Críticas   quinta-feira, 05 de agosto de 2010

A Origem (2010): não é todo dia que se assiste a um filme assim

Conduzido com mãos cirúrgicas e um olhar operístico por Christopher Nolan, o longa é muito mais do que um blockbuster barulhento, é uma mostra da capacidade que o cinema tem de nos manipular por meio de imagens e sons e nos jogar sem pena em uma trama complexa e explosiva.

Não é todo dia que se assiste a um filme como “A Origem”, novo trabalho do atual Midas hollywoodiano Christopher Nolan (papel que já coube a gente tão díspare quanto Steven Spielberg, Oliver Stone, M. Night Shyamalan, Peter Jackson etc). Blockbuster barulhento com um elenco estelar, uma produção milionária, cenas de ação acachapantes e um marketing pesadíssimo, o longa já nasce com status de cult e assento garantido entre as produções que ganham uma aura clássica com o passar do tempo. Daqui a alguns anos, “A Origem” estará para o cinema de hoje assim como “Blade Runner” e “Matrix” estão para o dos anos 1980 e 1990, respectivamente.

Exageros a parte, uma coisa é certa: este é o filme que definirá a carreira de Nolan. Diretor que despontou com produções independentes (os ótimos “Amnésia” e “Insônia”), Nolan abraçou o sistema e a indústria e, ainda assim, conseguiu imprimir uma marca em filmes inteligentes e muito acima da média. Redefiniu para o cinema um dos personagens mais icônicos da cultura pop, ninguém menos que Batman (no correto “Batman Begins” e no surpreendente “Batman – O Cavaleiro das Trevas”), e sempre apostou em roteiros no mínimo ousados (“O Grande Truque”), mesmo dando um verniz palatável a eles.

“A Origem” segue esse mesmo caminho, mas vai além, demonstrando o quanto Nolan é mais do que um grande diretor. Ele é, sim, um mestre em costurar tramas complexas e manipular imagens e sons em prol de histórias cheias de camadas, narrativas ou de interpretações. Mais do que um mero filme, “A Origem” é cinema em sua essência, construído por meio de uma edição absurdamente coerente e eficiente. É também a prova de que Nolan possui um olhar apuradíssimo e quase operístico para a sétima arte, seja para a composição de planos e imagens de cair o queixo, seja no modo como conduz com mãos quase cirúrgicas uma trama que poderia deixar metade da plateia confusa ou entediada.

Mas para nosso sorte, o longa é qualquer coisa menos confuso ou chato. A trama que envolve sonhos e sonhos dentro de sonhos é complexa, mas Nolan tem o talento necessário para deixá-la compreensível aos olhos do espectador. Isso tudo ainda com o bônus de não torná-la cerebral demais, apostando nos talentos de Leonardo DiCaprio – o ator mais interessante da atualidade e que dá um tom diferente a um papel bem parecido ao que ele mesmo interpretou em “Ilha do Medo” – e Marion Cotillard para dar ao filme um viés mais emocional. Os dois estão devidamente acompanhados por um elenco de peso e que embarca sem reserva no conceito da obra (Tom Hardy, Ellen Page, Cilliam Murphy, Ken Watanabe, Joseph Gordon-Levitt e até o desaparecido Tom Berenger).

O resultado é  um longa inteligente e envolvente narrado de forma magistral e em um crescendo cada vez mais raro de se ver atualmente. Sim, as explosões e as cenas de ação estão lá, nenhuma gratuita ou estendida à exaustão. Cada uma delas funciona como parte integrante de uma história que apresenta seus elementos aos poucos, em meio a uma direção de arte impressionante e uma trilha sonora ora emotiva, ora funcional de Hans Zimmer.

Mas “A Origem” não é apenas um achado narrativo ou em termos de design de produção. O filme de Nolan se destaca da multidão por ser original em várias frentes, ainda que toque em assuntos mais do que explorados pelo cinema. Os sonhos nem de longe apelam para o onírico de um David Lynch, por exemplo. O uso de câmeras lentas, a presença de um “arquiteto” e mesmo a força narrativa das cenas de ação são puro “Matrix”, mas Nolan trabalha em outra chave, menos mítica e filosófica e mais pé no chão. A importância e força da trilha sonora e o pião que acompanha o personagem de Leo nos lembram “Blade Runner”, Vangelis e um certo unicórnio de papel. Até mesmo o modo como os sonhos são manipulados e as lembranças construídas/destruídas nos traz à memória “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças”, mas o romance aqui parte da tragédia e não do lúdico.

Dessa forma, o longa de Nolan pode trazer todas essas referências na sua construção, mas ainda assim é original na forma passional como é defendido pelo cineasta e seu time. Mexendo com temas cada vez mais caros à sociedade contemporânea (os limites entre o que é e não é real; até que ponto nossas lembranças e memória podem ser manipuladas; ou como deixamos nos levar por nossos sonhos), “A Origem” foge do cenário mais comum de uma ficção científica e joga o espectador em um mundo que oscila entre o real e o imaginado de modo exemplar.

Pode não ser um longa fácil ou mesmo acessível para todos, ainda que a personagem de Ellen Page funcione como um espelho da plateia, sempre se questionando ou buscando respostas. Mas é o melhor exemplo do que o cinema atual ainda é capaz de fazer. “A Origem” é um filme que pede para ser visto novamente. E é um longa que se revê com prazer. Não é todo dia que se assiste a um filme assim. Não mesmo.

Fábio Freire
@

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A Origem (2010)

Inception - Christopher Nolan

Em um mundo onde é possível entrar na mente humana, Cobb (Leonardo DiCaprio) está entre os melhores na arte de roubar segredos valiosos do inconsciente, durante o estado de sono. Além disto ele é um fugitivo, pois está impedido de retornar aos Estados Unidos devido à morte de Mal (Marion Cotillard). Desesperado para rever seus filhos, Cobb aceita a ousada missão proposta por Saito (Ken Watanabe), um empresário japonês: entrar na mente de Richard Fischer (Cillian Murphy), o herdeiro de um império econômico, e plantar a ideia de desmembrá-lo. Para realizar este feito ele conta com a ajuda do parceiro Arthur (Joseph Gordon-Levitt), a inexperiente arquiteta de sonhos Ariadne (Ellen Page) e Eames (Tom Hardy), que consegue se disfarçar de forma precisa no mundo dos sonhos.

