A comédia-terror do diretor Phil Claydon traz dois típicos losers como protagonistas da história. Fletch (James Corden) perdeu o emprego de animador infantil após maltratar uma criança, enquanto seu amigo Jimmy (Mathew Horne) sofre com mais um término de namoro. Buscando melhorar a situação em que estão, eles partem para uma viagem de aventuras e mulheres, obviamente. Eles vão parar em um vilarejo distante onde conhecem Lotte (MyAnna Buring) e logo descobrem que ali existe a lenda da vampira rainha Carmilla (Silvia Colloca) quando estranhos eventos passam a acontecer com eles e com um grupo de garotas gostosas que se isolam na mata.
Para um filme que apela para atenção do espectador desde o título, não se pode esperar mais do que um freakshow de gags e situações constrangedoras. A intenção dos realizadores é justamente transformar “Matadores de Vampiras Lésbicas” em uma paródia aos longas com temática de vampiros, homenageando também os antigos filmes B com a produção barata, exagero das situações e personagens caricatos. Sendo mais comédia do que terror, o longa é altamente vazio em termos de Cinema, assim como os últimos “Todo Mundo em Pânico”.
O roteiro assinado por Paul Hupfield e Stewart Williams motiva o fetichismo trazendo suas vampiras lésbicas, mas, talvez pela censura e preocupação com a arrecadação da bilheteria, as restringe apenas a serem objetos sedutores que, de vez em quando, trocam alguns beijinhos. Entre os protagonistas, o motor do filme é Fletch e toda a sua capacidade de ser bizarro. Aliás, os melhores momentos do filme estão com ele, principalmente quando a tenta servir omo crítica.
Então é Fletch que critica as lendas já conhecidas dos vampiros, ridiculariza a situação em que se meteram e precisa ser um grande herói para sair vivo de todo aquele engodo vampiresco. Não são momentos intensamente hilários, mas fáceis de serem digeridos e talvez nem mereçam tanta reflexão. James Corden interpreta Fletch de uma forma espontânea, sendo um bom contraponto ao apagado e sem graça Jimmy, vivido por Mathew Horne. A personagem feminina que entra para criar o romance do longa é vivida por MyAnna Buring, que até tenta, mas não consegue se sobressair nas sequências. As vampiras lésbicas acabam sendo as que mais chamam atenção, pelos rituais e sensualidade das modelos, não atrizes, que foram escolhidas para o elenco.
Em tempos em que os grandes filmes clássicos de vampiros sequer são valorizados pela nova geração que se apaixonam por produções ínfimas vampirescas, “Matadores de Vampiras Lésbicas” é para ser assistido com a certeza que não acrescentará nada além do que já foi visto em filmes de sátira. A partir deste ponto, é fácil supor e comprovar que o filme não se sustenta per si, tendo erros gritantes de continuidade e de roteiro, não dando nenhum peso especial aos personagens secundários e desfazendo-se deles sem preocupação. A direção de Phil Claydon não facilita nem o humor, muito menos as sequências de suspense, perdendo a mão ao criar enquadramentos equivocados que não dizem muita coisa e planos comuns.
É possível rir de situações constrangedoras em que os personagens são metidos ou até mesmo pelo questionamento da lógica de “Matadores de Vampiras Lésbicas”, mas não significa que é um bom filme. Ao fim da projeção, uma provável continuação intitulada “Matadores de Lobisomens Gays” é prometida e a verdade é que sempre terá espaço e público principalmente para as comédias pastelões. Os filmes que têm bom senso ou uma equipe competente à frente se tornam, no mínimo, marcantes; enquanto outros, como este, não passam de humor rápido e bobo.



























6 Comentários
Nem morta q eu vou gastar dinheiro p assistir a isto!!!Nem q fosse o único filme em cartaz…
falando em crepusculo acho q crepusculo acabou com a reputação dos vampiros filminhu tosco, de romancinho lixo, ouvi ate um comentario q vampiro de crepusculo qndo aparece na luz parece purpurilha q lixo
enquanto a esse filme eu vi ele
e tosco mais engraçado pakas
Assisti o filme e concordo totalmente com o que foi escrito acima, mais do mesmo… mas digo, é muito mais tosco e muito mais enraçado do que um todo mundo em panico… ao meu ver, vale o ingresso(se pagar meia… uhahuahua), principalmente se estiver a fim de rir de qualquer bobeira tosca que apareça na tela…. afinal, atuação tosca, piadas toscas, historia tosca e vampiras lesbicas combinados se tornam num filme BEM TRASH…
De acordo com GCDA, se for pro cinema vai ser pra rir forçado, então se é pra rir forçado, pra que gastar dinheiro?
Fique em casa mesmo…
Um dos melhores filmes que ja vi! Comédia-terror é muito baala, tri demais… o mais tri desse filme é que eles falam palavrão, coisa que nos outros filmes normalmente não acontece, amei aquela parte que o padre fala: quer me foder gordo??
uhasiuhuashuihuidhuiahsuidh
um dos melhores filmes de comédia que existe, porque eles falam palavrão… outras dublagens não tem isso.