
Durante um bom tempo eu considerei as séries procedurais, chamadas “casos da semana”, meio que um guilty pleasure. Não achava que elas tinham muita qualidade, já que não tinham uma boa estrutura de roteiro ou direção, com arcos dramáticos rasos e personagens caricatos, além de cansar depois de tantas repetições. Tanto que em sua maioria elas passam batido em qualquer premiação de maior relevância. Mas conforme fui me apegando a determinadas produções, acabei passando a admirar mais o formato. Também é inegável que a formula faz muito sucesso nos EUA, que já aponta durante alguns anos seguidos séries que seguem essa fórmula aparecem como as mais assistidas (“C.S.I.”, “House” e mais recentemente “NCIS”). Vou listar alguns procedurais que sempre gostei e alguns que acompanho agora.
C.S.I.
Foi uma das primeiras séries que comecei a assistir, há muitos anos lá na primeira temporada. Gostava muito do personagem Grissom (interpretado por William Petersen), e depois que ele saiu perdi um pouco o interesse pela produção. O personagem de Lawrence Fishburn não me interessou, apesar da boa construção do ator, e o novo personagem principal, agora interpretado por Ted Danson, parece um clichê ambulante. Também assisti durante vários anos aos spin-offs de “C.S.I,”, e ao contrário de muita gente que assiste, sempre preferi o Miami. Talvez fosse aquele jeito canastrão do David Caruso de tirar os óculos que sempre me matou de rir.

Arquivo X
Essa é uma das minhas séries favoritas. Apesar de contar com toda a mitologia por trás da história, os episódios sempre foram sustentados por casos de semana. Acho que a série funcionou durante muito tempo (depois da 7ª temporada a coisa descamba) por causa da química de David Duchovny e Gillian Anderson, que souberam construir na relação de Mulder e Scully um caso à parte. Já os casos eram sempre interessantes e, mesmo que beirassem algumas vezes o bizarro, não eram jogados aleatoriamente na trama.
House
Essa é uma incógnita para mim, pois consigo apontar todos os defeitos da série (e são muitos). Mas mesmo assim nunca deixei de acompanhar. Acho que aqui mais uma vez o personagem consegue ser superior a toda a trama, que depois de algumas temporadas ficou cansativa. Sempre seguindo a premissa Doente – House escreve no quadro – Acha que é Lúpus – Tem uma epifania e resolve a charada, o que me interessa é a construção do personagem-título e a forma brilhante como ela é conduzida por Hugh Laurie. Esse provavelmente será o último ano de “House”.
Blue Bloods
Essa série estreou no ano passado sendo um sucesso de audiência, mesmo passando por lá nas sextas-feiras, o que é muito difícil. Mas diferente de outras produções, em “Blue Bloods” não são os personagens que se destacam, mas o próprios casos da semana. Extremamente bem construídos, mesmo que tenham um arco rápido (afinal se encerram em um episódio) eles geralmente entregam algo interessante. A série também se beneficia do ótimo ator Donnie Wahlberg.

Person of Interest
Uma das novidades do fall season, “Person of Interest” ainda está construindo seu caminho. Na minha opinião, a série ainda oscila um pouco, apesar das boas atuações de Jim Caviezel e especialmente Michael Emerson. Confesso que quando vi os promos e os nomes envolvidos na produção (J.J Abrams e Jonathan Nolan), achei que a série teria um “algo” a mais. Infelizmente, pelo menos até agora, ela se revelou “apenas” um bom procedural. Não digo que a série é ruim, longe disso! Apenas esperava mais e acho que o hype atrapalhou. Mesmo assim é uma produção competente e acho que tem futuro.