Roteiro: Christopher Nolan

Elenco: Leonardo DiCaprio, Joseph Gordon-Levitt, Ellen Page, Tom Hardy, Ken Watanabe, Cillian Murphy, Marion Cotillard, Michael Caine, Dileep Rao, Tom Berenger, Pete Postlethwaite, Lukas Haas, Talulah Riley, Tohoru Masamune, Taylor Geare, Claire Geare, Johnathan Geare, Yuji Okumoto, Earl Cameron, Ryan Hayward

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  • Amei o texto. Brilhante! Esse é o tipo de filme que nos faz manter o ritual de ir ao cinema. Vale cada centavo e com certeza vale assitir várias vezes.

  • Achei a comparação com “Blad Runner” e “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembranças” extremamente inteligentes. Primeiro porque “A Origem” parece ser realmente um misto desses filmes, além de ter “Matrix”, mas parte de outros pontos e de outras histórias.

    No final, “A Origem” é mesmo uma experiência cinematográfica que, como você falou, pede para ser vista novamente. Com uma montagem narrativa não-linear, o filme é complexo e inteligente, mas consegue transitar em diversos gêneros: passando pela ação, pela ficção científica e pelos dramas de seus personagens.

    Abraços!

  • jR

    Leia!

  • Muito legal a sua crítica, parabéns!
    Pesquisando sobre o filme, a sua foi a única que eu realmente gostei, as outras eu achei muito fracas ou querendo apelar para coisas sem muito sentido.
    Antes de ler a sua, também escrevi uma crítica para o filme e vi que tivemos várias opiniões em comum, muito legal isto.

    Coloquei o link da sua crítica no final da minha 😉

    Abraços

  • Isadora

    Diretor sem medo de fazer filme inteligente. Esse é o Christopher Nolan.

  • Lucas Lacerda

    Realmente quero muito ver esse filme. Christopher Nolan sempre com seu cinema inteligente, mesmo o filme sendo “comercial” pareçe surpreeder espectativas. òtima crítica, e analogias inteligentes.

  • Felipe

    Cristopher Nolan surpreende de novo e vai colecionando memoráveis filmes na sua trajetória.

    Com certeza, é um filme que valeu a ida ao cinema, que comprarei assim que chegar o BluRay às lojas porque merece ser apreciado novamente e com qualidade e que recomendo a todos para que assistam!!!

    E… ótima crítica!!! (:

  • Eduardo Sousa Lima

    Ótima crítica. Só tenho uma analíse a fazer em relação a todo mundo ou pelo menos grande maioria dizer que “Inception/A origem” é um filme difícil de se ver, achei o filme simples nas suas idéias, já que trata de sonhos pensava que ele apelaria para o lado mais fantasioso vide Matrix por exemplo, isso não desmerece o filme mas concerteza o enaltece visto que pouco se é dito não deixando o filme com ar de ficção científica, querendo nos provar que aquilo pode ser real e muito nos é mostrado como as diversas camadas dos sonhos ou realidades, isso dar espaço para nossa mente formular idéias e teorias acerca de quase todo o universo criado por Nolan. Concerteza a Origem entra em outro nível de cinema e se desfaz das amarras dos tão simplórios intelectualmente Blockbusters.

  • Pulei da cadeira quando li: “A Origem” é um filme que pede para ser visto novamente. Concordo em gênero, número e grau! Assisti ontem e vou assistir mais uma vez até pra atentar a tantos outros detalhes dos últimos e extremamente tensos momentos do filme! Parabéns pelo texto! Realmente temos uma obra-prima da década.
    Premios por favor a Marion Cotillard!

  • Se STANLEY KUBRICK estivesse vivo, com certeza ele apertaria a mão do CHRISTOPHER NOLAN, por ter criado algo onde tudo é possível, transformando o inútil em algo muito útil. OSCAR PRO NOLAN PELO MENOS NO ROTEIRO ORIGINAL JÁ.

  • Denise Cardoso

    DÁ 10, FÁBIO!

  • Lucas Lima

    filme maravilhoso, te prende do começo ao fim.

  • Inception merecia um cast!

  • Falar de um filme ruim, é fácil. Sobram adjetivos, comparações, puxões de orelha. Falar de um bom filme, é muito difícil. As palavras parecem pequenas. Por isso, Fábio, parabéns pela crítica bastante competente.

    Concordo com muito do que foi dito. A Origem, mais do que um belo roteiro, mais do que uma cenografia espetacular, mais do que uma trama primorosamente editada, é de fato o tipo de longa que, de forma natural, conseguiu desarmar todas as minhas defesas. Entrou no nível mais básico de minhas emoções e desarticulou todas elas pouco a pouco, me abandonando em um estado mental tal que “catarse” seria o mínimo para descrever. Terminado o filme, com a plateia inteira dando um grito com aquele desfecho, eu comecei a chorar. Tinha tido um orgasmo em pleno multiplex.

    Faz muito tempo que não me sinto assim dentro de um cinema. Se não me falha a memória, Clube da Luta foi o último a me deixar nesta submissão ao que é rodado na tela. Não dá para comparar os dois títulos, é claro. No entanto, é impressionante como, cada um da sua maneira, os dois te fazem voltar a acreditar no poder de uma história, te fazem crer na beleza que uma narrativa pode ter.

    E é incrível também como estes dois filmes são capazes de alimentar discussões – o que coloca ainda o longa de Nolan na inevitável comparação com Matrix. Para mim contudo há uma grande diferença aí: Matrix, pop, estilizado, apenas toca a superfície das questões da consciência, e de certa forma precisa de uma muleta, a tecnologia, para se colocar de pé; A Origem, pelo contrário, consegue sim desdobrar a reflexão e de modo brilhante, com o perdão da citação, insere suas ideias de modo perfeitamente humano, dando a entender que o que se vê em cena, ainda que ficção, é algo intrínseco a nossa condição enquanto pessoa.

