Antes de tudo, não confundam ressalvas a este “Nosso Lar” com críticas à doutrina espírita ou preconceito de qualquer tipo às crenças alheias. O objetivo deste texto é apenas tratar deste longa como obra cinematográfica, sem jamais dar qualquer conotação negativa à religiosidade de ninguém. Com tais considerações feitas, vamos em frente.
Escrito e dirigido por Wagner de Assis (do fraco “A Cartomante” e um dos roteiristas do inominável “Xuxa e os Duendes”), a fita tem a complicada tarefa de, ao mesmo tempo em que apresenta o espectador ao complexo mundo além-vida, contar uma narrativa coerente, que tem como protagonista o recém-falecido André Luiz (Renato Prieto). E nisso reside o maior problema do filme.
André Luiz é um médico e pai de família amoroso que, por conta de seus excessos, acaba contraindo uma doença e morre. No entanto, após falecer, André acaba se vendo em um lugar sombrio e devastado, repleto de seres malignos. Salvo por espíritos iluminados, André é levado para uma cidade espiritual chamada Nosso Lar onde, guiado por seu novo amigo Lísias (Fernando Alves Pinto), terá de se adaptar a esta nova etapa de sua existência, enquanto busca um modo de se comunicar com sua família.
Logo de inicio, o filme acaba com qualquer mistério quanto à situação de André através de uma narração em off do próprio personagem, que soa redundante com as imagens mostradas e que impede que o público acabe por se perguntar quem é aquele homem e como ele foi para naquele lugar horrível. Se o filme não lançasse mão de tal recurso, esta introdução seria muito mais instigante e orgânica.
A situação piora quando André chega a Nosso Lar, quando a maioria dos diálogos se resumem a explicar o funcionamento do lugar, com poucos momentos de desenvolvimento de personagem. É como se o primeiro ato do filme e boa parte do segundo fossem um longo tutorial para recém-chegados à cidade espiritual, com os diálogos expositivos quase não dando espaço para conhecermos aqueles personagens melhor.
Há ainda uma trama paralela que mostra a chegada da jovem sobrinha de Lísias, Eloisa (Rosane Muholland), à cidade e sua inabilidade de lidar com sua nova situação. Engraçado notar que a personagem é bem mais interessante que André e fica claro que as atitudes rebeldes da moça seriam bem mais efetivas para expor o funcionamento daquela comunidade para o público do que os questionamentos eternos de André.
A falta de sutileza do texto, já evidenciada pelo excesso de narrações em off e de diálogos expositivos, ainda marca presença em dois momentos-chave: quando André pergunta se é possível um espírito decair de volta para o limbo, o que acaba sendo mostrado no ato final da fita, tornando o referido diálogo completamente redundante, e nas menções ao “amigo na Terra”, que poderia ter sido feita de uma maneira bem mais orgânica.
O elenco parece um tanto quanto tenso, talvez desconfortável com o excesso de efeitos digitais em tela ou com a responsabilidade de levar uma obra de Chico Xavier às telas. A maioria dos atores, principalmente Renato Prieto e Fernando Alves Pinto, parece pouco à vontade em cena. Destaco aqui as exceções, dentre elas Paulo Goulart, que surge relaxado e tranqüilo na figura de um dos espíritos mais elevados de Nosso Lar. Rosane Muholland aproveita bem o seu tempo em cena e o temperamento arredio de sua personagem. Othon Bastos, em rápida participação, impõe o respeito e a serenidade que o governador de uma cidade como Nosso Lar exige.
Tecnicamente, o filme é um grande passo do cinema brasileiro rumo a um padrão de qualidade visual que chegue próximo ao de produções dos grandes centros cinematográficos. Os efeitos computadorizados estão ótimos e bem integrados com os elementos reais, embora a fotografia tenha me parecido um pouco escura demais em alguns momentos inoportunos.
O design de produção e a direção de arte da fita são inteligentes ao ligar o paraíso tecnológico ao próprio conceito das cidades espirituais, explicando o iHeaven que tanto me assustou nos trailers, e também respeitando a diversidade religiosa, vide a sala do governador de Nosso Lar, repleta de símbolos das mais diversas religiões, algo me lembrou a Igreja que surge no último episódio de “Lost”. Ainda ressalto a ótima trilha sonora, composta por Philip Glass, emocionante no nível certo.