Fringe
“Fringe” se enquadra na mesma categoria de “Arquivo X” (e são muito parecidas mesmo). A série começou com uma trama principal sendo ancorada por casos semanais. Apesar de se utilizar menos dessa fórmula ultimamente, confesso que tenho saudades daqueles casos de semana sendo resolvidos por Walter, Peter e a gatíssima Olivia. Mas mesmo assim “Fringe” seguiu um rumo respeitável na construção de sua mitologia, se estabelecendo atualmente como a melhor série sci-fi dos EUA.
The Good Wife
Essa é daquelas séries que sempre digo: se você não está assistindo, está perdendo tempo. Apesar de ser procedural, onde o caso criminal começa e se encerra no mesmo episódio, “The Good Wife” conta com um elenco fortíssimo encabeçado por Julianna Margulies e tramas muito bem construídas e resolvidas, não deixando aquela sensação de pegadinha no telespectador. Por isso afirmo que, na minha opinião (“in my opinion”!), “The Good Wife” é a melhor série de TV aberta nos EUA.
Essas são as séries procedurais que me marcaram. Ainda tem algumas outras que tenho curiosidade de assistir. Alguma indicação? Quais as séries desse formato que vocês assistem?



























29 Comentários
FRINGE é minha série preferida,preciso urgentemente ver a 3a temp pra depois acompanhar a 4a.
Caro Alerson, então corre logo, porque a 3ª temporada tá bem legal, estou no terceiro episódio.
CSI às vezes me prendia na frente da tela, sobretudo no auge de sua exibição pela Record. Mostrar uma pequena parcela de inovação em uma série de “casos da semana” me deixou bastante interessado. Mas, como tu, eu parei de assistir no minuto que Gil Grissom [SPOOOOOOOILER] morreu. Arquivo X estou na 2ª temporada e é realmente, sem dúvidas, uma das grandes séries de todos tempos. E justo por ser um procedural, ela dinamifica mais ainda isso. Quanto a House, a série queridinha dos chamados pseudos-intelectuais, eu assisti um episódio e gostei, mas não me deu aquela cativada que me ocorreu com The Sopranos, a melhor série de todos os tempos. Até hoje sou motivo de piada entre a maioria de meus amigos por isso. Blue Bloods eu até me animei para assistir, mas já estava acompanhando muitas séries e não queria ficar sobrecarregado. Mas assistirei. Person of Interest é a grande surpresa do ano. Confesso que também esperava uma grandiosa série, devido ao mega elenco (J.J. Abrams, Jonathan NOLAN, MICHAEL EMERSON e Jim Caviezel). Porém mesmo assim, está me agradando muito a cada episódio. É questão de tempo até a série se firmar. Fringe não me interessa. The Good Wife é a próxima da minha lista…
Sou fã das series proceduais, se forem bem feitas, porque não?
CSI: Miami realmente é bom, mas no Las Vegas, a Marg e a Jorja me ganharam.
Supernatural pode ser considerado procedural? Por que se sim deveria tá na lista…
Supernatural acho que entra no caso de Fringe e Arquivo X, tem uma história fechada no episodio, ao mesmo tempo que tem a trama principal correndo no fundo.
House eu desisti na quarta temporada. Apesar de ter um personagem icônico, é um procedural que não tem simplesmente nada de novidade. Podem renovar elenco, fazer o que for.. não vai sair da mesma coisa. Encheu o saco, infelizmente. A série que era promissora virou um besteirol.
Person of Interest é ótima e as atuações fazem valer a pena. A nova série Revenge é um procedural que também tem seu charme, já que não se fixa somente nos casos da semana e constroi uma narrativa paralela muito maior do que o que se resolve apenas em um episódio.
Nunca tive paciência para nenhum CSI.
Essas séries são boas pra ver quando você tá de bobeira. Ultimamente tenho assistido muito Law & Order. Não tem um grande personagem, nem mesmo grandes atuações, mas é divertido. Tirando House, que tem um personagem incrível, essas séries não valem nem espaço no HD.
Um pequeno adendo: assistam ao último episódio de Person of Interest e me digam se a série continuará sendo um “caso da semana”. MUITO BOM.