    Agora, por favor, não façam como certos comentadores em sites por aí e não pensem que este meu arrebatamento pelo filme (realmente não palavra melhor para descrever minha sensação) me impeça de ver defeitos nele. Há, com certeza. Tanto de texto quanto de interpretação, e até, em determinado ponto, de andamento. Mas é inegável que A Origem é um evento de proporções épicas, uma experiência.

    Para a minha relação com o cinema, muito mais relevante que um Avatar, por exemplo. Hoje, depois de dormir, pensar, ver um monte de lixo na televisão, eu me sinto como um guri dos anos 70 que acabou de sair de uma sessão de Tubarão ou de Guerra nas Estrelas e percebe que se divertiu como há muito tempo não se divertia. E essa é uma sensação muito, muito boa.

  • Perdão, coloco novamente meu comentário pois acho que ele não foi enviado:

    Falar de um filme ruim, é fácil. Sobram adjetivos, comparações, puxões de orelha. Falar de um bom filme, é muito difícil. As palavras parecem pequenas. Por isso, Fábio, parabéns pela crítica bastante competente.

    Concordo com muito do que foi dito. A Origem, mais do que um belo roteiro, mais do que uma cenografia espetacular, mais do que uma trama primorosamente editada, é de fato o tipo de longa que, de forma natural, conseguiu desarmar todas as minhas defesas. Entrou no nível mais básico de minhas emoções e desarticulou todas elas pouco a pouco, me abandonando em um estado mental tal que “catarse” seria o mínimo para descrever. Terminado o filme, com a plateia inteira dando um grito com aquele desfecho, eu comecei a chorar. Tinha tido um orgasmo em pleno multiplex.

    Faz muito tempo que não me sinto assim dentro de um cinema. Se não me falha a memória, Clube da Luta foi o último a me deixar nesta submissão ao que é rodado na tela. Não dá para comparar os dois títulos, é claro. No entanto, é impressionante como, cada um da sua maneira, os dois te fazem voltar a acreditar no poder de uma história, te fazem crer na beleza que uma narrativa pode ter.

    E é incrível também como estes dois filmes são capazes de alimentar discussões – o que coloca ainda o longa de Nolan na inevitável comparação com Matrix. Para mim contudo há uma grande diferença aí: Matrix, pop, estilizado, apenas toca a superfície das questões da consciência, e de certa forma precisa de uma muleta, a tecnologia, para se colocar de pé; A Origem, pelo contrário, consegue sim desdobrar a reflexão e de modo brilhante, com o perdão da citação, insere suas ideias de modo perfeitamente humano, dando a entender que o que se vê em cena, ainda que ficção, é algo intrínseco a nossa condição enquanto pessoa.

    Agora, por favor, não façam como certos comentadores em sites por aí e não pensem que este meu arrebatamento pelo filme (realmente não palavra melhor para descrever minha sensação) me impeça de ver defeitos nele. Há, com certeza. Tanto de texto quanto de interpretação, e até, em determinado ponto, de andamento. Mas é inegável que A Origem é um evento de proporções épicas, uma experiência.

    Para a minha relação com o cinema, muito mais relevante que um Avatar, por exemplo. Hoje, depois de dormir, pensar, ver um monte de lixo na televisão, eu me sinto como um guri dos anos 70 que acabou de sair de uma sessão de Tubarão ou de Guerra nas Estrelas e percebe que se divertiu como há muito tempo não se divertia. E essa é uma sensação muito, muito boa.

  • Felipe

    Se alguém entendeu aquele peão rodando sem parar no fim me explique por favor. Entendi que aquilo significou a volta para um sonho e não mais para a realidade. Desculpe se estou sendo ‘burro’. Curti o filme e estou com muita vontade de ver de novo pra ver se desfaço os últimos nós em minha mente 😀

    • Lembra que no filme, ele explica que quando estava num sonho o peão não parava de rodar. Foi genial a sacada do diretor cortar antes do peão parar, se é que ele ia parar, ele perdeu força, mas isso não quer dizer, não no mundo dos sonhos. O que o diretor quis dizer foi, “PENSE, QUERIDO, TIRE SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES, ou seja, tudo pode ser real ou um sonho, só depende do seu ponto de vista, de sua interpretação. Com isso vem o estímulo para fazermos a mesma indagação de matrix, será vivemos num mundo real?

      Abrass

  • Defederico

    Felipe oq eu meus amigos entendemos sobre o peão rodando: é q se ele parace de rodar ele estaria acordado.E como ele nao parou possivelmente aquilo era um sonho, mais isso nao importa pois mesmo sendo um sonho era um final feliz para ele.

  • Sofia. M

    A principal confiança do Nolan não foi na capacidade intelectual do telespectador, foi é na dificuldade que a maioria dos pessoas tem em assumir que não entenderam algo, com medo de passar atestado de burro ¬¬ Quando eu vejo um penca de gente dizendo que amou esse filme mas sem se quer conseguir dizer o porquê ( mas sem ser repetitivo, pq tudo fica sempre em torno do ” Olha o filme é muito comlexo” “Pô, é super complexo, é de uma complexidade extrema”¬¬. Como se complexidade dissesse alguma coisa. Conheço “n” filmes com roteiros simples e ótimos ), eu me lembro de um episódio do Chapolin Colodado, aquele do Alfaiate que criou uma roupa invisível que só as pessoas inteligente podiam ver o.0 O povo prefiria dizer que via algo invisível ( oi? o.0) pra não passar por burro. Tô de saco cheio desses pseudo nerds metidinhos com suas teoriazinhas abobalhadas sobre esse filme chato do cacete chamado Inception. Pro inferno, não gostei desse filme mesmo. Filme longo e chato do caramba. Prefiro ir ver o filme do Pelé!

    *Que venham as pedradas dos CÚÚÚÚltizinhos que com certeza vão me chamar de burra, fãZINHA de Credopúsculo.