Entre tantos acertos técnicos, é uma pena que “Nosso Lar” tenha um texto que não esteja à altura da mensagem de paz que deseja transmitir, se perdendo em meio a uma cacofonia de sermões e conceitos transmitidos com pouca naturalidade. O resultado disso é uma narrativa morosa e expositiva que, para o público médio, marcará mais por seus efeitos visuais que pelo impacto emocional.



























39 Comentários
A obra não é tratada como ficção, que tem que ter um texto a lá Nolan pra funcionar! A obra é feita na premissa de que tudo aquilo é real e sendo real, é repetitivo, como a nossa vida terrena.
Mas so pelo visual, ja me deu orgulho de ter um filme nacional desse nivel estetico.
A Obra é didatica, então seu filme teria de segui-lá, o tom de sermão é apenas nosso modo de vermos os erros e acertos de nós espiritos em evolução. Prefiro acreditar que todos terão sua parcela de aproveitamento, independente de público ser ou não espirita.
Como Kardecista e brasileira veja esta produção como um passo além…
Grata
Bom texto, só lembrando que “Nosso Lar” é o primeiro de uma série de livros ditados por André Luiz, dependendo da resposta do público podem haver continuações mostrando a evolução dos personagens.
Então Thiago Siqueira, lhe convido a ler o livro e penso que você irá ficar mais triste ainda com o filme já que a narração, não versão impressa, é suave, orgânica e envolvente. Mas devemos compreender que o cinema nacional está em constante evolução, como tudo no universo, e quem sabe futuramente tenhamos roteristas e diretores a nível de Christopher Nolan, Joel Coen, Ethan Coen dentre outros.
Bem, não se trata de uma discussão reigiosa/filosófica/doutrinária, mas quando vejo que uma das críticas mais ferozes ao “Livro de Eli” foi justamente o seu caráter cristão, por que não fazer o mesmo aqui? Estranho… muito estranho “tirar o corpo”. O filme é como o livro: pura ficção, e deve ser tratado como tal. Afinal, crer que, depois da vida, nossa alma leve lembranças (alguém já ouviu falar que uma pancada forte na cabeça pode apagar, momentaneamente, lembranças… na mente?) é completamente absurdo! As memórias ficam no cérebro, garotada! Voltando para o livro: ônibus que voa numa cidade espiritual… hehehe!! Começa por aí, até vermos a lanhouse do além-mundo do trailer. Patético.
Se vc tivesse lido o livro saberia que nosso mundo é uma cópia do mundo espiritual, pq não haveria ônibus ou Lan houses?Em nenhum momento o livro ou o filmese declara como ficção, vai se informar primeiro.
Em primeiro lugar, a crítica é sobre o filme, e nao sobre a doutrina espirita…
e se você nao acredita, ao menos poderia respeitar, para poder ser respeitado!
e quanto a isso:
“Afinal, crer que, depois da vida, nossa alma leve lembranças (alguém já ouviu falar que uma pancada forte na cabeça pode apagar, momentaneamente, lembranças… na mente?) é completamente absurdo! As memórias ficam no cérebro, garotada! ”
sua ignorância é tão grande, que não vale a pena debater com você, e antes de expor esse tipo de opinião, seria interessante se informar, pq o patético acaba sendo você…
Respondeu a altura, se não acredita, respeite.
Em tempo, quando uma pessoa leva uma pancada o que se esquece é fisico, quanto ao plano espiritual o proprio nome diz é do espirito.
“Afinal, crer que, depois da vida, nossa alma leve lembranças (alguém já ouviu falar que uma pancada forte na cabeça pode apagar, momentaneamente, lembranças… na mente?) é completamente absurdo! As memórias ficam no cérebro, garotada! ”
“sua ignorância é tão grande, que não vale a pena debater com você, e antes de expor esse tipo de opinião, seria interessante se informar, pq o patético acaba sendo você…”
Por gentileza, será que poderiam me explicar aonde está a ignorância da idéia exposta pelo colega Cesar?
