bom.
Só para esclarecer.
Gostei da crítica.
concordo totalmente com vc.
bom, vi esse filme sem ser 3D…
pra mim ele nao foi nada divertido, prq continha sacanagem, sexo e muuuito sangue (mais mto msmo)’ porém eu amei a hora em que as piranhas (as peixs piranhas) resolvem fazer um banquete no lago… Pra quem não aguenta vr muito sangue como eu. essa cena eh de arrepiar’ NOTA: 6,5
Trash nunca foi um genero,que agrada muito a boa parte do publico,piranha é um exemplo e faz relembrar muito o bom anos 80,sem compromisso com nada, o filme tem todos os ingredientes :muito sangue,musica,tetas e morte de todos os jeitos o resultado uma ddiversao para assisit naquele cinema baratinho.vale a pena conferir mas somente fãns do Genero
nota 6.5
Cara que lixo de filme, com exceção dos seios e xoxotas à mostra e efeitos especiais interessantes o resto é lixo. A xerife fica o tempo todo com um sorrizinho no rosto não sei por qual razão. Em algum momento ela usa a arma de eletrochoque contra as piranhas, aí foi uma verdadeira ofensa á inteligência de quem assiste. O outro policial, mais idiota ainda, usando uma arma contra centenas de piranhas na água. Um dos personagens assiste à morte de dois amigos trucidados pelas piranhas e na próxima cena ele aparece levando uma das piranhas a um cientista como se nada tivesse acontecido com seus amigos.Aonde estava o diretor? Então quando chega a cena do pênis flutuando na água, aí foi a gota. Que lixo….