Bom texto Bruno, parabéns.
Eu gosto de séries com “casos da semana”, porque mesmo que você não acompanhe semanalmente não perde tanto se deixar de ver dois episodios, já que o caso começa e termina no mesmo episodio.
Atualmente acompanho Fringe (comecei a ver por causa de um Spoiler da 4º temporada) e Law & Order: SVU.
House é legal, mas a formula já me cansou, nem o carisma do House me segura mais, se tivesse terminado há umas 2 temporadas atrás tinha terminado no topo, na minha opinião.
CSI, eu sempre assisti por causa do Grissom, um dos personagens mais legais que já vi em séries, sempre sabe de tudo, mas sem ser convencido.
E sim, gosto muito de CSI: Miami tb.
Assisto CSI desde o começo, pois sempre gostei de programas documentando como crimes reais foram esclarecidos através da ciência.
E me apeguei a “scooby-gang”, ainda que a saída do Grissom tenha me entristecido.
No geral, gosto de todos os CSIs, e também me diverto com o tira e põe de óculos do Caruso (já viram que ele só fala com alguém ficando de ladinho? – hehehe).
Mas um dos meus prediletos é NCIS – tem o lado ciência-resolve-crime, mas tem personagens bem definidos, com um entrosamento muito bom.
=)
Person of Interest me surpreendeu muito, boas idéias, excelentes atuações… Estou acompanhando e gostando bastante.
Comecei a assistir a pouco tempo Justified que tem essa coisa de “caso da semana” e eu to curtindo bastante.
São as únicas series desse tipo que to acompanhando.
The 4400 é um seriado que segue a arrumação de Fringe e Arquivo X. De início, 4400 mostra que a abdução, o retorno de pessoas e a ligação dessas com o futuro é o tema principal, enquanto que os episódios mostram casos semanais.
Alguns personagens aparecem apenas num episódio e nunca mais voltam. Outros reaparecem e acrescentam à trama. O que mais gosto dessa série, infelizmente encerrada, é que nenhum personagem se tornou (pelo menos até onde assisti) maior que o seriado em si, grande defeito que ocorreu com Heroes e acabou reservando à 1ª temporada os grandes momentos da série.
The 4400 é um seriado que segue a arrumação de Fringe e Arquivo X. De início, mostra-se que a abdução, o retorno de pessoas e a ligação dessas com o futuro é o tema principal, enquanto os episódios mostram casos semanais.
Alguns personagens nunca voltam. Outros reaparecem e acrescentam à trama. O que mais gosto no seriado, infelizmente encerrado, é que nenhum personagem se tornou (pelo até onde assisti) maior que a série em si, grande mal de Heroes e que acabou reservando à 1ª temporada os grandes momentos.
Acho que em casos da semana, as melhores são The Mentalist, e White Collar, que são séries extremamente inteligentes e bem construidas, junto com personagens carismáticos e ótimas atuações.
Acho que algumas séries acabam caindo na mesmisse por serem muitos episódios, e talvez não saberem a forma de implantar uma continuação da trama principal nos casos da semana.
putz, só eu curto “o mentalista”?
Eu nunca me interessei por series desse tipo, eu não sei o que é, simplesmente não consigo me prender. Fui pelo HYPE do Person Of Interest e não estou me decepcionando a série é bem linear e garante um boa ação. Garanto que terá bons rumos depois desse último episodio.
Sou fanática por House. Desde antes da estreia. Não acho que uma pessoa que somente acompanhe uma série possa ter fundamento suficiente para criticá-la. Primeiro que o desenrolar não é somente sobre lúpus. O que passou a ser mais uma brincadeira entre os personagens. Segundo que pra quem viu cada capitulo da serie mais de 20 vezes, nunca perdeu um episódio e sabe até os diálogos decorados (como é meu caso) sempre vei achar um significado diferente pra muitos dos atos de House que podem ter a ver com capitulos anteriores e citações anteriores. Quando vc assiste uma serie, uma vez perdida na vida, acompanha por acompanhar e mal sabe sobre o que realmente se trata a série, realmente torna-se fácil dizer que é ruim e resumí-la de uma forma tão simples (e errônea).