Vivemos no mundo natural e é somente ele que temos. Ficar falando de coisas sem comprovação, é como falar de abduções, são meras especulações.
Acho espantoso que religiosos, de qualquer denominação, se ofendam se a crença deles é atacada. Tudo em nosso mundo exige comprovação, por que a religião também não pode ser questionada? Portanto é espantoso que em pleno século 21, alguém consiga levar essas hipoteses de futuro da raça humana a sério.
Falou tudo…
Chega ser engraçado alguém levar isso realmente a sério.
“Querido senhor Jesus, quando eu morrer quero ir direto para o “meu lar” porque lá é tão legal, vou andar de onibus voador, soltar poderes verdes de cura das mãos, encontrar toda a minha familia, vou poder ver todos os que oram por mim, serei feliz para sempre. Acho que vou até escrever livros em um caderno lá, para que sejam passados para um criptografador bem legal. Pena que tão poucos sabem que essa é a verdade, são tão pouco evoluidos espiritualmente”
Cada dia me surpriendo com a junção inocência-burrice da massa social
A morte não é o fim, não se apagam as luzes para toda a eternidade… Sei que esse tópico é um dos maiores tabus sociológicos existentes. Então que tal analisarmos o tópico sob a ótica da ciência e da pesquisa científica? (quer maior imparcialidade do que isso?) Leiam o Best seller com mais de 13 milhões de cópias vendidas desde 1975. “A vida depois da vida” – Raymond A. Moody Jr.
Quero ver alguém contestar uma pesquisa científica feito por um Phd…
“Em primeiro lugar, a crítica é sobre o filme, e nao sobre a doutrina espirita…
e se você nao acredita, ao menos poderia respeitar, para poder ser respeitado!”+1
Fico muito indignada com esse tipo de pessoa que ao menos não sabe respeitar a doutrina dos outros.
Infelizmente tem gente que faz questão de assitir o filme só para julgar (com relação a doutrina de outras religiões) e colocar a sua religião superior aos outros, à exemplo desse lamentável comentário.
Ao invés de ficarem alfinetando, analize qualquer filme em si, a parte de abordar uma temática religiosa ou não.
E mais uma coisa:
“Ame o próximo como a ti mesmo” Respeite as pessoas se você quer que seja respeitado.Essa foi uma das primordiais lições que Jesus trouxe a nós.
Raquel fail
Eu coloco minha religião acima de todas? Sou ateu querida, não tenho religião, portanto não posso ser fanático nem coloco minha religião acima de todas.
Acho que tudo pode ser discutido, não concordo com esse tipo de papo “não pode falar que vc acha uma religião uma bosta, é falta de respeito” ESSA É MINHA OPINIÃO, não deveria atingir ninguém, só porque eu acho que giló é uma merda não quer dizer que estou ofendendo ninguém que gosta…
Como assim ame o próximo? onde eu falei que não gosto de alguém aqui? engraçado você vir me julgar de colocar minha religião(que eu não tenho) e querer me dar lição de moral de encinamentos cristãos que eu não sigo…
Você não acha que dizer para eu seguir seus ensinamentos cristãos um desrespeito né? porém se alguém falar que maomé tenha piedade da sua alma, ou que você deveria se colocar no seu lugar de inferioridade feminina de acordo com o alcorão, você se sentirá super ofendida…pois isso são crenças de outras infinitas religiões que existem tão reais e com a mesma probabilidade de serem corretas quanto a sua!
Legal apontar o dedo né? muito fácil…
Eu achei o filme uma bosta! os atores atuaram mal, o enredo é de dar dó, o que salva é só a trilha sonora…
ESSA É A MINHA OPINIÃO
Isso sem falar em dar milhões de reais para a globo, que já mostrou ao mundo seu poder de alienar a polpulação, entrar em suas casas, tomar seu dinheiro, e ainda rir da sua cara te colocando para ver BBB e Faustão e enrriquecendo cada vez mais…
Se os espíritas prezassem mesmo pelos seus tão famosos ensinamentos usariam o dinheiro do ingresso para ajudar quem precisa, e não colocava no bolso da mais rica imparcial e manipuladora emissora de TV.
