“Nosso Lar” envolve uma questão de Fé que vai muito além de apenas assistir ao filme. Falando por mim, não acredito na Vida após a Morte. Para se envolver no roteiro escrito por Wagner de Assis, baseado em livro psicografado por Chico Xavier, precisa exatamente desta Fé na relação da vida material com a vida espiritual. Porém, dá para ver realmente os esforços de Wagner de Assis em fazer um filme que não pudesse ser voltado apenas para os espíritas, mas também para um público de uma maneira geral. Ele se esforçou, mas acredito que não tenha alcançado o resultado satisfatório.
André Luiz (Prieto) é um médico renomado e que sempre deu muito mais importância ao trabalho do que para a família. Em um certo dia, ele morre por conta de uma doença e acorda na umbra (uma espécie de limbo ou purgatório). Os primeiros defeitos de “Nosso Lar” começam a ser apresentados logo nestas primeiras cenas, quando Wagner de Assis dá a impressão de que está fazendo um filme de terror, colocando uma trilha bastante pesada, tendo focos bruscos nos “rostos desfigurados” dos seres humanos que estavam ali por conta das suas personalidades quando estavam “presos” à matéria.
Não há como precisar o período que André Luiz fica preso naquele mundo, mas depois ele é “salvo” e “levado” para um outro plano onde as pessoas vivem como uma verdadeira comunidade, existindo leis, governantes e organização. André Luiz, obviamente, acorda cheio de perguntas. Mas, antes mesmo de começar a respondê-las, as pessoas que cuidavam dele parecem ter algum poder de cura que conseguem adquirir naquele mundo. A partir daí, o filme se desenrola (ou se enrola) com algumas questões que beiram demais o que costumo chamar de “brega”.
Pra começar, o “poder verde” que sai das mãos das pessoas que viviam no “nosso lar” se encaixa nesta terrível definição. O visual também imposto pela fotografia de Ueli Steiger ajuda a retratar a desagradável experiência que é assistir ao filme nos cinemas. Sem contar que os figurinos, com todos vestindo as mesmas roupas naquele branco que mais parece comercial de sabonete em pó, também cai no velho clichê que vemos em diversas novelas (e em outros filmes) em relação ao modo como as pessoas se vestem. A única personagem que usa uma roupa diferente é Eloisa (Mulholland). E será que isso acontecia porque ela ainda não estava pronta para aceitar aquele mundo espiritual no qual ela estava?
Analisando os aspectos cinematográficos do filme, dá para dizer que a obra não soa interessante. Pelo contrário, ela se torna bastante cansativa. O próprio André Luiz, protagonista da história, acorda com uma série de perguntas. Sem muito tempo para desenvolver todas aquelas indagações da personagem, Wagner de Assis pula os estágios e o faz compreender todas aquelas dúvidas que outrora faziam parte da sua mente de uma maneira muito rápida. Os diálogos, aliás, não fluem com naturalidade. Parecem ter sido escritos com o objetivo de serem declamados, como se o filme fosse uma peça teatral. E é uma pena que as palavras ditas pelos atores (até a própria narração) dêem a impressão de estarem vagas no espaço (ou no plano espiritual).
O longa pode causar efeitos em quem acredita nesta doutrina mas, ainda assim, acredito que tem um visual que vai muito além da realidade. Independente da religião ou do fato de acreditar ou não, o espírito de André Luiz não consegue causar envolvimento. A sua história é tão vaga e mal desenvolvida que, em nenhum momento da produção, é possível se interessar pela sua trajetória em querer rever a família e de ser uma pessoa melhor naquele plano em que ele estava. “Nosso Lar” tem uma mensagem positiva nesse sentido, de imaginar que existe uma vida após a morte, de que as pessoas podem conseguir se reencarnar depois de um período e, a partir dali, ter uma outra experiência.
A trilha de Phillip Glass, que é um dos elementos que se salvam nesta obra de Wagner de Assis, é extremamente bonita se ouvida fora do filme. Dentro da sua narrativa, ela está completamente mal inserida. Em alguns momentos, Glass adota claramente um tom mais rápido tentando manter um certo suspense ou criando uma ação para a história que é mórbida e lenta. No entanto, Wagner de Assis não consegue controlar a sua trama – apesar da sua tentativa em querer fazer algo bom.
