Toda grande série começa com um bom personagem. Dificilmente uma história se sustenta se não existir uma identificação entre o público e os protagonistas, antagonistas ou coadjuvantes. O contrario pode até acontecer (alô “House”), por isso resolvemos listar alguns dos grandes personagens em séries de TV. Vamos a elas.

Começo falando do nosso serial killer favorito. Dexter Morgan é um exemplo de personalidade marcante. Engraçado como personagens que vivem à margem da sociedade me fascinam. Um dos grandes trunfos da série homônima é a composição de Michael C. Hall para o assassino. Fico impressionado com a diferença de semblante do Dexter “cotidiano” para aquele que está prestes a matar alguém. A cena final entre ele e Trinity na 4ª temporada é de arrepiar.

Outro personagem que assusta só com o olhar é o nosso eterno Jack Bauer. O cara acabou virando um ícone, imortalizando frases como “Drop the Gun!”. A série cambaleou um pouco nas temporadas seis e sete, e isso se deu principalmente à diminuição do tempo de tela do protagonista de “24 Horas”. Apesar de algumas críticas, acho que a série terminou em grande estilo. Agora estou com dedos cruzados para a produção do longa-metragem.

E por falar em ícone, que tal o maior de todos da telinha? Sim, porque Homer Simpson é um ícone de massa, um sucesso comercial absoluto que conseguiu a proeza de ter sua expressão “D’oh” publicada no Dicionário Oxford. A representação típica da família americana é mostrada de forma ácida por meio do protagonista de “Os Simpsons”. E mesmo depois de impressionantes 22 temporadas, a série ainda me faz rir.

Ainda no campo da risada, já comentei que a minha comédia favorita sempre foi “Friends”, então tinha que escolher um dos seis amigos. Foi uma tarefa árdua, já que gosto de todos. O escolhido foi Chandler Bing e cheguei a essa conclusão por um detalhe curioso. Todos os personagens me divertem igualmente, mas é em Chandler que vi os momentos mais emocionantes da série. Não tem como esquecer cenas como o pedido de casamento ou a saída do apartamento que ele dividia com Joey. Por isso, somando esses fatores, fico com Chandler.

Adoro vilões.  Sendo bem construídos, muitas vezes eles roubam a cena. Um que não me sai da cabeça é Ben Linus, de “Lost”. A carga dramática e a dualidade do personagem só potencializaram todo o talento de Michael Emerson, que acabou criando o personagem mais fascinante de “Lost”. Independente de ter gostado ou não do final da série, não há como não se sensibilizar com uma cena da última temporada, em que Ben diz, em meio a um confronto na selva, que não tem mais nada desde que perdeu sua filha. Emerson merecia ganhar todos os prêmios de atuação por aquela cena. Essa é para entrar para a história.

Por fim volto ao personagem que citei no início do texto. É verdade que “House” está indo ladeira abaixo. Sua estrutura formulaica cansa e os roteiros têm sido pouco inspirados. Então por que será que ainda me submeto ao exercício masoquista de acompanhar a série? A resposta está no personagem título. House nunca deixa de ser fascinante, seja por sua irônica língua afiada, seja pela primorosa atuação de Hugh Laurie. O fato é que o doutor conseguiu me prender até agora, e não há como abandoná-lo nesta que deve ser a última temporada da série. E qual o personagem favorito de vocês?