No final de “O Grande Truque”, há um discurso do personagem vivido por Hugh Jackman naquele filme no qual é falado que o papel da arte é tirar o ser humano de um mundo prosaico e levá-lo a acreditar em algo além da mediocridade. De certo modo, Christopher Nolan continua o discurso daquele longa neste maravilhoso “A Origem”, desta vez lidando com a temática dos sonhos de um modo bem diferente de interpretações anteriores.
Trabalhando com um roteiro de sua própria autoria, e que encontra ecos em toda a sua filmografia, o cineasta nos apresenta a seu personagem principal, Don Cobb (Leonardo DiCaprio), um ladrão profissional especializado em subtrair segredos industriais diretamente do subconsciente das suas vítimas, por meio dos sonhos.
Cobb e seu parceiro, Arthur (Joseph Gordon-Levitt), são contratados pelo misterioso Saito (Ken Watanabe) para realizar um serviço diferente do que estão habituados e, teoricamente, quase impossível: inserir uma ideia no subconsciente do bilionário Robert Fischer (Cillian Murphy).
Trabalhando com uma equipe bem eclética, que conta ainda com a arquiteta Ariadne (Ellen Page), o químico Yusuf (Dileep Rao) e o “falsificador” Eames (Tom Hardy), Cobb esconde de seus companheiros um segredo potencialmente letal, algo que remete a uma tragédia envolvendo sua esposa, Mal (Marion Cotillard).
Evito falar o máximo possível dos pormenores da trama, pois esta é um intrincado labirinto que se desenvolve de forma fabulosa frente ao espectador. Seria um absurdo revelar qualquer informação que estragasse a experiência de conferir o desenrolar da narrativa. Nolan fez algo raro para os realizadores contemporâneos (de qualquer arte), que é confiar na inteligência de seu público, acreditando que este é capaz de compreender uma obra que não tenta se explicar a cada dez minutos.
Não que o filme queira deixar o espectador perdido, longe disso, mas as respostas e pistas apresentadas surgem de maneira orgânica, dentro da própria história. Conceitos interessantes são abordados de forma econômica e precisa pelo cineasta, deixando que a audiência resolva certos mistérios apresentados, participando de forma ativa da película, principalmente de seu final que, de maneira brilhante, deixa margem para diversas interpretações.
Do ponto de vista técnico, o longa é virtualmente perfeito. Lidando com diversos níveis de realidade, seria fácil para o espectador se perder durante a fita. Nesse sentido, aparece a genialidade de Nolan e a competência e dedicação do montador Lee Smith, que conseguem tornar a narrativa do filme não apenas compreensível, como também irresistível.
Elogiar o trabalho do cinematógrafo Wally Pfeister seria redundante. Nolan, Pfeister, o veterano desenhista de produção Guy Hendrix Dyas e a equipe de efeitos especiais da película a transformam em um verdadeiro banquete para os olhos dos espectadores. Cada objeto de cena, cada enquadramento e todas as sequências que envolvem efeitos, sejam estes práticos ou digitais, tem a sua razão de existir, sempre servindo à história.
Exemplo disto é a cena do café, na qual Nolan realiza uma série de explosões de um modo tão diferente e criativo que torna mágica a destruição daquele sonho. Aliás, todos os momentos em câmera lenta são tão bem retratados e encaixados na narrativa de maneira tão orgânica que fica difícil imaginar diretores utilizando tal recurso de maneira indiscriminada a partir de agora.
Possibilidades de paradoxos e da distorção da realidade onírica por elementos internos e externos também são muito bem retratados, embora possam frustrar aqueles que esperavam algo mais psicodélico. Mas tal restrição faz sentido dentro da lógica da produção, pois o próprio filme deixa claro que o excesso de elementos estranhos à realidade faria a vítima e seu subconsciente perceberem a presença de elementos estranhos. Uma entrega de Nolan ao bizarro e ao estranho fugiria completamente da proposta do filme e até da própria filmografia do cineasta.
As diversas cenas de ação também se aproveitam do cenário mental da produção e resultam em sequências inovadoras, relevantes e memoráveis, com a luta em gravidade zero protagonizada por Arthur e a perseguição automobilística no começo do segundo ato merecendo um destaque à parte. Devo ressaltar ainda a fantástica trilha sonora de Hans Zimmer que, além de estabelecer o clima para as cenas de ação, consegue ainda aumentar a tensão presente em momentos que já seriam tensos por natureza.