    • Uma das linhas de raciocínio apresentada no filme é o paradoxo, agora vejo 2 paradoxos no seu comentário, o primeiro é o fato de você ter criticado as pessoas que gostaram sem ter uma razão, ou no mínimo um bom motivo, mas a sua critica também foi rasa, do tipo “filme chato, parado, longo…mimimi”. O segundo paradoxo, pra alguém que tem Sofia como nome, tua sabedoria é bem limitada.
      Pouco me importa se você é fã de Crepúsculo ou não, você não gostou das pessoas com críticas superficiais, então não faça igual, ao invés de dizer que gostou de “ênes” filmes, cite algum, faça alguma análise, não seja mais uma pessoa rasa.

      Beijos, SUA LINDA.

      • Sofia. M

        Só por isso que o filme é bom? POr causa do paradoxo?..Pfff
        *Ué,a minha opinião sobre o filme comparada a dos cultizinhos chatos de plantão é bem mais clara mesmo sendo rasa.
        Pq é isso mesmo, o filme é chato, pq é muito longo e parado. Não gostei e ponto.
        A única coisa que presta nesse filme é o charmoso do Joseph Gordon-Levitt.

        • Sofia. M

          E outra coisinha…

          O que tem a ver o meu nome?

        • Não disse que o filme é bom somente por causa do paradoxo, só usei uma das vertentes que a narrativa apresenta para responder seu comentário. Se você não teve capacidade para perceber isso, consigo entender o porquê de não teres gostado do filme.

          Tens todo o direito de não gostar, só estou criticando a superficialidade da sua “crítica”, com essa sua birrinha de “filme longo, parado, chato, não gostei e ponto”, (consigo ver o rosto de uma menina entre 16 e 18 anos, no máximo, fazendo cara de brava e braços cruzados, as maçãs do rosto estão levemente coradas porque alguém está irritando ela) estás no mesmo barco da mediocridade que navegam o pseudos intelectuais, vá além desse seu discurso e seja diferente daqueles que você critica.

          Bons sonhos, “beijíssimos”.

          • Sofia. M

            Ai, Danilo, vc é tão enjoado e mala, parece um velho falando. Cheio de pose com esse negócio de “navegar no mesmo barco da mediocridade”…kkkkkkkkkkkk
            E sim, vc está me irritando…Me irrito muito fácil mesmo.
            Eu não sei o que vc quer que eu fale mais sobre esse filme podre. Mas seja lá o que vc quer, vai ficar querendo
            Eu já falei o que eu acho, mas no entanto vc acha que é birra e coisa de gente mediocre. Então, paciência.

            “Beijíssimos” pra vc tb, velho chato do caramba.

          • Sofia. M

            Qual o seu msn, Danilo?

            Quero ver se vc é tão mal quanto eu imagino que seja..rs

          • kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

            Ficou bonito, né? Será que ficou do nível dos pseudos intelectuais que você tanto odeia? Não que eu goste desse povinho, não gosto e nem odeio, apenas cago para eles.
            Pelo nível de irritação acho que acertei o seu perfil. A propósito, não sou velho, enjoado ou mala, quanto ao chato, concordo contigo. =/
            Se você não entendeu o que eu queria, não posso fazer nada, já foi falado, então paciência.

            Bom, nos vemos por aí, nas críticas da vida, ou não, foi um prazer discutir contigo.

            Beijo no rim, SUA LINDA.

            Ps: se quiser que eu te explique o filme, me add no msn. Rá, falei isso só pra te provocar. Ta, chega, acho que isso foi fail. ¬¬”

          • Se quiseres mesmo, clica no meu nome aqui nos recados, ele está lincado com meu twitter. Daí, pode pedir lá que eu te passo.

            Beijes.

  • Tania

    Gente, o lanço é assistir o filme A Origem novamente e prestar atenção nos detalhes, porque quando assistimos o filme pela primeira vez estamos mais focados em conhecer a historia como um todo. Agora que ja sabemos a historia é bom assistir novamente para entender os detalhes do filme.

  • Rafael

    Assisti o filme 2 vezes…Uma domingo (29/08), outra segunda (30/08) e verei mais uma vez provavelmente na própria segunda(30/08). Na primeira surgiu a mesma dúvida após ler vários sites, entre eles este… Filme muito bem feito, com certeza irá ganhar alguns Oscar´s, sem sombra de dúvida, ao contrário de Matrix, por ter apenas atores e não ter muita “tecnologia” envolvida, aliás ainda bem que não é tão “enigmático” quanto Matrix, que eu ainda não entendi totalmente por ter várias culturas e filosofias envolvidas… Não estou desmerecendo o filme, afinal provavelmente é o segundo melhor, só perdendo para Matrix… Entendi bem o filme, ele é auto-explicativo… Vamos finalmente ao final da Inception: ELE ESTÁ NUM SONHO SIM!!!… É tudo o que posso dizer, senão perde a GRAÇA CRIANÇAS!!! Mas, como disse o Oráculo no primeiro Matrix “O que vai fundir a sua cabeça é: se eu dissesse que você derrubaria o vaso, você o faria assim mesmo?” Então surgem OUTRAS questões: ele estava em seu próprio sonho? Quanto tempo ele ficou? Onde está a sua mulher e os filhos? Então quem é aquela mulher que ele considera a sua própria mulher em seus sonhos? E as pessoas da sua equipe, estão a seu favor ou contra ele? E quem é na verdade o empresário japonês? E a última, e talvez a pergunta mais importante, já que é um filme dinâmico: todas as perguntas para essas respotas são as mesmas durante TODO o filme ou não? E por quê? Como disse o Dr. Hannibal Lécter para a secretária lhe dar o endereço do agente Graham, para que ele pudesse dá-lo para o fada dos dentes atacar a família dele: “Responda que eu te dô um doce.” Até mais…

    • Mauricio

      Nossa que decepção! Sem querer vc traduziu bem meu comentário de baixo o mundo está perdido quer dizer que filme bom é filme tecnológico? Filme com um monte de efeitos especiais?

