Existem duas coisas, entre muitas outras, que um vestido pode ser: apenas um vestido ou uma peça eternizada pela Sétima Arte. O motivo? Às vezes, o corte ou o caimento. Outras, um detalhe ou o tecido. Ou seria o conjunto de tudo isso e mais um pouco? Talvez, nunca descobriremos porque um simples vestido pode ganhar tal status. Mas a verdade é que isso acontece e, geralmente, por motivos muito plausíveis. E é por isso que eles são o tema da vez! Confira a nossa seleção:

O mais bonito de todos os tempos?

O momento em que Keira Knightley surge com seu vestido verde esvoaçante é, com certeza, um dos pontos altos de “Desejo e Reparação” (2007). E, pelo visto, eu não sou a única que pensa assim, já que o longa chegou a concorrer ao Oscar de Melhor Figurino. Os modelitos desfilados na telona e assinados pela estilista Jacqueline Durran acabaram não levando a estatueta, mas a peça usada por Knightley ficou eternizada. Exemplo: uma pesquisa promovida pela revista InStyle elegeu o vestido como o traje mais bonito já usado no cinema. Eu, particularmente, acho exagero. Mas não há dúvidas de que é uma peça única e de muito bom gosto.

Ousado e… Chanel

Vou confessar para vocês que não acho a Kate Hudson bonita de verdade. Mas essa garota tem um charme único que faz com que ela esteja radiante em todos os papéis que interpreta. Com certeza, esse “brilho pessoal” ajudou a atriz a ficar simplesmente estonteante no Chanel legítimo que desfilou em “Como Perder um Homem em 10 dias” (2003). De frente, o modelo é muito bonito, porém, de certa forma, simples. As costas, no entanto, ostentam um decote generoso, que caiu perfeitamente na atriz.

Pretinho (nada) básico

Não é a toa que “Bonequinha de Luxo” (1961) é um dos maiores clássicos do cinema – o filme é recheado de iconicidades. E o vestido Givenchy usado por Audrey Hepburn no longa é um item que contribui muito para isso. Além de ser uma peça de alta costura, o modelito é considerado um dos pioneiros quando o assunto é o famoso “pretinho básico”. É verdade que Audrey nunca precisou de muito para ficar deslumbrante, mas o Givenchy lhe caiu como uma luva. É uma pena que nem todas nós fiquemos tão belas como ela em um simples pretinho básico…

Colorido e esvoaçante

Tudo o que Carrie Bradshaw, personagem de Sarah Jessica Parker em “Sex and the City“, veste, por mais estranho que seja, vira alvo da moda. Entre alguns figurinos, algumas vezes pra lá de excêntricos, um vestido esvoaçante e cheio de cores chamou a atenção antes mesmo do lançamento de “Sex and the City 2” (2010). Em um dos pôsteres de divulgação do longa, SJP usava o modelo em questão, uma peça assinada por Emilio Pucci, que virou notícia instantaneamente. O modelito transmite uma sensação de liberdade e leveza, além de, claro, trazer boas doses de sofisticação e pura elegância.

Vale o Oscar

“Titanic” (1997) foi um verdadeiro divisor de águas – com o perdão do trocadilho: quebrou barreiras com tantas inovações tecnológicas e concorreu em 14 categorias do Oscar – das quais faturou 11 estatuetas. Para mim, grandioso é a palavra que melhor define o filme de James Cameron. E o figurino, assinado por Deborah Lynn Scott, segue o mesmo conceito: os trajes de gala de Rose, personagem de Kate Winslet, renderam à estilista nada menos do que o maior prêmio de Hollywood. E, aqui, uma curiosidade: o modelito usado por Winslet durante a parte catastrófica de “Titanic” foi desenhado para que ficasse bonito tanto seco, como molhado.

Direto dos contos de fadas

“Uma Linda Mulher” (1990) é o verdadeiro conto de fadas moderno, por isso, tem aquele ar de sonho e magia. E o vestido vermelho que Vivian, a garota de progama vivida por Julia Roberts, veste na noite da ópera é equivalente ao traje de baile das princesas da Disney. O modelo é uma criação da estilista Marilyn Vance e, no longa, simboliza o momento em que Vivian deixa de ser apenas uma garota de programa. O vestido é belíssimo, mas convenhamos que as curvas sequinhas de Julia Roberts deram uma força e tanto para que ele se tornasse o ícone que é hoje.

Quem lembra de mais vestidos icônicos do cinema?