Nolan novamente reúne um elenco estelar, que ainda ganha o reforço de veteranos como Pete Postlehwaite, Tom Berenger e Michael Caine, ator que já virou figura carimbada nos trabalhos do diretor. Mesmo com tantos talentos reunidos no mesmo trabalho, fica difícil citar destaques, pois estão todos uniformemente perfeitos em seus papéis.
DiCaprio surge em cena como um homem competente, mas fragilizado. Tal fragilidade não surge não apenas como efeito colateral de seu ofício, mas principalmente por suas experiências pessoais. Cobb, aliás, possui conflitos e inseguranças bastante similares aos sofridos por Teddy, personagem vivido pelo ator em “Ilha do Medo” e seria fácil para ele apenas repetir a seu desempenho naquele trabalho, mas ele resolve ir além e transforma Cobb em uma figura completamente tridimensional.
Marion Cotillard também surge honrando sua a missão de retratar em cena uma clássica e sedutora femme fatale que é, ao mesmo tempo, uma tentação, uma ameaça e um objetivo para Cobb. Mal é mostrada de maneira menos profunda, se assemelhando mais a um arquétipo, algo que não é nenhum demérito para Cotillard ou para o roteiro, acreditem. Há ainda uma brincadeira no filme, que faz uma menção ao papel mais famoso da atriz, em um easter egg fabuloso para os apaixonados por cinema.
Os demais personagens podem não ser tão desenvolvidos, mas não deixam de ser interessantes. Joseph Gordon-Levitt e Ellen Page, além de dividirem uma ótima cena, possuem uma excelente química com DiCaprio, sendo os laços mais constantes de Cobb durante a trama. Page, em especial, divide dois momentos fabulosos com o protagonista. Tom Hardy transforma seu Eames em um adorável canalha e Ken Watanabe surge soberbo como o misterioso Saito. Cillian Murphy aparece um tanto quanto passivo durante boa parte do filme, mas tem seu momento ao sol durante o terceiro ato da produção.
Christopher Nolan segue sem erros em sua carreira como cineasta e “A Origem” deve ser lembrado não apenas como um dos melhores filmes de 2010, mas também como um dos blockbusters mais inteligentes e originais da história do cinema. Não seríamos nós intrusos nos sonhos dos diretores, roteiristas e produtores? Há um pouco de Don Cobb em cada cinéfilo, principalmente quando a nossa realidade se torna menos atraente que a ficção. Recomendado.



























41 Comentários
O Melhor crítico de cinema que eu já vi: Thiago Siqueira.
Parabéns Siqueira!
Falou tudo sobre o filme, sem spoilers e com a genialidade de sempre!
Crítica Fabulosa, de um filme Espetacular e Arrebatador!
Que filmaço! E que crítica hein Sicas! 10 estrelas pra vc. E claro: 10 estrelas para A ORIGEM. Filmaço! Filmaço! Filmaçoooooooo! Muito mais que recomendado!
O Melhor crítico de cinema que eu já vi: Thiago Siqueira.[2]
Palmas Siqueira. Palmas. Tanto para você quanto para o espetáculo que é A Origem
Oi Sicas!
Eu adoro vc e concordo com a maioria das suas críticas.
Se me permite uma observação, faça uma revisão dos seus textos, não só na ortografia, mas na própria estrutura textual.
As vezes os “probleminhas” de português não deixam o texto transmitir a intenção real do autor.
Beijocas.
Disse tudo: “…um dos blockbusters mais inteligentes e originais da história do cinema.”
Esse, Siqueira, vai valer ser meu primeiro blu-ray. Quando for pedir o seu me avisa, vou pedir um também, dividiremos o frete, hehehe.
De acordo. Totalmente. Que texto sublime, ia fazer um no meu blog pra escrever no meu ponto de vista, mas ele já tá todo aí.
Mais uma ótima crítica. (e qual não é ?)
Pablo Villaça e Thiago Siqueira são, talvez, os críticos mais honestos e confiáveis que se têm hoje.
A crítica do Thiago Siqueira é, mais uma vez, impecável! O crítico em que mais confio atualmente!
Concordo plenamente contigo, Sicas. Vi hoje o filme e já estou ansioso por revê-lo, para compreender uns momentos em que fiquei um pouco confuso. É um filmaço! Mas não sei se eu daria 10 estrelas, talvez 9.