ESSA É MINHA OPINIÃO!
O sábio aponta para a lua. O tolo avista o dedo
Tudo bem. Pode não acreditar. Mas antes de criticar, busque conhecimento. Fará bem para não dizer frases vazias de sentido. Há muito mais dentro da mente humana que um HD onde você armazena arquivos chamados memórias. E a própria ciência tem constatado o fato. Quando a haver ônibus que voam e uma lan-house no além, cada um crê naquilo que quer. Uns acreditam que podem sofrer eternamente, outros acreditam que podem ter uma nova chance. Mas no fundo, todos dizem a mesma coisa. E é mais cômodo para nossos egos inflados ficar martelando nas diferenças que trabalhar naquilo que realmente importa. Ninguém aqui disse NADA a respeito da mensagem cristã que há nesse filme. E que é o objetivo principal do filme.
Ficção? Impossível? Há um século era impossível que eu estivesse digitando aqui pra responder a esse comentário. E no entanto estou aqui.
Devereríamos parar para pensar MAIS ANTES de sairmos falando coisas que julgamos conhecer, apenas por PRÉ-conceitos que temos, opiniões superficiais a respeito de algo que é muito mais profundo que nossas ideias falhas.
Mas um dia todos aprendemos. E ser espírita, evangélico, católico?
Porque não tentamos ser CRISTÃOS?
Enfim, era isso.
Antes de tudo, discordo de quem pensa que só porque se trata de uma obra literária espirita que virou filme, está passiva de críticas (positivas e negativas)ou de comparações com outros filmes, quiça com outros diretores. Se era um livro que virou filme, temos que analisar como qualquer outra obra cinematográfica. Se o filme é bom, temos que assumir que o é…se ele é ruim, temos que dar a nossa opinião como o fazemos a qualquer outro filme, que trate de religião ou não. Não me interesso pela doutrina espirita, mas, isso não me impede de ter assistido ao filme. Tambem não acredito em bruxaria, mas digo que gostei muito dos livros de Harry Potter, decerto, não gostei de nem um dos filmes.
Então, isso é preconceito contra os bruxos? Não! Chamo de crítica mesmo.
E outra, quando se faz um filme e lança-o nos cinemas, é porque se espera que ele atinja a toda a sociedade (independente de religião ou credo) e deve ser contado numa linguagem que todos entendam, se envolvam, etc. Se “Nosso lar” possui uma narração especifica para os que acreditam nessa doutrina, desconsidero o que disse anteriormente, sobre atingir a toda a sociedade. Ao final, meus parabéns ao filme, pelo “avanço (tardio)” dos efeitos especiais. Apenas!
Eu sou espírita e tenho muitas críticas ao filme, todas no quesito técnico. Quando você sai desse quesito você certamente vai errar o ponto. Quando você critica a narrativa do filme você comete um equivoco, pois Nosso Lar não é um filme de entretenimento e sim um filme doutrinário. Pensar que, por exemplo, o expectador deveria ser surpreendido quanto a quem era o homem no umbral no início do filme me parece fora de tom. Desviar o foco do roteiro para a sobrinha do Lísias então é escorregar na adaptação. O filme é sobre André e não é um enigma para ser decifrado e sim uma mensagem para ser apresentada. Voltando ao lado técnico, gostei da maioria dos atores e infelizmente achei a (linda) Rosane Muholland a pior no filme, perdida no tom de voz como se fosse uma peça de teatro, infelizmente. Já a música de Philip Glass, não creio ter sido seu trabalho mais feliz e me pareceu prejudicado pela edição. Bom, fico feliz de ver que aparentemente minhas críticas foram pesadas demais já que parte dos críticos tomam outra direção. Quanto mais discordarem de mim melhor, pois torço pelo sucesso do filme.
Sinceramente… há uma crítica possitiva sobre filmes nesse site!!??
Por que vcs só sabem falar mal de filmes…
Pq vcs não produzem um filme!!!
Quando o filme preta ele leva nota alta. Veja A Origem.