      “ao contrário de Matrix, por ter apenas atores ” – vc diz

      APENAS? Isso é o principal meu amigo!! Os atores! A trama! Mas hoje as pessoas não querem mais uma boa estória querem ver coisas belas. O filme tecnicamente é primoroso. O argumento do filme também é interessante. Mas o roteiro é raso que dói. O Nohlan teve uma ótima idéia pena que ficou tão preocupado com beleza que esqueceu de escrever um bom roteiro.

      Filme bom nao é filme cheio de tecnologia acorda! Nesse ponto avatar tb peca (mas gostei muito daquelas imagens em 3D grandiosas). Aliás AVATAR só não é pior que MERCENARIOS que é de vomitar (os dois bem sessão da tarde – mas isso é outra estória)

      mas voltando a ORIGEM

      vc diz:
      “aliás ainda bem que não é tão “enigmático” quanto Matrix, que eu ainda não entendi totalmente por ter várias culturas e filosofias envolvidas” – claro né em MATRIX nao ficou se fazendo filme bonito e vazio. fez-se um filme intrigante e além disso com ótimos efeitos.

      ” ainda bem que não é tão “enigmático” quanto Matrix” – vc diz

      Ainda bem né afinal hj em dia ninguem quer pensar muito não quer ver é coisa bonita.

      MATRIX é infinitamente superior nao tem nem comparação
      aff o mundo está perdido.

  • Diego

    Achei muito sem graça o filme. Espera algo realmente novo e só vi a mesma necessidade de criar cenas e tramas barulhentas(o que o cara já tinha feito no último do homem morcego). Realmente esperava gostar do filme!

    • Mauricio

      acertou na véia amigo e pior que hoje em dia engana todo mundo com efeito especial.
      Filme bom nao é filme cheio de efeitos especiais. Filme cheio de efeitos especiais é um filme bonito e só.

  • Lilica

    Acabei de sair do cinema e confesso que, depois de muito tempo, um filme conseguiu me deixar curiosa, a ponto de procurar por mais alguém que tenha feito a conexão entre o pião rodando e o desfecho do filme.
    Por certo, fico satisfeita que não estou ilhada, mas o que, de fato, me deixou curiosa é saber o desfecho do caso “Danilo e Sofia”. Será que deu liga? hahahahaha.

    • kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk kkkkkkkkkkkkkkkkk kkkkkkkkkkkkkk kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk kkkkkkk kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk kkkkkkkkkkkkkkk, cof, croft, arhghgh cof, cof [onomatopéia de uma crise de riso].

      Lilica, não não, ninguém entrou em contato comigo.

      Mas, se você quiser, Pá. (6)

      Beijo no 3º pulmão.

      • Sofia. M

        kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…Chorei de rir…huahuhauhauahuhau
        Vc tá demais, hein, Danilo?…rsrs
        Ô, eu não entrei em contato contigo, pq eu sempre me esquecia de entrar aqui.
        Tipo, eu odeio twitter e não tenho.
        Então, vai ficar dificil de eu entrar em contato com vc, caso vc não queira me dar o seu msn aqui.

  • Márcia

    Filme hiper mega chato. Perdi meu tempo.

  • Vanessa

    Nss depois de mto tempo resolvi assistir esse filme…realmente gostei de tudo do filme…apesar de até estar com mtas dúvidas na cabeça, que no entanto axo que era essa a intenção do filme. Filme mto bom msm…merece mtos prêmios !

    obs: Concordo com a Lilica…estou curiosa pra saber no que deu no caso ”DANILO E SOFIA ” kkk

    bjs

  • Mauricio

    Cara, esse mundo está perdido hoje nessa cultura de consumo fácil e acéfalo as pessoas confundem imagens bonitas, fotografia maravilhosa e efeitos especiais com filme bom. Tecnicamente o filme é primoroso. Mas deixando a parte técnica de lado é cheio de incongruências, nao é verossímel e tem um monte de lacunas simplesmente sem pé nem cabeça. Muita gente gosta e não entende nada. Não confundam filme bom com filme cheio de efeitos. Lembro antes de ler que era tão bom quanto matrix. Não chega nem aos pés engraçado é que se alguem ousar lançar uma crítica ruim metem o pau. Esse mundo tá perdido mesmo. Os caras que gostam deste filme devem ser os mesmo que gostam daquele outro (que é muito pior que a origem): os mercenários que é tão ruim que nem vale comentar. Fica todo mundo babando nos efeitos que esquecem de perceber como o filme é raso na costura da trama.

    • Leonardo

      Por favor… Especifique onde estão as ”incongruências” que você diz ter no filme. O filme não é apenas no nível de Matrix, e sim melhor que o mesmo. É triste ver que você que enxergou ”Matrix” como um bom filme, dizer que ”A Origem” é apenas um filme visual, sem conteúdo, talvez esse seja o último filme que possa ser chamado dessa maneira. Claro, ”A Origem” teve sim pequenas influências do primeiro, mas com roteiro, efeitos especiais, e atuações melhoradas (Por favor, faça tudo, menos comparar o inexpressivo Keanu Reeves com Leonardo Dicaprio, obrigado). Christopher Nolan foi completamente brilhante ao não subestimar espectador explicando ”Tim-tim por tim-tim” do filme, e ao mesmo tempo consegue deixar o filme completamente não-confuso. Matrix passa longe de ser um filme ruim, mas A Origem, é melhor… Como pode ser comprovado pelo site de cinema mais influente da internet, o IMDd. (A origem tem nota 9, e Matrix 8.7)
      rsrs, tchau.

    • Leonardo

      Ah, sem esquecer que Matrix teve sua história praticamente destruída com as duas desprezíveis e desnecessárias continuações. Essas sim foram feitas apenas com objetivos financeiros, abusando dos efeitos especias, e com histórias fracas.

      • Barracuda

        Matrix é melhor.Mesmo o Keanu sendo menos ator(ou talvez nem sendo), a história é mais original e interessante.As continuações são dispensáveis, mas o primeiro filme ficou para a história, não creio que Origem fique, ao contrário de TDK do mesmo diretor.