Ótima crítica, ótimo filme! O Melhor crítico de cinema que eu já vi: Thiago Siqueira.[3]
Mas não concordo com o 10 a princípio, talvez eu devesse rever o filme pra confirmar. A trama é ótima, mas alguns momentos me pareceram arrastados. Foram quase três horas e mesmo gostando do filme, comecei a ficar cansada de não chegar o final (que foi uma ótima brincadeira, deixando interpretações). Comparo isso a outro filme longo, “O Curioso Caso de Benjamim Button”, que tem uma narrativa mais “lenta” e mesmo assim, não me senti esperando logo pelo fim. Mas não tiro os méritos de “A Origem”, o filme é excelente. Gosto de filmes que não menospreze a inteligência de quem assiste.
O Melhor crítico de cinema que eu já vi: Thiago Siqueira.[3]
O filme é realmente impecável a primeira vista e eu não posso deixar de mencionar o quão feliz estou por ter ido ao cinema hoje!
filme absoluto!
Dá 10 Siqueira!!! Até que enfim,esse Nohlan é mesmo foda.A Origem me fez pensar como no Cavaleiro das Trevas, tentando procurar um erro, Tentando entender a Obra-prima que acabei de ver! In Siqueira I Trust!
thiago vc e nota dez queando o assunto é critica velho continua assim nao da bola para os mal humorados nao flw?
ps. leio tds as suas criticas
Siqueira, ultimamente só me presto a ver um filme depois de ler suas fabulosas críticas.
Parabéns.
Uma das melhores críticas que eu já li.sério.
Thiago Siqueira está se tornando um nome de referência,meus amigos assistiram o filme por causa da sua crítica.
Boa crítica, parabéns.
=)
O melhor filme de 2010 sem dúvida nenhuma.
Quem é apaixonado por cinema não pode deixar de assistir.
Sem dúvida nenhuma “A Origem” é o melhor filme de 2010.
Novamente Christopher Nolan nos surpreende com um dos roteiros mais interessantes já visto na história do cinema.
Destaque para a belíssima interpretação de Ellen Page.
O Melhor crítico de cinema que eu já vi: Thiago Siqueira.
Muito bom o filme !
Até agora é o melhor filme de 2010.
Sempre quis deixar minha opiniao neste site.
Isso quase aconteceu por duas vezes,a primeira
para desabafar sobre a decepçao de assistir
a Furia de Titans que pra mim foi o pior filme
desse ano e segunda para ir em defesa de A Hora
do Pesadelo que em minha opiniao nao merecia as
pessimas criticas que recebeu…
Mas agora nao pude deixar de me expressar.A primeira
vez que vi o trailer de a Origem pensei…Se nao tiver
nenhum filme bom em cartaz talvez eu venha ver este fime
afina o Leonardo de Caprio ainda nao me decepcionou nenhuma
vez!Entao vieram os comentarios,100 minhoes de bilheteria
em tres dias e criticas extremamente positivas (comparado com
Cavaleiro das Treva),foi entao que a curiosidade se apossou de
mim e fui ao cinema…
Que filme!!!!!Eu nao ficava boquiaberto assim desde Matrix,
o filme eh um show!!!!
Sem duvida o melhor filme de 2010!!!
que filme bosta,e isso não é uma crítica é um livro.
Hum, que filme para voce é bom então? Crepúsculo? Aposto que voce é ´mais um adolescente tosco que não entende nada de cinema.
perto do post de vcs, o meu é apenas um pequeno incentivo pra qm ainda não assitiu A Origem, mas divulguem, pleeeease http://lililandia.posterous.com/inception
twitter: @linipink
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O filme é ótimo. Assistirei com minha namorada para travar longos debate com ela.
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= ]
A principal confiança do Nolan, não foi na capacidade intelectual do telespectador em entender ou não o filme, foi é na dificuldade que a maioria dos pessoas tem em assumir que não entendeu algo, com medo de passar atestado de burro ¬¬
Quando eu vejo um penca de gente dizendo que amou esse filme mas sem se quer conseguir dizer o porquê ( mas sem ser repetitivo, pq tudo fica sempre em torno do ” Olha o filme é muito comlexo” “Pô, é super complexo, é de uma complexidade extrema”. ¬¬. Como se complexidade dissesse alguma coisa. Conheço “n” filmes com roteiros simples e ótimos ), eu me lembro de um episódio do Chapolin Colodado, aquele do Alfaiate que criou uma roupa invisível que só as pessoas inteligente podiam ver o.0
O povo prefiria dizer que via algo invisível (o.0) pra não passar por burro.