Até criei espectativas pra esse filme… parece que o cinema brasileiro é mais feliz tentando passar mensagem de violência do que de paz rsrs
Concordo. Mas não é só o cinema brasileiro. É o cinema mundial e o público também. Não queremos saber mais de coisas construtivas.
Não é à toa que existem poucos filmes construtivos no cinema brasileiro. O público curte mais comédias esdrúxulas recheadas de nada…
Quem sabe um dia não valorizemos uma boa história de verdade?
O filme falhou exatamente nos ponto que o Siqueira citou em sua conclusão. Infelizmente o filme consegue passar a mensagem desejada APENAS para o povo com algum conhecimento sobre a doutrina espirita mas acho que falha em atingir o grande público. Eu, que possuo algum conhecimento sobre a doutrina, consegui curtir o filme o tempo todo mas ao mesmo tempo fiquei pensando; será que uma pessoa “desorientada” conseguiria acompanhar o tempo do mesmo modo que acompanhei? Aposto que na maioria dos casos não. Arrisco dizer que o ritmo do filme seja o maior culpado disso.
Ah, e adorei a crítica
Boa noite senhores
Aguardei ansioso para a estréia, estou entre os 1ºs que viram na 6ªFeira, achei critico pela falta de organização visual e textual, haja vista para aqueles que não conhecem nada desse livro, se debruçariam em maiores informações que são nada mais que necessarias para o conforto qual o filme deve se propor,(como o Livro excelente) achei que faltou comentar o ano em que se passava cronologicamente, também, sobre a segunda guerra mundial, quem que eles atendiam, senão os pracinhas brasileiros, desenvolvendo assim e formando uma idéia sobre a esfera de brasileiros, que é Nosso lar, tambem de outras várias comunidades quais existem, informando racionalmente sobre todas as esferas existentes, mesmo o porque o marido da senhorinha que rezou p/ André Luiz não se encontrava naquela mesma vibração. Enfim, minha esposa é Batista me acompanhou e conhece sobre a doutrina, só pegou mesmo a mensagem de amar ao próximo, pois se confundiu imensamente entre as rápidas sequencias que não se mostraram ditazes, num monólogo inesperado pelo diretor desse filme que é riquissimo em detalhes e especialmente apaixonante pelo que algun de nós espera ir a um lugar assim depois da vida aqui. Uma pena por um lado, porém sem esquecer da mensagem primordial mormente no período em que estamos passando de grandes transformações… Parabens ao mundo Espiríta.
“O sábio aponta para a lua. O tolo avista o dedo”
Nosso Lar é a maior bilheteria da história do cinema brasileiro.
Sucesso absoluto!!!!!
Bilheteria não implica em qualidade
Pessoal espírita. Por mais que os descrentes relutem, sejamos compreensivos. Não rebatamos as críticas ao nível deles. Eles têm direito de discordar e nós podemos e devemos mudar opiniões de forma sutil, apenas mostrando um outra ponto de vista ao deles sem rebater frases grotesco e de efeito moral. Observem, a discussão sobre o tema já basta para lançarmos no ar um certo “”?” de será que estou certo em minhas ciências, será a vida tão simples assim, o que é a outra dimensão das quais os físicos falam e assim vai…”
O propósito do filme é bem maior do que ser apenas um filme para se relaxar em uma poltrona, comer pipocas e se deliciar com risadas sem reflexão alguma ou mesmo guerrilhas de gangues (como, em grande parte, mas não todo, se apresentava o cine nacional).
Observem: algo novo está no ar e isto é só o começo.
Sejamos comprrensivos e oremos para início do despartar
AT+++!!!++
Concordo plenamente.
A bondade e a humildade são próprias do espiritismo, então vamos dar o exemplo.
Vamos entender que quem não gostou do filme tem o direito de não gostar e de se expressar em relação a isso.
Cada um tem seu tempo e é nossa obrigação entender o tempo de nossos irmãos de forma bondosa.
Ficar tentando “enfiar guela a baixo” nossa doutrina não é correto.
E não é dando lição de moral que conquistaremos o coração dessas pessoas.
Elas precisam de amor.
Calypso é uma das bandas mais vendidas do Brasil!