Com uma boa produção, o longa não consegue fugir daquele mesmo visual apresentado por novelas como “A Viagem” e a recente “Escrito Nas Estrelas”. Porque, no final, “Nosso Lar” não passa de uma novela disfarçada de filme.



























39 Comentários
Acho que antes das pessoas fazerem uma crítica de pontos tão específicos do filme, deveriam imaginar que o filme É desse modo, porque a história do livro é desse modo, e não simplesmente culpar o diretor, que só fez procurar o máximo de proximidade possível da obra. Logo, os focos bruscos em rostos desfigurados não tem a intenção de “parecer um filme de terror”, mas retratar fielmente o que o livro descreve.
Do mesmo modo as roupas brancas se explicam, não sendo meros clichês retirados de outros filmes, mas são canon do próprio livro.
Se o visual não se difere dos apresentados em novelas de temática espírita, é porque naturalmente essas novelas também se baseiam em livros espíritas. Desse modo não se trata de clichê, cópia, ou mesmo inspiração, mas apenas uma retratação mais fiel possível da literatura da área.
Hahaha! Adoro quando o post de visitante têm bem mais razão que a crítica apresentada.
Resumindo, a Mary sabe oq está falando já Vinicius pode saber sobre filme, mas sobre a doutrina zero para ele. Nesse caso deveria falar apenas do filme ou no mínimo ler o livro antes antes.
Ou seja, não dá para melhorar o que já era ruim.
Concordo com o comentário da Mary.
A obra já existia na forma de literatura espírita, e por se tratar de um ícone desta doutrina, ficaria desfigurada a sua essência se na adaptação para o cinema houvesse a maquiagem das informações sobre o além ali inseridas.
Como esta claro que o objetivo foi preservar o conteúdo em detrimento do suposto entretenimento com perfeição cinematográfica, acho que este filme deva ser enaltecido pela sua capacidade de transpor as páginas de um livro para as telas com fidelidade histórica e não estórica…
Assim sendo, antes de valorizar as aparências, que com certeza não serão unanimidades, os produtores procuraram preservar a bonita mensagem de amor e esperança que estão presentes nesta obra, pois isso sim pode ser considerado um diferencial na comparação deste filme com os demais campeões de bilheteria com perfeição estética.
Parabéns pela produção que certamente será bem vinda para a maioria do público brasileiro.
Com certeza Mary está certa, falou tudo, e uma pessoa que não acredita em vida após a morte escrever sobre um filme que fala sobre a vida após a morte é o mesmo que uma pessoa que não gosta de filme de ação escrever sobre Mercenários.
Isso foi realmente uma “crítica’ ao filme, ou à doutrina? Se não tem preparo para separar as coisas seria melhor não comentar. Várias passagens do texto mostram o ceticismo do autor quanto a Doutrina Espiríta e um certo deboche. Quando se faz uma crítica, tem que ser IMPARCIAL, no 1º parágrafo o autor já se entrega, falando que nao acredita…acho que ninguém quer saber se você acredita ou não, o intuito é ler uma critica, mas nao foi o que aconteceu.
O Thiago Siqueira soube fazer isso muito bem, e momento algum deixou transparecer ceticismo ou aprovação da doutrina, ele apenas comentou sobre o filme
Agora tenho certeza que essa nota foi devido ao tema, e nao ao filme, passar bem!
E complicado alguém que não acredita em vida após a morte falar sobre este filme, sério. Compreendo seu ponto de vista de crítico que está acostumado com grandes filmes hollywoodianos no entanto neste caso ele se torna limitado e inefciente já que estamos falando de uma adaptção nacional de um livro ESPÍRITA, que por sua vez se caracterisa pela comunicação além túmulo.