Tô de saco cheio desses pseudo nerds metidinhos com suas teoriazinhas abobalhadas sobre esse filme chato do cacete chamado Inception.
Pro inferno, não gostei desse filme mesmo.
Filme longo e chato do caramba.
A principal confiança do Nolan, não foi na capacidade intelectual do telespectador em entender ou não o filme, foi é na dificuldade que a maioria dos pessoas tem em assumir que não entendeu algo, com medo de passar atestado de burro ¬¬
Quando eu vejo um penca de gente dizendo que amou esse filme mas sem se quer conseguir dizer o porquê ( mas sem ser repetitivo, pq tudo fica sempre em torno do ” Olha o filme é muito comlexo” “Pô, é super complexo, é de uma complexidade extrema”. ¬¬. Como se complexidade dissesse alguma coisa. Conheço “n” filmes com roteiros simples e ótimos ), eu me lembro de um episódio do Chapolin Colodado, aquele do Alfaiate que criou uma roupa invisível que só as pessoas inteligente podiam ver o.0
O povo prefiria dizer que via algo invisível (o.0) pra não passar por burro.
Tô de saco cheio desses pseudo nerds metidinhos com suas teoriazinhas abobalhadas sobre esse filme chato do cacete chamado Inception.
Pro inferno, não gostei desse filme mesmo.
Filme longo e chato do caramba..,
A principal confiança do Nolan, não foi na capacidade intelectual do telespectador em entender ou não o filme, foi é na dificuldade que a maioria dos pessoas tem em assumir que não entendeu algo, com medo de passar atestado de burro ¬¬ Quando eu vejo um penca de gente dizendo que amou esse filme mas sem se quer conseguir dizer o porquê ( mas sem ser repetitivo, pq tudo fica sempre em torno do ” Olha o filme é muito comlexo” “Pô, é super complexo, é de uma complexidade extrema”. ¬¬. Como se complexidade dissesse alguma coisa. Conheço “n” filmes com roteiros simples e ótimos ), eu me lembro de um episódio do Chapolin Colodado, aquele do Alfaiate que criou uma roupa invisível que só as pessoas inteligente podiam ver o.0 O povo prefiria dizer que via algo invisível (o.0) pra não passar por burro. Tô de saco cheio desses pseudo nerds metidinhos com suas teoriazinhas abobalhadas sobre esse filme chato do cacete chamado Inception. Pro inferno, não gostei desse filme mesmo. Filme longo e chato do caramba./
Resumindo: Você é uma adolescente burrinha, com poucos neurônios, que não consegue gostar de um filme um pouco mais complexo, que obviamente está muito além da sua pequena capacidade intelectual infantil, fofa. =)
Resumindo: Vc é um gordinho virgem nolete pseudo nerd.
Que acha que só porque gostou dessa bosta de filme é a pessoa mais fuderosamente inteligente do mundo. Eu disse ACHA, fofo.
O FILME FOI ESPETACULAR!!!!!!!!!!!!!!
HISTORIA IMPRESSIONANTE!
MELHOR OBRA DO NOLAN
Valeu Siqueira!
Como sempre,excelente crítica.
Até agora o melhor filme do ano!
Meu irmão estava vendo aberturas antigas de novelas,quando me chamou pra ver a última cena da abertura da novela Renascer…parece q o Nolan tambem assiste novela,kkkkkkk
Tá aê o link do video no youtube http://www.youtube.com/watch?v=ImJOmhYsVhM,é a cena da cidade,no final da abertura.
O filme é grandioso! Espetacular!
A crítica está excelente, Siqueira.
Dá 10 Siqueira! rsrsr
Melhor filme de 2010! Fato!
minha nossa o filme eh o saco!!!! concordo com a Sofia. M
Corroboro os pensamentos da Sofia M e do Levi.
Não vi nada demais.
Só uma trama intrincada, sem explicações coerentes nem objetivo definido.
