Após um ano de hiato “True Blood” tenta juntar os cacos de sua fraca 4ª temporada e esquecer de vez historias envolvendo bruxarias, fadas, espíritos malignos e outras bobagens que desviaram o foco dos primeiros anos da série. E devo dizer que esse início de 5ª temporada foi bastante instável, com alguns bons momentos, mas que no geral não saíram da mesmice. Vale também destacar mais uma vez o canal HBO Brasil, que está passando a série simultaneamente com os Estados Unidos, dando a opção de legendas e idioma dublado, mostrando como se combate a pirataria.

Falando do primeiro episódio em si, ele retoma logo em seguida ao final do último ano, com Tara levando um tiro na cabeça e a informação de que Russel Edgington está vivo. Tara era uma personagem bem legal no início da série, mas ela foi se tornando insuportável conforme sua historia evoluía. Estava bem claro que ela ia ser transformada em vampira, o que poderia dar novos traços á personagem, deixando-a mais interessante. Infelizmente ela conseguiu ficar mais chata do que já era, o que compromete toda essa trama.

Aliás, o grande problema de “True Blood” são as tramas paralelas, completamente forçadas e desinteressantes. Sam continua chato, assim como a trama dos lobos, que não chega a lugar nenhum. O que salvou o episódio foi Jason e a volta do  Reverendo Newlin e sua disputa com Jessica (que mulher linda!). Essa relação vai ser interessante, assim como a fidelidade entre Bill e Eric. De resto, nada foi acrescentado á história.

Já o segundo episódio foi o melhor em muito tempo. Confesso que fiquei intrigado com a atuação da Autoridade e toda aquela história da Bíblia dos Vampiros e a abordagem religiosa/extremista sobre aquele mundo. Vamos ver no que vai dar essa história. O ator Chris Meloni (“Law & Order: SVU”) se encaixou bem no papel da autoridade máxima. E também continua a expectativa para a volta de Russel, um dos melhores vilões da série.

Por entregar um episódio tão bom, a decepção em relação ao terceiro foi ainda maior. Um episódio que não saiu do canto e foi um claro exemplo de filler, aqueles episódios usados para encher linguiça no meio da temporada. Fato é que, apesar de a esperança não acabar, fico cada vez mais decepcionado com “True Blood”, que já mostra falta de criatividade logo no início da temporada. Torço muito para uma melhora.

E vocês, como avaliam esse início de temporada dos vampiros da HBO?