Não sei se o “Nosso Lar” é bom ou ruim como filme, só assistindo para saber, como livro o achei muito bom, mas fazer críticas sobre um filme vinculado baseado em um livro tão fortemente a uma doutrina vai sempre levantar bandeiras de reclamações e nesse caso não vai ter como ser diferente.
Mas me atenho a nota que você deu ao filme, uma nota 3 em 10 considero como dilme ruim, talvez não espelhe a qualidade do filme, já que os dois críticos desse mesmo site deram notas 5 e 7, ou seja um filme mediano. Me pergunto o quanto a sua crença (ou se preferir, não-crença) na vida após a morte interferiu no seu julgamento sobre o filme, o interessante seria que fosse o mais imparcial possível.
Me desculpe mas não levaria sua crítica muito em consideração para escolher um filme para assistir, deu nota 6 para o ótimo Invictus, nota 5 para o pelo menos interessante Nine e nota 8, para o até que bom mas não tanto assim Guerra ao Terror.
#Fail pra você que escreveu a crítica. Falta de informação, abuso de sabedoria e um clichê cometido em sua escrita, pois costuma sempre alfinetar o diretor. Procure se informar sobre o real processo de produção de um filme antes de querer expor sua opinião amadora de quem finge que entende.
Bem, não se trata de uma discussão reigiosa/filosófica/doutrinária, mas quando vejo que uma das críticas mais ferozes ao “Livro de Eli” foi justamente o seu caráter cristão, por que não fazer o mesmo aqui? Estranho… muito estranho “tirar o corpo”. O filme é como o livro: pura ficção, e deve ser tratado como tal. Afinal, crer que, depois da vida, nossa alma leve lembranças (alguém já ouviu falar que uma pancada forte na cabeça pode apagar, momentaneamente, lembranças… na mente?) é completamente absurdo! As memórias ficam no cérebro, garotada! Voltando para o livro: ônibus que voa numa cidade espiritual… hehehe!! Começa por aí, até vermos a lanhouse do além-mundo do trailer. Patético.
Eu não cheguei a ver as críticas ao Livro de Eli, mas acho que críticas quanto ao caráter cristão do filme acabam sendo relevantes perto do seu conteúdo ultra-violento, e foi isso que não me agradou no filme e não sua “mensagem” cristã.
Não sigo nenhuma dessas filosofias que chamamos de “religião”, porque religião em seu radical do latim significar algo como religar, logo se a idéia é se religar a alguma coisa, creio que possam ser utilizadas várias outras maneiras que não as chamadas “religiões”. Até por isso que vou tentar ser o mais isento possível quando escrever o comentário.
Eu concordo contigo que o filme deveria ser tratado como ficção, mas olhando bem para o restante da sua resposta, você não tratou assim, e o Vinicius me passa a impressão que também não fez isso, e acabou colocando as suas crenças no julgamento sobre o filme, o Thiago Siqueira me pareceu muito mais imparcial em sua crítica.
Tá certo que essa realidade retratada no filme é tida como verdade para muitas pessoas, mas pensando somente no aspecto do roteiro, o filme tem uma história fantástica, tal qual vários filmes como Mágico de Oz, Blade Runnere etc, e isso já basta, pelo menos para mim, para não torná-lo ruim.
Ridículo este seu comentário César. Pode ser pura ficção para você assim como é para o crítico. Você consegue escrever cada sentença sem o mínimo senso. Patético seu comentário.
Em primeiro lugar, a crítica é sobre o filme, e nao sobre a doutrina espirita…
e se você nao acredita, ao menos poderia respeitar, para poder ser respeitado!
e quanto a isso:
“Afinal, crer que, depois da vida, nossa alma leve lembranças (alguém já ouviu falar que uma pancada forte na cabeça pode apagar, momentaneamente, lembranças… na mente?) é completamente absurdo! As memórias ficam no cérebro, garotada! ”
sua ignorância é tão grande, que não vale a pena debater com você, e antes de expor esse tipo de opinião, seria interessante se informar, pq o patético acaba sendo você…
Via ser ignorante assim lá na china!! Onde você está ! Em que século! Quanta limitação!!!!
