No início da década de 1930, criaturas extraordinárias, como Drácula (1931), Frankenstein (1931) e King Kong (1932), invadiram as telonas, fazendo alusão à então recente Crise de 1929. Em 1973, foi a vez da possuída Reagan, de “O Exorcista”, dar as caras no cinema, representando os demônios trazidos pela segunda fase da Crise do Petróleo. Mas o cinema não ficou fadado a simplesmente retratar o que acontecia na vida real. Pelo contrário! Aos poucos, os filmes exibidos nas telonas começaram a inspirar seus espectadores, desde o comportamento até as vestimentas. E, sem perceber, lançaram muitas modas ao longo das últimas décadas. Nesta coluna, vamos relembrar algumas das peças que se tornaram ícones fashion com uma forcinha e tanto das estrelas do cinema!

Botas de cano alto

Antes de Barbarella, vivida por Jane Fonda em filme homônimo de 1968, desfilar com suas botas de cano alto nas telonas, a modelagem era pouco usada por mulheres comuns. A personagem se tornou um ícone cinematográfico e, de herança, ainda trouxe as botas de cano alto à moda de rua.

Calça Jeans

A calça jeans já é uma figurinha tão carimbada que é difícil pensar que existiu um dia em que a peça não era tão popular. No final do século XIV, o jeans era usado por mineradores norte-americanos, que precisavam de roupas resistentes e de alta durabilidade. Na década de 1950, porém, James Dean vestiu a peça em “Juventude Transviada” (1955), transformando-a em símbolo de rebeldia. Logo, a calça jeans deixou os rótulos de lado e tornou-se peça obrigatória no guarda-roupa da maioria.

Luvas

Rita Hayworth, Marilyn Monroe e Audrey Hepburn

Todo mundo sabe que, originalmente, as luvas foram feitas para aquecer as mãos. Mas quando Rita Hayworth as vestiu no clássico “Gilda” (1946), seu look ganhou um ar ainda mais sexy e elegante, transformando as luvas em ícones de moda. Marilyn Monroe em “Os Homens Preferem as Loiras” (1953) e Audrey Hepburn em “Bonequinha de Luxo” (1961) apenas confirmaram que estas peças realmente mereciam ser mais do que simples acessórios de inverno.

Óculos Wayfarer

Audrey Hepburn, John Belushi e Dan Aykroyd e Tom Cruise

Nos últimos anos, o óculos wayfarer voltou a ser um dos queridinhos dos fashionistas. Mas o sucesso do modelito não é de hoje: Audrey Hepburn já havia causado frisson a usá-lo no também em “Bonequinha de Luxo” (1961). No entanto, foi só nos anos 1980 que o wayfarer se tornou um verdadeiro ícone. John Belushi e Dan Aykroyd, em “Os Irmãos Cara de Pau” (1980); Tom Cruise, em “Negócio Arriscado” (1983), e Don Johnson, do seriado “Miami Vice” (1984 – 1989) foram os responsáveis pelo estouro do modelo.

Calças pantalona

As calças pantalona são um clássico (confortável e elegante) no mundo da moda. Mas nem todo mundo sabe que Katharine Hepburn foi uma das primeiras mulheres a usar a modelagem. A lenda reza que Katharine usava pantalonas durante os intervalos das filmagens de “Levada da Breca” (1938). A modelagem não agradou aos diretores da produção, mas a atriz continou a usar a peça e, assim, transformou-a em clássico.

Peças de pele

Marilyn Monroe, Gwyneth Paltrow e Meryl Streep

Até mesmo quem é contra casacos e estolas de pele deve concordar que as peças são elegantes e sofisticadas – além de quentinhas. O assunto sempre causa controvérsia, mas o fato é que as peles também já tiveram seus momentos de glória nas telonas: primeiro com Marilyn Monroe, em “Como Agarrar Um Milionário” (1953); e, mais recentemente, com Gwyneth Paltrow, em “Os Excêntricos Tenenbaums” (2001), e Meryl Streep, em “O Diabo Veste Prada“. Ainda bem que hoje existem existem as peles sintéticas!

Pretinho básico

Audrey Hepburn e Elizabeth Hurley

O pretinho básico deve ser um clássico do mundo fashion desde que a moda existe. Com os complementos certos, o modelito é capaz de desbancar muitas super produções por aí. A imagem de Audrey Hepburn vestida com um modelito Givenchy, em “Bonequinha de Luxo” (1961), é um dos tantos exemplos. Outro grande momento do clássico foi em 1994, quando Elizabeth Hurley arrasou ao exibir seu pretinho (pouco) básico na premiere de “Quatro Casamentos e um Funeral”.

E você, lembra de outras peças eternizadas com uma ajudinha do cinema?