Finalmente retornou uma das melhores séries britânicas da atualidade. A segunda parte da 6ª temporada de “Doctor Who” mostrou que a série ainda vai dar muitos nós na nossa cabeça. O episódio “Let’s Kill Hitler” teve tudo que a produção tem de melhor: drama, comédia e reviravoltas na timeline da série. Vamos à ele e cuidado com os spoilers!

Quando vi o título desse episódio, achei que ele iria girar em torno do Führer, e de fato sua participação é muito engraçada (é impagável ouvir Rory dizer “Hitler, vá para o armário!”). Mas eis que o episódio é uma continuação do que vimos no final da primeira parte dessa 6ª temporada,  em “A Good Man Goes to War” . Nesse episódio temos o “nascimento” de River Song (como nós a conhecemos) e entendemos um pouco mais sobre essa personagem mítica.

É interessante observar a relação entre o Doutor e River na forma de amor paradoxal, e dessa vez encaramos o outro lado da moeda, onde ele já a conhece, mas ela ainda não sabe nada sobre ele. Já aviso que não adianta querer estabelecer uma lógica linear em “Doctor Who”, pois você não irá a lugar nenhum. Além do mais, acho que a genialidade e o encanto da série residem justamente nessa atemporalidade. E o que foi aquela cena em que ambos antecipam um o movimento do outro? Moffat, showrunner da produção, é um mesmo um gênio.

Tivemos também uma trama secundária sobre o robô metamorfo do Departamento de Justiça controlado de dentro por miniaturas (me lembrou o clássico de Woody Allen “Tudo Que Você Sempre Quis Saber Sobre Sexo Mas Tinha Medo de Perguntar”), mas que acabou servindo pra alimentar o maior mistério dessa temporada. A morte do Doutor no ano de 2011. Agora é esperar para ver o restante da temporada.