Quem se fixa em uma cor não consegue ver o arco iris . Visões pobres, miopes. Limitar a vida aum ógão camado vérebro é pequeno demais.
Phillip Glass??? Porra, gastaram todo o orçamento em direitos da trilha então, ora.
@César
Cada um acredita no que pode não é mesmo? Passar bem.
Achei a melhor de todas a tua crítica Vínicius, pois não se baseou na doutrina que mostra o filme mas o filme em si, gostar de um filme so pq fala da doutrina que vc acredita chega a ser fanatismo como vi na maioria dos comentários aqui, seja o tema que for de qualquer filme não se deve misturar a religião que vc acredita com se o filme é bom ou não como estão fazendo os espíritas que so pq o filme é espírita ele tem que ser bom. Acho que quem deve julgar com imparcialidade mesmo são os espíritas. E realmente o filme é tedioso.
Acho saudável essa troca de opiniões sobre o filme Nosso Lar. E não poderia ser diferente, já que é baseado em uma obra da Doutrina Espírita, portanto um ‘prato cheio’ para criticas e até ironias, principalmente por parte de quem não acredita em um dos pilares da doustrina: a vida após a morte. Se o crítico não teve e isenção necessária para avaliar o filme, foi uma pena. Para espíritas e simpatizantes que estão assistindo ao filme fica bem claro que o roteirista respeitou a essência do livro e nos deu um presente, uma oportunidade de se sairmos renovados da sala de cinema.
Maitê, o Espiritismo é a religião com menos fanáticos, o que vc disse não tem fundamento,a doutrina é totalmente conta ao fanatismo, não fale do que vc não conhece.
Roupas brancas igia comercial de sabão em pó? vc deve estar com problema de vista, e os ternos pretos que muitos usavam?E os vestidos coloridos usados pelas mulheres?
Realmemente pensei que o filme teria muitos dialogos, como o livro, mas é muitos menos, o livro é muito mais explicativo e detalhista, quem quiser saber mais como a cidade funciona deve ler o livro.
Realmente foi uma adaptação pois muita coisa foi mudada com a intenção de deixar mais agil.
O filme é muito bem feito, trilha maravilhosa (isso que falta no cinema brasileiro), a história emociona.
Fanatismo é “Paixão cega que leva alguém a excessos em favor de uma religião, doutrina, partido etc”.Dedicação excessiva.Cegueira. Então são fanáticos os espíritas que so porque Nosso Lar é um filme espírita não admitem que foi um filme ruim ou não admitem críticas a respeito do filme e isso vi pela maioria dos comentários postado aqui e em outros lugares que se revoltaram so pq a maioria dos críticos de cinema classificaram o filme como ruim.
Sou catolico e estudo o espiritismo, o filme é bom por elevar o cinema nacional a um nivel acima, fugindo dos ja esgotagos filmes de favela, uma super produção por nivel nacional, com certeza sera um divisor de aguas, basta buscar por #nossolar no twitter e dificilmente vc vera uma critica negativa, abraços.
Não acredito que vale a pena fazermos críticas as críticas dos críticos.
Ele analisa o filme em si, esmiuça os detalhes, faz parte da sua função ver dessa forma.
Entretanto ele só vê somente um ponto preto em uma tela branca, enquanto que o filme mostra uma imensa tela branca a quem quer ver,o ponto preto fica imperceptível a quem entrevê a mensagem maravilhosa do filme.
Uma adaptação de um livro como nosso lar envolve uma responsabilidade incrível entre pessoas que sabem que cada ato tem suas responsabilidades.
Parabéns a todos os envolvidos neste filme e que fizeram o melhor tocando o coração de inúmeras pessoas que assistiram, não todas.
povo brasileiro é burro!!!!
eu ñ sei como alguem em sã conciencia gasta dinheiro com um filme desses
eu ganhei os ingressos e me arrependi de ter ido ver!
eu ñ sou fa de filmes brasileiros ( odeio os filmes de favela ) mas esse foi o pior q eu ja vi!
tomara q parem com essa mania de filmes espiritas.
falta criatividade no cinema brasileiro,
temos atores otimos mas as historias são de um nivel baixo.
quem gosta de assistir a tudo o q colocam na cara vai amar esse filme.