Sucesso absoluto!
;]
Não gostei do filme.
Quando li o livro fiquei emocionada e adorei…já o filme achei os atores muito teatrais, não passaram nenhuma emoção. O filme não passa mensagem nenhuma!!!
Convenhamos religiosos e não religiosos que o filme é um aglomerado de erros sucessivos. O filme simplesmente é um fiasco em todos os sentidos, os atores esqueceram como atuar ou o intuito era transparecer mesmo a total falta de noção e parecer mesmo uma novela de quinta categoria? O desrespeito pelos Judeus entrando no “mundo fantástico de Nárnia”. Queria ver se os católicos colocassem em um filme os espíritas queimando no inferno espetado por um tridente de um ser chifrudo. Essa é a realidade dos católicos, mas isso não os dá direito de produzir tal imagem pois seria falta de respeito, a mesma praticada pelos espiritas pregando sua verdade usando a imagem de outras religiões.
Se todo o lucro arrecadado com essa porcaria fosse direcionado a dar moradia aos que vivem de migalhas iriam sim fazer faler os tão famosos preceitos espíritas. Essa obra é mesmo digna de uma produção da Globo. Parabéns espíritas, contribuam com a idéia de investir milhões de reais em prol de enrriquecer a mais imparcial e controladora emisora de TV que já existiu. Grandes ensinamentos esses seguidos mesmo.
E voltando para o tema “filme” não me venham argumentar que odiei o filme pois não sou espíritas, pois sou ateu, completamente contra os massacres e injustiças já aferidas pela igreja católica, mas nem por isso deixei de admirar grandes filmes cristãos dignos de premio, não esse lixo cuspido na cara da sociedade com o puro e claro fim de arrecadar dinheiro.
Desculpem por minha opinião, mas meu país é laico e tenho a expressa permição ditada pela Constituição Federal de expressar minha opinião e por que não revolta por me sentir ferido com tamanho insulto a inteligência do povo.
Saindo da aréa de discussão sobre a religião espirita e entrando na critica do filme é certo dizer que a mensagem sobre como afetamos nossa alma com más açoes foi dada,o efeito foi o melhor já feito no BRASIL E É ISSO Q IMPORTA;”EVOLUÇÃO” NESSA E NA OUTRA VIDA,o som está muito legal (ao menos EU achei).sobre a religião isso não c discute e é ponto. Desejo muito sucesso nesse filme e que as pessoas entendam o quão é importante cuidar da propria alma e respeitar as outras pessoas, sei que é dificil fazer mais JESUS só pediu UMA ÚNICA COISA PARA NÓS “AMAIS UNS AOS OUTROS COMO A SI MESMO”. Lembrando, não sou nem espirita nem evangelico, porém acredito que as duas tem uma elo muito interessante para minha pessoa. Fiquem todos na PAZ! XP
Acho que o filme não expressa a mesma emoção do livro, o que não é privilégio apenas deste filme, acontece na maioria das adaptações… Concordo com a maioria dos problemas técnicos relatados e apesar de tratar-se de um filme doutrinário, acho sim que deveria apresentar uma narrativa mais interessante para atingir um nível maior da população, que não apenas os Espíritas, porque a grande maioria destes já bem conhece esta famosa obra de Chico Xavier, que é um marco do espiritismo brasileiro. Sou espírita, e mesmo com todos os problemas técnicos me emocionei com a representação da colônia espiritual. Quanto às inúmeras críticas vislumbradas neste blog, acho que cada um tem o direito de expressar o que pensa, e é fato, muitos acham que tudo o que foi apresentado não passa de balela, para muitos um lixo tanto doutrinário quanto cinematográfico… a estes, gostaria apenas de dizer que a Globo encontra-se no direito de apoiar a temática espírita assim como a Record apóia o movimento evangélico e que mesmo com todos os problemas técnicos, o sucesso do filme resultará no investimento em inúmeras outras obras espíritas, contribuindo para a difusão desta doutrina que considero tão rica e esclarecedora. E viva o ESPIRITISMO!!!!!!!
