A expectativa era grande.  E também algumas perguntas rondavam o retorno de uma das séries mais aguardadas no ano passado: “The Walking Dead”. Será que a série está mesmo tendo problemas de orçamento? Será que conseguirá manter o alto nível da primeira temporada? Será que conseguirá sobreviver após a saída (ainda inexplicada) do showrunner e roteirista Frank Darabont?

O desafio era grande, já que o risco de deslizar em uma segunda temporada é real. E foi com alegria que terminei o episódio inicial desse segundo ano de “The Walking Dead”. A série manteve o incrível nível técnico e ainda conseguiu acrescentar novos elementos nesse início, nos brindando com um ótimo episódio. Na primeira temporada, a narrativa foi (como deve ser) um pouco mais lenta, com desenvolvimento dos personagens e apresentação daquele universo. Vale ressaltar que nos EUA a audiência do novo episódio foi de 7,3 milhões de pessoas, maior registro da história da TV a cabo!

O episódio retoma logo após o final de seu ano inaugural, quando o grupo de sobreviventes liderados pelo xerife Rick Grimes (Andrew Lincoln) está fora de Atlanta, em uma caravana destinada à base militar de Fort Benning, centenas de milhas ao norte. Confesso que achei o finale da primeira temporada um pouco frustrante, mas acredito que ele dará a tônica nessa temporada.

Se no primeiro ano a tônica da história se dava mais por meio da emoção, nesse início a série conseguiu um bom equilíbrio entre emoção, ação e tensão. Já podemos ver alguns conflitos entre os personagens, como o embate entre Andrea e Dale; e principalmente na postura adotada por Rick e Shane. Enquanto o primeiro se mantém voltado para o grupo, o segundo vai assumindo características mais individualistas.

A longa sequência envolvendo a grande estrada abandonada, mesmo que aberta, deu um ar sufocante ao episódio, com  alto nível de suspense. E perpassando pelos relacionamentos entre os sobreviventes, os momentos principais se deram por meio das duas situações dramáticas envolvendo as crianças, e deixaram um bom cliffhanger para o próximo episódio. Vamos ver!

O season finale de Breaking Bad

Demorei um pouco para comentar esse finale de “Breaking Bad”, mas não poderia passar em branco. O último episódio consolidou a série como a melhor da atualidade, e digo isso sem hesitar. “Face Off”, episódio escrito e dirigido por Vince Gilligan (criador e produtor da série), marca de forma chocante o momento que estamos esperando desde o início da série: a transformação de Walter White como conhecemos e sua metamorfose na imagem daquilo que ele mais lutou, seu inimigo Gus. Frio e calculista, Walter costurou todas as suas ações para sobreviver, em um primeiro momento, mas também percorrer esse caminho agora sem volta.

A trama envolvendo a explosão de seu inimigo (e já digo que esse é o melhor momento da TV em anos!), chegando ao ponto de envenenar uma criança para trazer Jesse ao seu lado, mostra toda sua genialidade, contemplada com sua frase final: “Eu venci!”. A temporada foi toda desenvolvida para chegar a esse ponto, sem dar um ponto sequer sem nó, e a forma como foi escrita só evidencia mais sua distância em relação às outras produções. Estou curioso como se dará agora a relação entre Walter e Jesse, já que as bases do futuro dessa relação foram fincadas nesse finale.

Outro ponto alto foi o elenco, com destaque para as atuações de Giancarlo Esposito (Gus), obviamente Bryan Cranston (Walter) e especialmente Aaron Paul e sua construção de Jesse Pinkman, naquela que considero a melhor atuação do ano. Foi tudo perfeito e o conselho que posso dar para quem não assistiu a série é correr e não perder mais tempo.

E vocês, o que acharam da premiére de “The Walking Dead”? E assistiram ao final de “Breaking Bad”?