Procure ver outros filmes e deixe os filmes espíritas para quem tem interesse. Você não é obrigado a vê-los. Use a sua bela inteligencia e escolha melhor o que ver!!!
Fique em paz
Gente e a primeira vez que se pega um livro, e tenta se fazer um filme, aqui no Brasil não temos grandes roteristas, pelo menos, saimos um pouco dos filmes de violencia ou nudez. E um filme simples, não um filme para um levar o OSCAR, mas sim para mostrar a gente que o cinema brasileiro, consegue trazer algo novo e sem muito recursos financeiros.
Eu acho engraçado sobre isso de fanatismo religioso, cara DEUS e um so em qualquer lingua ou religião. Ou ele e diferente no Catolicismo para o Evangélicos? Ele sempre vai ser DEUS, ALA, BUDA e etc… E Sempre o mesmo Deus. Brigar por religião, so mesmo os que não tem fé em Deus, pois acha que Deus, mandou acontecer as grandes guerras do passado? Não foi o homem que fez em nome de DEUS! Mas Deus escreveu ou tem escrito em algum dos livros religiosos dessas religiões: MATE,FAÇA GUERRA, DESTRUA SEUS INIMIGOS… Desculpa, mas por causa dessas pessoas de mentem pequenas, que existem o sofrimento.
É um filme para mim bom num contexto geral. Concordo que as atuações deixaram a desejar e que por vezes não foi explicativo o suficiente e talvez tenha acabado por gerar algumas idéias erradas para quem não leu o livro, este, claramente explicativo e elucidante.
Agora, os efeitos são ótimos, e para um filme nacional me deu até orgulho de ver nosso progresso.
Foi muito fiel ao livro, e mesmo que seja fantasioso para alguns foi isso que ele se propos a tratar.
Mas o que mais importa, na minha opinião, é a mensagem de amor e caridade tratadas, algo que precisamos sempre lembrar…Enfim, alguns chamaram de auto-ajuda, que seja, se transmitir uma mensagem positiva acaba por ser satisfatório em sua idéia inicial.
Convenhamos religiosos e não religiosos que o filme é um aglomerado de erros sucessivos. O filme simplesmente é um fiasco em todos os sentidos, os atores esqueceram como atuar ou o intuito era transparecer mesmo a total falta de noção e parecer mesmo uma novela de quinta categoria? O desrespeito pelos Judeus entrando no “mundo fantástico de Nárnia”. Queria ver se os católicos colocassem em um filme os espíritas queimando no inferno espetado por um tridente de um ser chifrudo. Essa é a realidade dos católicos, mas isso não os dá direito de produzir tal imagem pois seria falta de respeito, a mesma praticada pelos espiritas pregando sua verdade usando a imagem de outras religiões.
Se todo o lucro arrecadado com essa porcaria fosse direcionado a dar moradia aos que vivem de migalhas iriam sim fazer faler os tão famosos preceitos espíritas. Essa obra é mesmo digna de uma produção da Globo. Parabéns espíritas, contribuam com a idéia de investir milhões de reais em prol de enrriquecer a mais imparcial e controladora emisora de TV que já existiu. Grandes ensinamentos esses seguidos mesmo.
E voltando para o tema “filme” não me venham argumentar que odiei o filme pois não sou espíritas, pois sou ateu, completamente contra os massacres e injustiças já aferidas pela igreja católica, mas nem por isso deixei de admirar grandes filmes cristãos dignos de premio, não esse lixo cuspido na cara da sociedade com o puro e claro fim de arrecadar dinheiro.
Desculpem por minha opinião, mas meu país é laico e tenho a expressa permição ditada pela Constituição Federal de expressar minha opinião e por que não revolta por me sentir ferido com tamanho insulto a inteligência do povo.
Em primeiro lugar: O filme “Nosso Lar” procura fielmente retratar o descrito pelo espírito André Luiz no livro de mesmo nome.