  • Samir

    Boa tarde a todos!

    Assisti o filme e achei muito inteligente da forma que dirigido, principalmente nessa sintonia entre imagem e som, no que refere a utilização de câmera lenta e tal para descrever a percepção temporal entre o real e o subconsciente para não falarmos especificamente de real e não real ou em sonhos somando a trilha sonora que pode de certa forma nos prender ainda mais aos acontecimentos na qual nosso cérebro até então desfrutava somente através da visão, com isso tornou ainda mais contundente a mensagem do diretor) tem uma parte no filme que para mim é um divisor de àguas na qual a moça destacada para ser o arquiteto utiliza-se de jogos de espelho, ali ficou claro o quão é complexo analisarmos eventos separadamente porque sem sombra de dúvidas todos estão interligados. Achei perspicaz a escolha de leonardo DiCaprio para fazer o protagonista pois não é a 1ª vez que ele se vê as margens de interpretar personagens com crises existenciais e tal (seu seimblante aliado a personagens como ilha do medo, o aviador entre outros, corroboram para trazer uma confusão gostosa para nós em se ele é realmente isso ou está sempre interpretando), vi os filmes batmam begins e o cavaleiro das trevas e com certeza estamos iniciando uma nova era na produção de filmes, diretores etc… onde antes o único fator preponderante era a manipulação de massa (com filmes pífios e medíocres ou tendenciosos tipo americanos mocinhos, indios, alemães ou soviéticos entre outros bandidos, ou até mesmos filmes demonstrando a ética e justiça que os países ricos tem com os pobres, que só existe coisa em cinema mesmo, pois o que seria dos ricos se não tivessem os pobres não é!), estamos vivendo no que podemos chamar de mudança de atitude, algo mais intrigante pois estão tentando transformar o que ainda tempos de real, nossos sonhos, pois a realidade já não pertence a nós, a não ser que exista uma alice no país das maravilhas dentro de cada um.

    abraços!

    Arcantos.

  • Teoria de Ricarthy via cineclick UOL. Comentários sobre o filme Inception (A Origem).

    1) Cobb velho é o principal do filme, dono do sonho todo. Ele plantou a idéia na cabeça de Cobb novo, que na verdade era uma lembrança, não um sonho, mas que ele fez pensar que era um sonho. Por isso, o novo e o velho conseguiram se encontrar.

    2) Ariadne é a consciência do Cobb velho. A única pessoa sensata e esclarecida, sempre abrindo o olhos do Cobb novo. Acho que ela era o Cobb velho disfarçado. Por isso, o novo confiou nela e contou da culpa dele, quando ele mantinha tudo em segredo para os outros personagens, que eram imagens do sonho do velho. Também por isso, ela conseguiu construir aquela passagem com as portas de vidro que se quebraram, o que, na verdade, era uma lembrança dos 2 Cobbs, que Ariadne só podia conhecer porque era a consciência deles. Outra coisa: Ariadne tanto era a consciência, que o pai de Cobb disse que tinha um estudante ainda melhor, ainda mais criativa que o próprio Cobb. Isso tudo foi criado pelo Cobb velho, que era ?o melhor extrator de sonhos?, como ele mesmo se definiu no filme, lembra?

    3) O Cobb velho ia tomar o sedativo sempre, na vida real, pra poder sonhar. Lembra que o monge que cuidava dos sedados explicou que eles iam ali não para serem acordados, mas para poderem sonhar? Naquela hora, ele disse algo como ?você sabe bem disso? a Cobb novo. Isso ele disse porque era tudo um sonho já e ele estava se referindo ao Cobb velho, que frequentava aquele lugar há 50 anos, desde que a mulher se matou pra sair do sonho. E esses 50 anos foram reais e eram uma lembrança no meio do sonho, não eram 50 anos de sonho, porque não faz sentido que Cobb e Mal tenham vivido apenas 50 horas na vida real (lembra que 10 horas correspondiam a 1 semana no primeiro nível, a 2 meses no segundo e a 10anos no terceiro?). Não daria tempo para os dois filhos nascerem ? a não ser que os filhos não existam na realidade e sejam um sonho do casal, mas isso vai contradizer boa parte do meu entendimento?

    4) Por falar na mulher, outro argumento pra mostrar que era o velho que sonhava: como pode não ter nenhuma polícia atrás do Cobb novo o filme todo, se ele era acusado de ter matado a Mal? E ele até fugiu quando recebeu a passagem, lembra? Isso significa que já haviam passado 50 anos de realidade. Por isso, ele envelheceu.

    5) ?Envelheceu e decidiu plantar na lembrança do Cobb novo a idéia de que ele não tinha culpa da morte da muher, para voltar atrás, dentro do mundo das lembranças dele, ao momento em que ele deixou os filhos. A história do Fischer com o pai era só um fundo para tudo ser construído e convencer o Cobb novo a deixar a lembrança da mulher e seguir, para tentar se livrar da frustração de ter abandonado os filhos, que, na vida real, deviam ser adultos já, mas que ele nem conhecia, porque passou os 50 anos fugido e sonhando sedado.