Nem sempre (aliás quase nunca) uma idéia ininteligível, que tem nesta “complexidade” seu único trunfo vale a pena ser considerada
Como é que um filme, que a grande maioria dos especatadores cita o verbo ” rever” para assimilar os detalhes, pode ser considerado obra prima? A mensagem não pode ser compreendida vendo-se a película uma única vez?
Aliás, a propósito, que mensagem o genial Diretor pretendeu transmitir? Qual a revolução de pensamento este filme traz? Tudo é -ou pode ser – uma ilusão ou sonho? Estamos presos e há uma verdade superior que nos é totalmente desconhecida?
Bem, então não há nada de novo sob o sol. Platão já falou sobre isso na Alegoria da Caverna. E na verdade, não há, que me recorde, qualquer insinuação na película que esta situação se aplicasse a toda humanidade ou coisa parecida.
Pra mim o filme é confuso, prolixo e indefinido.
Isso me lembrou um texto que li recentemente do Mário Quintana (deve ser por demais impróprio citar um poeta brasileiro ao falar sob um blockbuster americano). Trata de uma crise de expressão, mas acredito que o mesmo se aplica à perfeição em se tratando de filmes.
p.s A crítica foi boa, o filme é que me parece ruim.
CLAREIRAS
Se um autor faz você voltar atrás na leitura, seja de um período ou de uma simples frase, não o julgue profundo demais, não fique complexado: o inferior é ele.
A atual crise de expressão, que tanto vem alarmando a velha-guarda que morre mas não se entrega, não deve ser propriamente de expressão, mas de pensamento. Como é que pode escrever certo quem não sabe ao certo o que procura dizer?
Em meio à intrincada selva selvaggia de nossa literatura encontram-se às vezes, no entanto, repousantes clareiras. E clareira pertence à mesma família etimológica de clareza… Que o leitor me desculpe umas considerações tão óbvias. É que eu desejava agradecer, o quanto antes, o alerta repouso que me proporcionaram três livros que li na última semana: Rio 1900 de Brito Broca, Fronteira, de Moysés Vellinho e Alguns Estudos, de Carlos Dante de Moraes.
Porque, ao ler alguém que consegue expressar-se com toda a limpidez, nem sentimos que estamos lendo um livro: é como se o estivéssemos pensando.
E, como também estive a folhear o velho Pascall, na edição Globo, encontrei providencialmente em meu apoio estas palavras, à pág. 23 dos Pensamentos:
“Quando deparamos com o estilo natural, ficamos pasmados e encantados, como se esperássemos ver um autor e encontrássemos um homem”.
Mario Quintana – A vaca e o hipogrifo
Pra quem achou o filme chato.
LOnge de ser pretensioso e achar que posso influir em alguma coisa, só queria dizer que é direito do espectador amar ou odiar os filmes que lhe são apresentados. Mas a Sofia cai na própria crítica, faltou dizer as razões de odiar o filme, se não não faz sentido criticar os que não sabem por que gostam. Dizer que o filme é chato sem se eplicar é tão inteligente como dizer que ele é ótimo sem entender.
SE Hoje vivessemos numa Matrix,Nolan Seria O Arquiteto,filme Brilhante
NOTA 10/10
O nome do quimico no início da critíca está errado. É Yusuf e não Yusef! Valeeu! O filme é perfeito e bem feito.
Falou muito bem Thiago Siqueira, o filme é de outro mundo, para falar a verdade, esse é o primeiro filme,que para analisar não precisa somente do diretor,roteiro ou os atores, mais sim do entendimento ou conhecimento do publico, ja vi alguns dizerem que o filme não deu certo pois é muito complexo, outros dizer que foi show pelos efeitos especiais, mais você é o único ate agora que mostrou além disso, dessa forma eu digo meus parabéns.
Christopher Nolan mostrou mais uma vez que sabe fazer filmes de ação,mais o que me chamou mais atenção foi o drama e emoção que Leonardo DiCaprio e Marion Cotillard passarão. Devo dizer que não gostei muito no inicio a atuação do Leonardo DiCaprio, mais quando Marion Cotillard entra começo a entender o estilo proposto pelo pelo mesmo.
Dessa forma posso dizer que é um dos melhores filmes, não do ano mais de todos os tempos,Ação e drama para todos os gostos.Abraço.
Melhor filme de todos os tempos!
Melhor roteiro disparado (e ainda perdeu o Oscar nessa categoria para “O Discurso do Rei”), não entendo até agora.
Nota 1000 / 1000