Ogro, The Mentalist está no topo das minhas séries favoritas. É de uma originalidade incrível e, sem sombra de dúvidas, de uma das melhores e mais injustiçadas atuações da TV americana, Simon Baker como o encantador, hilário e gênio Patrick Jane. The Mentalist pode ter várias das fórmulas de uma série procedual, porém ela pode ser considerada linear quando tendo por vista a história entre Jane e Red John. Todos os episódios, pelo menos eu tive essa impressão, pareciam que mais algum detalhe e mais um crime do algoz de Jane seria revelado. Então, quando esperamos por algo que possa acontecer, The Mentalist não pode ser considerada uma total procedual, embora tenha sim elementos.
Apesar de adorar esse tipo de formato, nem todas as séries me agradam.
Fringe, CSI Miami, Person of Interest são ótimas, e Fringe só estou com receio de ser cancelada, porque essa temporada está em um ritmo excelente.
Eu adoro The Closer, simplesmente uma das melhores, assim como também gosto da dinâmica de Leverage.
Lost Girl veio para ficar, pelo que parece, e também adotou esse formato.
Franklin and Bash também é bem legal, somado a divertidas cenas de comédia.
Bones também se enquadra nesse estilo e até hoje tem boa audiência nos EUA.
Criminal Minds é muito bom também
e Breakout Kings também vale a pena ver
Putz, não curti essa Person of Interest… vi só o primeiro, mas achei MUITO superficial, a história, as situações, etc…
Uma pena.
Uma outra série que gosto muito é The Mentalist. O Simon Baker é muito engraçado no papel, e o plot principal é muito bom.
Dois procedurais recentes que estou assistindo são Unforgettable (1ª temporada nos EUA) e Rizzoli & Isles (2ª temporada). Acho que um procedural precisa ter algo que te prenda de verdade, senão você enjoa só com uma temporada.
House e CSi eu conheço, mas não sou o fã número um. Aliás, prefiro séries “teens” como Gossip Girl e The Vampire Diares, de series adultas só gosto mesmo de Dexter!
Procedural – vivendo e aprendendo, sempre fiquei curioso pra saber como se chamava essa fórmula. Acrescento aqui apenas Castle e The Mentalist, duas séries em que são carregadas por seus protagonistas – o que não as deixa ruins de forma alguma.
supernatural
Apesar de estar sem tempo para acompanhar de forma fissurada, a série The Mentalist é, sem dúvidas, um grande acerto em meio às séries procedurais. Os casos e, principalmente, os personagens, me fizeram viciar em uma série policial, algo que nunca imaginei. Sem falar que os casos semanais não são, no geral, isolados: sempre guardam pistas (mesmo que bem escondidas)sobre os personagens e sobre a trama principal da série, que gira em torno da perseguição a Red John. O grande barato é não saber absolutamente nada sobre o mesmo, nem sequer se é real, rs.
Uma das minhas séries favoritas e que infelizmente foi cancelada era Lie to Me. A atuação de Tim Roth é magnífica e a série não era nem um pouco entediante como muitas procedurais. Até hoje choro seu cancelamento. OBS: LTM ganha mil pontos pela inovação.
Eu acho que o principal problema com o formato um caso por semana é que qualquer tentativa de modificar a os personagens ou fazê-los crescer é rapidamente suprimida para não acabar com a dinâmica.
O House, por exemplo, passa pelo que ele passou no fim da quarta e início da quinta temporada e, alguns episódios depois, ele é essencialmente a mesma pessoa.
É quase que uma tentativa de fingir que aquilo tudo está se movendo para algum lugar.