    6) Para mim, alguns dos pontos-chave do filme são a idéia como ?o pior parasita?, o pião de Mal (que Cobb decobriu e tornou uma ilusão para si), Ariadne (instrumento para plantar a idéia no Cobb novo), o início (quando o velho pergunta de novo foi lá só para matá-lo ? esse já foi o resultado que o velho queria: a idéia plantada na cabeça do novo, que era uma lembrança, pra ele se perdoar e deixar a lembrança de Mal) e o final, quando eles acordam no avião e ninguém se fala, mas os outros olham para Cobb novo e não têm nenhuma expressão, acontecendo o mesmo no aeroporto, onde os personagens principais olham para Cobb (nessa hora, a gente vê que o sonho era do Cobb velho, e todos olham para o novo estranhando a lembrança, como ?leucócitos?, porque o novo já tinha sido baleado pelo velho, acordou e agora era um intruso no sonho do velho, que ainda estava sedado, concluindo o sonho. Eu acho que o velho vai acordar uma hora, mas isso não foi mostrado no fim do filme pra deixar a gente sem saber mesmo. O velho deve acordar porque o pião não parou de rodar. O filme não acaba na dúvida! a gente é que se apressa e pensa que o autor quer deixar a gente na dúvida! O filme acaba afirmando que é tudo um sonho mesmo! O pião não pára de rodar porque ele não vai parar mesmo! E, na hora em que Cobb novo põe o pião para rodar, ele vê que é um sonho continuando a lembrança da hora em que os filhos não olhavam para ele. Nessa hora, os 2 Cobbs estão no mesmo ?corpo? ? e por isso os ?leucócitos? estranharam. Era essa a idéia que o Cobb velho queria plantar no novo: o velho ?viveria? tudo o que se arrependia de não ter vivido, mas com a juventude do novo, ainda que só pudesse viver com os filhos em sonho, uma vez tendo se perdoado em relação à morte da mulher. E foi o que o Cobb novo propôs ao velho, lembra? E a expressão do Cobb velho não foi de tristeza, parecia que ele estava satisfeito, porque tinha conseguido o que queria!) ? eu tinha pensado em outros pontos importante, mas esqueci agora?

    Cobb era um enlouquecido pela idéia toda, um doente por causa desse ?parasita?, que nunca saiu da cabeça dele. Ele se arrependeu por ter convencido Mal a entrar na história toda e ela deve ter se matado na vida real, não só no sonho, tentando acordar. Na verdade, a cena em que Mal se mata é uma lembrança no meio do sonho.

    Enfim, o filme não deixa dúvida, apenas deixa a impressão de falta de final.

    É a minha conclusão.

  • Marcio MCT

    Bom vou ser curto pois é o que esse filme merece! Achei uma BOMBA ! Fui seco assistir (achando que seria tão bom quanto Batman), e por seguir criticas “ótimas”, perdi meu dia e meu $$$. Fato.

  • Roberto

    Revelacao da verdadeiro final de A ORIGEM “inception”.
    Vc ja se perguntou se Cobby esta sonhando ou acordado ao final do filme? Posso te garantir que ele esta acordado, que seus filhos sao reais e o totem, seu piao, cai apesar de Coby nao se importar.
    Nao acredita? Se vc acha que vai manchar a imagem e quer acreditar na sua teoria que construiu para o final do filme, nao continue lendo.
    Mas se realmente quer saber a verdade e abrir sua mente para algo maior e entender finalmente a visao do diretor, te convido a entrar nas entrelinhas da obra e intender realmente como a Insercao foi realizada.
    Como o mesmo Cobby diz a ideia a ser implamtada deve ser a mais simples e tenue possivel e quanto mais fundo se for mais provavel de a ideia vingar e de preferencia ser dada por si mesmo.
    Vamos entao a conjectura do Filme.
    Muitos pensan que cobby esta sonhando do comeco ao final do filme. Mas isto nao e verdade. Toda vez que ele gira seu toten e este para de girar, Cobby esta acordado e na realida. Todas as vezes que ele se encontra em um sonho este gira continuamente e ele usa um anel, provavelmente a alianca de seu casamento.
    Estou defindo, portanto que existi o mundo real e o dos sonhos. Contudo, qualquer um dos dois pode ser a realidade definitiva para o sujeito. como o sonho no caso das pessoas na casa De Yusef. Ou realidade como o sogro “Maico Cain”.
    Mas a grande questao esta agora, as duas realidades podem se fundir e formar uma percepcao diferente do mundo real. foi exatamente o que aconteceu com a esposa de Cooby, que apos acordar acreditava ainda estar sonhando e acabou se suicidando para tentar acordar.
    Agora sim a revelacao surprendente do filme “A complexidade de Cobby (Leonardo di Caprio)”.
    Ele ja esteve no Limbo uma Vez, antes do final do filme, com sua exposa (o mais profundo que se consegue ir no mundo dos sonhos). la ele plantou a ideia na mente de Mal, fazendo o piao girar.
    Contudo, na epoca nao imaginou que a ideia se comportaria como um virus e levaria sua esposa a se matar no mundo real, achando ainda que vivia um sonho. O que o fez se culpar desesperadamente.
    Ate aqui todo mundo conhece a historia, mas o que revelarei a seguir e o que realmente importa no filme.
    Com o suicidio da esposa, Cobby criou em se subconsiente a projecao de Mal como ele achava ser a verdade, com ela praticamente o culpando na hora do suicidio, dizendo que escreveu uma carta para o advogado dizendo que ele queria mata-la. lembren-se isto tudo acontece no subconsiente de Cobby.
    Portanto, a culpa que sentia pela morte da mulher, o fez fundir as realidades e tranportar do subconsiente para a realidade, criando para si mesmo a ideia de extradicao dos EUA, mas que nao funcinava em nenhum outro pais. Ou seja, a culpa o fez abandonar os filhos e criar uma realidade que nao existe
    (a extradicao dos estados unidos nao existe, foi criado pelo sub consiente de Cobby, mas ele acredita ser verdade, como no caso de sua exposa que acreditava estar em um sonho ainda).
    Entao a verdadeira insercao deve ser feita em Cobby e nao no Fishiler, que deveria se perdoar e esquecer a Mal para voltar para casa.
    Mas entao como implantar uma ideia no maior extrator, que sabia como se defender e manipular sonhos melhor que ninhem.
    Ai entra o papel de Maico Cain. a ideia deveria ser plantada o mais fundo possivel, tal vez nao tenham notado, mas o final dos sonhos acontece no Limbo. Nao poderia ser o sogro de cobby, pois ele notaria, neste momento entra o papel fundamental de Ariadne que vai ter a missao de plantar a ideia na mente de Cobby.
    Vamos aos fatos.
    O arquiteto inicial precisava ser retirado de cena. Portanto entra em sena Saito, que foi devidamente treinado para que Cobby nao estraisse a informacao de sua mente no comeco do filme, embora possa ser que ela nem mesmo exista. Saito tb tera de ser o responsavel por tirar Cobby do limbo no final do filme, pois ele sera a parte da realidade para que Cobby se lembre que esta em um sonho.
    Com o arquiteto eliminado, entra em cena uma nova arquiteta, Ariadne. o sogro sabia que Cobby nao podia mais projetar os sonhos, e Ariadne foi indicado por ele. Por isso ela esta sempre procurando informacoes nos sonhos e na realidade de Cobby, para que ela possa usar para implantar a ideia.
    Isto explica a aceitacao tao rapida de ariadne para entrar para o grupo.
    Agora como fazer Cobby ir tao fundo em um sonho. Claro sugerindo a ele implantar uma ideia na mente de fishiler, garantindo a anulacao da extradicao dos estados unidos. Portanto, ele estaria tao ocupado e determinado a inserir a informacao e voltar aos EUA, que nao notaria a insercao da ideia em sua mente, fato primordial para que a ideia vingasse.
    Ja a insercao da ideia na mente de fishiler, pouco importa se era verdade o ficcao. O fato e que eles precisariam ir tao fundo quanto Cooby foi (Limbo) para implantar a ideia.
    Portanto, a morte de fishiler no nivel 3 do sonho foi premeditada e notem que quem sugere a eles irem ao Limbo e Ariadne, para ai sim incerir a ideia na mente de Cooby. Que acaba aceitando como sua, tendo de esquecer a projecao que fazia de Mal e se perdoando.
    Saito como dito antes esta no limbo e Cobby o vai buscar e Saito serve como o totem para mostrar a Cobby que eles estao em um sonho. Portanto, eles se matam e acordam no aviao.
    Saito faz a ligacao para nao por em risco a ideia implantada (a ligacao foi feita literalmente para ninguem), mas Cobby acreditara que esta perdoado, passando pela imigracao.
    Portanto eis o final de fato: A verdadeira Insercao foi feita em Cobby que se perdoou. A queda do piao no final nao importa mais para Cobby, como confimado por Nolan as criancas no final estao mais velhas e usando roupas diferentes. Mas o principal mesmo e o sorriso de satisfacao de Cain no final, que indica que tudo sai como planejado.

