Algumas franquias são atemporais, e seu sucesso se estende por vários anos após o lançamento do seu primeiro produto, como aconteceu com “Star Wars”, cujo primeiro filme, lançado no final da década de 70, deu origem a sequências rentáveis e a um poderoso comércio de artigos que fazem referência aos longas. Outras franquias conseguem obter relativo destaque na cultura cinematográfica, mas limitam sua influência aos anos e às gerações que acompanharam seu início.
Os três primeiros filmes da série “Premonição”, lançada em 2000, causaram arrepios nos aficionados pelo gênero, e arrecadaram mais de US$ 200 milhões nas bilheterias de todo o mundo. Com uma premissa original, de que ações mínimas podem desencadear resultados caóticos, milhares de pessoas saíram dos cinemas com a sensação de que suas vidas podiam estar por um fio, e voltaram para suas casas com cuidado redobrado ao atravessar a rua e pisar em superfícies escorregadias. A influência da franquia, porém, limitou-se aos primeiros anos deste novo século, e durou até o amadurecer cultural da sua geração adolescente de espectadores originais.
Está em cartaz nos cinemas brasileiros uma daquelas tentativas saudosistas de reviver um clássico, mesmo que o “clássico” em questão não passe de um suspense vicioso. “Premonição 4” conseguiu sim colocar a série de volta aos bates papos informais no final do trabalho ou nos intervalos das aulas, mas agora toda a franquia é alvo de críticas atrozes, que passariam despercebidas para os jovens do início da década.
O filme segue a mesma linha dos três anteriores, e acompanha a saga de um grupo de adolescentes que procura “quebrar” a ordem de mortes prevista por Nick (Bobby Campo) durante um acidente automobilístico. A Morte é um tanto esperta e dissimulada, e a trágica cronologia presumida pelos jovens pode ser facilmente modificada por um capricho sobrenatural. Então, não há muito que se fazer em 80 minutos de projeção além de esperar o extermínio dos coadjuvantes (não importa a ordem em que ele aconteça) e torcer pela salvação dos mocinhos.
Protagonistas e coadjuvantes, aliás, representam o supra-sumo do óbvio dentro das escalações para filmes do gênero. Rapazes musculosos e garotas cheias de curvas em trajes íntimos, desnecessários para as ocasiões em que aparecem, estão inseridos na trama. O negro bonzinho e complacente, a criança irritante, a recepcionista estressada e o oriental desleixado também formam o elenco secundário de personagens clássicos do cinema de horror e povoam cada minuto de “Premonição 4”.
Para quem espera por muito sangue e mortes curiosas, o filme é a oportunidade perfeita para assistir a falta de talento da equipe de efeitos visuais ou a má distribuição dos recursos financeiros (o orçamento estimado de “Premonição 4” é de US$43 milhões). Os efeitos são amadores e as mortes não convencem, fazendo o sangue parecer desnecessário, injustificado e totalmente cômico.
A sequência de deslizes que conduz até o momento das mortes é sempre irreal e forçada, e consegue irritar o espectador. Ou o roteirista Eric Bress é um azarado nato e realmente acredita em todas as coincidências que escreveu, ou quer ganhar o seu pão enganando cinéfilos de boa vontade, sedentos por um pouco menos de fantasia.
Distrair os sentidos do público com pequenos rasgos de humor e efeitos gráficos estranhos nos momentos das premonições, para compensar as falhas de uma direção nada original, até funcionaria em outra ocasião, mas em “Premonição 4” inclusive os artifícios que formam o “Plano B” são fracos e não conseguem se encaixar na trama.
“Premonição 4”, porém, não é um filme sem méritos. Sua qualidade maior está na inexplicável coragem que envolveu toda a equipe técnica. Coragem do roteirista por ousar escrever algo definitivamente ruim; do elenco de atores, por oferecer atuações sem graça para personagens igualmente insossos; do responsável pelos efeitos visuais, por conseguir tornar mais irreal o que já era inacreditável; e coragem do americano David R. Ellis, por aceitar dirigir o filme responsável por fazer milhares de fãs agradecerem alguns anos de maturidade e perceberem o quão grotesca é a franquia.



























11 Comentários
Tudo é previsivel nesse filme,não inova ,não supreende,as morte são apenas mais violentas,paqra quem nunca acompanhou ou viu anteriores pode tirar proveito dos 3D,apenas a ultima morte tem algo de diferente graças aos efeitos especiais.mais um filme despresivel.
