Nas ultimas semanas, muitas séries exibiram na TV americana seus finais de temporada, os chamados season finales. As produções entram em hiato e só retornam em meados de setembro. Para abordar o maior número de séries possível, farei breves comentários sobre alguns finales que acho que merecem destaque. Também quero destacar que chegou ao fim uma das séries responsáveis pela minha entrada no mundo das produções televisivas. Me refiro a “House”, que também exibiu recentemente seu series finale. Vamos aos comentários. O texto abaixo possui spoilers.

Game of Thrones: Apesar da temporada um pouco inconstante, repetindo alguns erros da primeira temporada, o finale foi satisfatório. A produção tem grandes episódios, mas que são intercalados por outros bem arrastados, dando a impressão que a narrativa não anda. Sei que a série tenta ser fiel aos livros, mas a TV é uma mídia diferente e por isso precisa ter uma fluidez diferente da obra literária. De qualquer forma o resultado final foi positivo. E mais uma vez o grande destaque foi Peter Dinklage, que protagonizou uma cena forte e comovente. Merece prêmios.

Community: A série também oscilou um pouco, mas não deixou de ser sensacional, com o finale sendo um episódio triplo. Acho que os problemas maiores foram dos bastidores, com as brigas entre Chevy Chase e Dan Harmon, criador da série. Além disso, este último foi demitido pelo canal, o que me faz ficar preocupado com o andamento da série. Vamos ver. Destaque para o episódio de “8 bits” e aquele que traz a queda de Chang, no modelo “Missão: Impossível”.

Fringe: A produção sci-fi entregou novamente uma temporada consistente, ainda que aqui e ali tivessem alguns episódios fracos. É sempre ótimo ver a participação de Leonard Nimoy. E mais uma vez John Noble dá um show de interpretação. Será que ele será novamente ignorado pelas premiações?

Grey’s Anatomy: Já virou rotina eu ficar me perguntando o que aconteceu com “Grey’s Anatomy”. Como uma série tão boa desce a ladeira de forma vertiginosa desse jeito? A temporada foi simplesmente ridícula, com clichês muito forçados e situações dignas de novela das 7. E o finale dessa temporada apenas culminou com a mediocridade do oitavo ano. O negócio já começa complicado ao forçar mais um evento catastrófico para os personagens. O maior problema é simplesmente criar uma situação implausível. Ou será que alguém conhece uma pessoa que um ano presenciou um possível ataque à bomba, no seguinte presenciou um tiroteio, no outro teve a morte do melhor amigo, no outro um acidente aéreo…. Uma das forças da série é o leque de personagens, então não é possível que Shonda Rhimes não consiga criar uma situação dramática e real, sem a preocupação de simplesmente chocar o espectador. O outro problema, esse ainda mais vergonhoso, foi simplesmente copiar a primeira cena de “Lost”, com o personagem deitado que abre os olhos, observa as arvores ao redor e de repente é impactado pelo caos, com fogo, pessoas gritanto, etc. Nossa, fiquei com vergonha. Acho que “Greys” é um caso sem volta.

Modern Family: Os últimos episódios de “Modern Family” foram ótimos. A série retomou o fôlego da primeira temporada, apesar de ainda inferior ao ano de estreia. O que impressiona é a competência do elenco infantil, além da qualidade soberba do elenco adulto. Série sensacional.

Smash: A produção teve um ótimo primeiro ano. O grande trunfo foi a metalinguagem de mostrar em um musical como se faz um musical. Apesar de ter tropeçado em alguns episódios, “Smash” chega com força para a temporada de premiações. Espero que a qualidade seja mantida no segundo ano.

The Good Wife: Acho que de todas as séries que assisti até agora nesse ano “The Good Wife” é a única que posso afirmar que todos os episódios foram bons. Não existe na TV aberta americana uma produção tão consistente como essa. O episódio final foi simplesmenteAnálise perfeito, reunindo Martha Plimpton e Michael J. Fox no “time dos sonhos” dos vilões.

Two and a Half Men:  Ridículo e patético são adjetivos para esse ano de TAAHM. Piadas escatológicas e humor rasteiro permearam uma das piores coisa que vi em comédia em muito tempo. Essa eu parei.

House: Não é novidade para ninguém que “House” vinha no piloto automático há muito tempo. Eu mesmo pedia o fim da série, e ele veio de forma bastante digna. Gostei do desfecho para a situação envolvendo a doença de Wilson. E a virada na trama nos últimos minutos do episódio foi fiel a House e ao personagem no qual ele é inspirado, Sherlock Holmes. Gostei bastante

E aí, alguém gostou de algum finale?