Sob o olhar cinematográfico o filme é no máximo razoável. Concordo com a leitura do Siqueira sobre a fragilidade do roteiro, da morosidade com que a história progride. Tão fraco quanto Constantine, aliás, que pecou ao traduzir a excelente Hellblazer para a linguagem da telona. Ambos com os mesmos erros, com a diferença que Constantine foi transformado em filme de ação enquanto que Nosso Lar se tornou um tutorial da doutrina espírita, nada mais.
Já que falamos em comparação, o mesmo teor dos espíritas nos comentários que adoraram o filme pode ser lido em qualquer fórum sobre Crepúsculo. Podem comparar. Troquem André Luis por Edward que a euforia vai ser igualmente intensa. É bastante comum às pessoas que se veem dentro do universo criticado manterem a sobriedade, decaindo para ataques pessoais etc. Ou você é fã/adepto e gosta (ou se força a gostar para não arranhar sua identidade construída) ou você não é fã e fica livre para poder desgostar, se esse for o caso.
ERRATA
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Onde lê-se “É bastante comum às pessoas que se veem dentro do universo criticado manterem a sobriedade(…)”
Leia-se “É bastante INcomum às pessoas que se veem dentro do universo criticado manterem a sobriedade(…)”
Eu gostei do filme, antes de assisti-lo li muitas criticas negativas a respeito,com algumas concordo, mas com outras nao. Acho que muitos queriam ver espetaculo, como sao a maioria dos filmes brasileiros, mas encontraram um filme para refletir, pensar, algo que as produçoes espetaculares nao nos instigam a fazer, entao se decepcinoanram. O filme realmente falhou muito no quesito abrangencia, uma pessoa que nao segue a doutrina e, pior, nao leu o livro, vai ficar “boiando”. NO mais, foi valido.
Hehe … Alguém Ficou com a impressão de ter visto uma mistura de Brasília com Krypton ?? Parecia muito Brasília .. Só faltou o Lula dirigindo a Cidade … Com relação aos efeitos .. O Brasil está avançando .. Estamos com efeitos com a melhor qualidade dos anos 90 … Creio no Espiritismo… Achei o filme ” Chico Xavier ” bem mais interessante , melhor atuação , etc… Mas temos que tirar o chapéu, a alguns anos o cinema brasileiro só sabia mostrar nudez e dramas baratos … Estamos melhorando ..
Bom, acredito que alguns aqui estão misturando a fé com o filme. Ele é muito fraco (o contrario de Chixo Xavier), tem muito defeitos de narrativa e realmente torna-se redundande em varios momentos da narrativa. Brincou um pouco com a inteligencia do espectador e, nesse ponto, tem bastante a evoluir como obra cinematografica. Como ateu não posso dizer nada a mais que as coisas relacionadas ao filme, quando no que diz respsito a adaptação, minha namorada (Adepta a 10 anos da filosofia espirita), corroborou integralmente com minha idéia e acrescentou que, o livro, é infinitamente melhor que o filme, e este, deixou a desejar em muitos aspectos, tanto cinematografico como filosofico.
Um filme que gastou 20.000.000,00 para realizar uma novela das oito, com efeitos visuais. Ainda não foi dess vez.Filme muito ruim.
Não baixem este filme na internet pois pirataria é crime. Também não alugue nem assista, pois o filme é uma grande merda. Pedi meu $ de volta na locadora, ô artistaiada ruim de serviço sô!
Não sou espírita mas estudei bastante a doutrina para uma pesquisa acadêmica na área de religião e saúde, tenho vários amigos espíritas e adoro cinema, por isso digo, o filme deixa muito a desejar em termos cinematográficos e é disso que a crítica fala. A interpretação do ator principal é fraca, seca, desprovida de qualquer sentimento. As pessoas não devem tomar a crítica de cinema enquanto uma crítica de religião, são coisas diferentes, e a trama foi realmente mal feita. Tirando os efeitos e a trilha sonora, pouco resta (novamente repito) em termos cinematográficos. Quanto ao argumento de que o filme segue fielmente o livro, bem esse é outro problema, imagem e texto são recursos diferentes, cinema e literatura usam linguagens diferentes. O fato de produzir adaptações para o cinema não necessariamente descaracterizaria o conteúdo do livro.