NOTA 2
A cena da roda que deixa o autódromo já vale pelo filme inteiro.. que lixo!!!
Nem tive coragem de ler a critica, mas só de ler o titulo, subtitulo e a nota eu ja fiquei arrasado ! Eu vi esse filme no cinema e fói Ó.T.I.M.O., uma história bem bacana e que consegue te prender na cadeira. Nem tive coragem de sair pra ir ao banheiro e comprar pipoca. Muito bom o filme, sua crítica é errada, talvez nao goste do genero e diz que o filme não presta ¬¬ . Ja basta o atividade paranormal q todo mundo adoro( todos que eu conheço q foram ver, alem dos que vi pela net, em twitter e tal) e vcs aqui disseram que eram ruim. Não sabem falar bem de algum filme?
Nossa Willian.. Serio.. nao assista um filme embriagado e depois venha postar no CCR.. Concordo que Atividade Paranormal foi muito mal criticado aqui no site, mas premoniçao 4 é muito ruim!! Na moral é tao ruim como Efeito Borboleta 2 e 3.. Dino tem razao a cena da roda representa o filme todo.. um lixo!
SIMPLESMENTE PODRE ESSE FILME!
O QUE AQUILO NOS EFEITOS???
PREFIRO NEM POSTAR!
NOTA: *
HORRÍVEL!
o que da raiva é isso … vs ficam falano q o filme é ruim mais quando lançam um novo aposto q vai assistir…EX:premonição5…mais no 4 o que salva o filme é ainterpretação dos atoros e a premonição do cinema …se vcsnoa gostam vam assistir o filme glee talvez voces acham q é melhor q esse … vcs num tem gosto mesmo … essa é a melhor franquia dade 10 em jogos mortais e atividade paranormal,mas os 3 efeitos borboletas e mto bom
Que bobagem. A franquia nunca teve a pretensão de ser complexa ou inovadora. Sempre foi feita pra ser uma diversão passageira e só. Em Premonição 4 a idéia é aproximar as mortes do público, jogando coisas o tempo todo na cara do mesmo. E isso é realmente divertido, apesar de cansar em certas horas.
Mas isso não desmerece o filme. Como uma simples diversão é uma ótima pedida! Vale muito a pena conferir para sentir o 3D às últimas consequências.
A coisa que eu mais gostei no filme ? A abertura, que mostra as mortes nos filmes anteriores. Os efeitos especiais tão realmente ruins, principalmente na morto do Andy, que é jogado na grade da oficina ou whatever.
O ponto bom é como no final, sentimos que a morte foi quem enganou eles, quando Janet não morreu, e Nick empediu o incendio no shopping e tals.
Sem falar que não teve suspense nenhum. Foi uma carnificina pura e com mortes muito improvaveis :/
Ah mas que droga, esse filme é ruim e agora falam que a série toda é.
[comentário meio atrasado]
Sou fã da série “Premonição”. Simplesmente assisti e tenho todos os filmes da série (inclusive o 5º que acabou de estrear). Mas quando assisti o 4º filme, me decepcionei. Esperava mais do filme, do roteiro, e dos atores. O acidente que abre a série não ficou muito criativo. O que gostei muito foi a cena da explosão do shopping. Aquilo ali sim foi muito bem feito e bastante criativo. Confesso que me assustei e me ajustei na cadeira do cinema quando vi que era mais uma premonição. Mas nem por isso deixei de ser menos fã da série. Criei uma expectativa pelo quinto da saga e, graças à Qualle, fui atendido. “Final Destination 5″: recomendo com certeza. Vocês não vão se arrepender.
Bem, o ponto alto do filme foi a Lori (ou seja lá como se escreve o nome dela) de calcinha na primeira meia-hora do filme. As mortes fôram muito absurdas (ALERTA DE SPOILER-ALERTA DE SPOILER-ALERTA DE SPOILER, não é culpa minha se você ler)pelo amor de Deus, cinema explosivo??? Um teto desabando depois que ficou molhado??? Eu estou até agora tentando entender o que fez aquela corrente com o racista pegar fogo.
Resumindo, ficou muito forçado. Depois de “premonição 1″, eles decaíram bastante.