Em segundo lugar: O “poder verde” descrito na crítica acima como “brega”, simboliza a energia passada dos espíritos mais avançados para aqueles que ainda necessitem de algum auxílio, essa foi a forma que o diretor encontrou para exemplificar essa energia.
Em terceiro lugar: As vestes, além de serem as descritas no livro, creio que outra cor, devido ao local em que estão, seria meio estranho.
Observando os comentários acima, reparei em um em especial dizendo que “essa mania de filmes espíritas tem que acabar” e que “arrependeu de ter ido ver os filmes”, caro amigo, se não gosta de filmes nacionais e nem da fé espírita, passasse seus ingressos a frente.
Apenas uma correção ao amigo crítico: O nome correto é “UMBRAL” e não “UMBRA” como descrito na crítica.
Aos demais, não somente os espíritas acham que o filme é bom, ele retrata um local que é de todas as crenças (como pode-se reparar na sala do Governador de Nosso Lar, decorada com todos os síbolos religiosos existentes), apenas mudam-se os nomes.
Recomendo aos amigos que antes de escrever uma crítica dizendo que o filme é ruim, sugiro que se leia o livro.
Mary e Érixa Rosa disseram tudo! Da pra perceber que o critico não leu o livro,ficaria mais fácil a ele comentar alguma coisa. Comentar esse filme em sua fé,religiosidade ou crença em vida após a morte não é legal. Quem leu o livro e o filme deve ter gostado e pra mim é o que importa. Vou com as palavras da Érika Rosa “o roteirista respeitou a essência do livro e nos deu um presente, uma oportunidade de se sairmos renovados da sala de cinema”
Bom quanto a crítica ao filme não deveríamos levar muito a sério o comentário.Esta é apenas a opinião da mesma.E por não acreditar em vida após a morte,acho que isto foi um ponto negativo e que pesou bastante no comentário!Se pelos menos tivesse noção da doutrina,a opinião seria mais favorável!
Em primeiro lugar deve-se deixar claro que este filme não é,apesar do inegável sussesso de bilheteria,para o público em geral.É voltado especificamente para as pessoas que acreditam na fé espírita.Ele está mais para uma aula doutrinária que para entretenimento.Uma pena,pois o filme tinha um potencial gigantesco,mas optaram por segregar seu publico.
Lamentamos este tipo de discussão. Isso mostra porque o Brasil é terceiro ou quarto mundo no plano cultural.
Infelizmente acredito eu que vce misturou suas descrenças com a critica do filme, logo no começo você diz que não acredita, então evidentemente as pesadas criticas feitas ao livro e ao diretos automaticamente se explicam.
Assisti ao filme e concordo com a critica…O filme e um lixo!
Então quer dizer que para apreciar, ou criticar, esse filme eu tenho que, necessariamente, ser espírita? Isso é um absurdo.
Em todos os fóruns e blogs sobre o filme que eu li até agora, sempre tem uma galerinha dizendo que quem não gostou é porquê “não entendeu a mensagem”, “tem que ler o livro antes” ou, a pior de todas “não é evoluído”. Tenham santa paciência!
Hollywood já fez dezenas de filmes com temática cristã, sendo que uns são péssimos e outros, ótimos. E não tem nada a ver com a crença de quem assiste, mas com QUALIDADE CINEMATOGRÁFICA. Então, agora, qualquer filme que tenha mensagem de paz é ótimo?!
Aliás, querem ler uma excelente crítica sobre o filme, e totalmente isenta de qualquer ranço religioso? Leiam:
http://www.cinema.com.br/filmes/nosso-lar.html
Quero resumir, e quem sabe vai me entender….
O Filme Nosso Lar, é para quem tem “Olhos de ver” e “Ouvidos de Ouvir”.
Não podemos exigir inteligência espiritual para quem vive ainda tão ligados a matéria, e ainda não consegue capturar as mensagens sublimes transmitidas no filme. Não há sintonia espiritual, por tanto, não a percepção. O que é uma pena para Eles.
A necessidade desses conhecimentos que o filme tenta transmitir um dia será cobrado desses que hoje criticam, muitos até de forma defamatória e infeliz.
Paz a todos
Parece que eu falei grego…