Quando “Heroes” foi ao ar pela NBC em setembro de 2006, a série deu o que falar. A trama prometia trazer para a telinha uma narrativa fantástica em um mundo de super-heróis mesclando aventura e reviravoltas. Após um piloto competente e um início promissor, a produção criada por Tim Kring despencou em qualidade e virou piada no mundo televisivo. Por isso muita gente está com o pé atrás em relação a “Touch”, nova criação de Kring. Mas a série conta com um grande trunfo: o eterno Kiefer “Jack Bauer” Sutherland.
A série narra a história de Martin Bohm (Sutherland), um homem que ficou viúvo após perder a esposa nos atentados de 11 de Setembro, e seu filho Jake, de 11 anos, que manifesta sintomas do que parece ser autismo, mas que na verdade tem o dom de enxergar padrões por meio dos números e prever acontecimentos catastróficos.
A história que envolve padrões matemáticos presentes na natureza e no cotidiano das pessoas não traz nenhuma novidade, já tendo sido abordada no ótimo longa “Pi”, de Darren Aronofsky. Aqui o roteiro tenta misturar essa lógica com dramas humanos para tentar levar alguma emoção ao telespectador. E digo que nesse quesito Kring cumpriu seu primeiro desafio. A relação entre Martin e Jake nunca soa artificial e muito se deve à boa atuação de Sutherland. Méritos para o ator que tenta sair de um personagem tão marcante quanto Jack Bauer (ainda que o lembre quando solta um Damn It!). O piloto também tem momentos inspirados, como a cena do empresário que finalmente consegue visualizar as fotos da filha.
Contudo, ainda é difícil achar a historia toda crível, pois depende de muitas coincidências (afinal, tudo está interligado), mas que podem justificar apenas preguiça dos roteiristas e manipulação barata. Algumas passagens são muito forçadas, como o sujeito que quer transformar um vídeo em viral ao colocar um celular na mala de um desconhecido (por que não subir o vídeo para o Youtube então?). O piloto também tem momentos arrastados, dando a impressão de ser mais longo do que é.
Apesar de tudo, o saldo de “Touch” é positivo. Vou acompanhar mais alguns episódios para ver se a história se sustenta. Mas sempre com o pé atrás. Afinal de contas Tim Kring tem o carma de saber começar séries sem ter a competência de terminá-las. Vide “Heroes”. Alguém gostou do novo show??



























4 Comentários
Gostei do trailer, vou baixar aki pra var como é
OBS: Pra min ele sempre via ser o Jack Bouer!!!
Eu gostei bastante do piloto, mas como você mesmo destacou, esperemos que o nível se mantenha assim. A história tem potencial e o garoto é muito bom, além do Sutherland também ter se saído muito bem.
achei simplesmente estupendo esse piloto!
espero que continue assim!
Nossa, acabei de assistir touch… muito empolgante. D+, auto nível.