    Entao, nao tenha mais duvidas o piao cai no final.

    Por Roberto Piovatto

    • Carlos Rodrigues

      Para: Roberto

      Meu Deus…
      A sua ideia, de que a inserção na verdade foi feita em Cobby, é perfeita!
      Eu já li vários comentários sobre o final do filme. Já vi comentários que fugiram da realidade do filme (isso tudo só para provar que estava certo).
      Mas eu admito, a sua conclusão sobre o final do filme, foi a melhor que eu já li até agora!

      Mas não queira que eu simplesmente vá acreditar na sua opinião…
      Óbvio que você apresentou todos os fatos (ocorridos no filme) que comprovam sua Tese. Mas eu tenho de lembrar que: Nolan é o tipo de Diretor que gosta de mexer com a mente humana… Seja em um filme, seja na realidade.
      Repito mais uma vez: Seu comentário, sua conclusão, etc, foram ótimos! Mas acredito que era isso que Nolan queria: Confundir a cabeça do público e levá-los a tirar suas própias conclusões…
      Além da sua conclusão, existem várias… Como podemos dizer que há um final conclusivo para o filme, se o mesmo não mostra a conclusão, fazendo com que o público tire suas conclusões?

      O que eu quero dizer é (acredito eu):

      -Nolan queria apenas confundir a cabeça de todos… Foi intencional ele não colocar uma conclusão para o filme!
      Pensemos: Se não existe conclusão do diretor, quem irá fazer?
      O Público.
      Somos bilhões, são várias conclusões, e qual delas seria a certa?
      Nenhuma!

      Não estou querendo dizer que a sua não está correta. O que quero dizer é: Você tira suas conclusões sobre o filme e ponto final. Você acredita no que você quer acreditar!

      E além do que eu acho sobre Nolan:
      Nolan queria que seu filme, se tornasse uma ideia discutível! Um filme com uma conclusão não tem discussão! Acabo e pronto! Não tem o que duvidar!
      A Origem não! Você duvida do que foi mostrado a você, e você chega a sua conclusão e acredita no que você quer!

      E quando você acha sua conclusão, você quer mostrar aos outros (que ainda não entenderam) o que você concluiu!
      Aí vem a colisão de conclusões: Quem está certo?
      E isso gera a discussão!

      É impressionante a quantidade de conclusões e opiniões que o filme gerou!

      O filme é perfeito nas suas ideias, mas eu acredito que o que realmente fez o filme ser perfeito, foi o fato dele não ter um fim conclusivo.
      Você pode perceber:
      – Todo filme que não conclui o final, é oque gera mais críticas e é o melhor dentre muitos.

      E “A Origem” é um filme que se destacou (e se destacará) na história do cinema!

      Eu só disse isso, pelo fato de você ter dito:

      “Revelação do verdadeiro final do filme A ORIGEM”

      Confesso que fiquei bastante curioso, mas ao mesmo tempo fiquei chateado. Não estou desmerecendo ninguém aqui, mas entenda que a sua conclusão pode não ser aceita por todos, pois ela não é uma verdade definitiva.

      Abraços aê, gostei bastante da sua conclusão (uma das melhores)!

      Sem raiva, blz?

    • manolocarvalho222

      Cara, não é possível, Nolan te contou isso pessoalmente???? Não sei se isso põe um fim nas minhas dúvidas ou acrescenta mais algumas, mas o fato é que sua interpretação do filme foi a mais inteligente que já li por aqui. Parabéns pelo raciocínio!

  • Daniel

    Ofilme tem bons atores e tudo mais, mas…
    Achei a história complicada, me perdi na historia do filme, tive q voltar e ver a cena e tentar entender o q tava acontecendo.

  • Barracuda

    Muito inferior a Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças que aborda tema parecido.As explicações da Lacuna fazem mais sentido de que um bando de ladraos com poderes especiais dentro dos sonhos(nunca fica claro a razao das habilidades de cada um) que saem atirando para todo lado no melhor estilo Matrix.Ilha do Medo também é mais filme.