Estamos em plena época de renovação fashion em território brasileiro. No eixo Rio-São Paulo, as duas maiores semanas de moda do país (Fashion Rio e São Paulo Fashion Week) trouxeram propostas para o Verão 2010 e tendências de consumo e estilo. Não obstante, as tendências não contam apenas com os desfiles como suporte para sua propagação.
As fashion weeks servem, na verdade, como um ponto de partida ou um ponto de encontro. Isso acontece da seguinte forma: 1. Lançando uma proposta que, aos poucos, poderá chegar (se tiver êxito) a cair nas graças do público, tornando-se uma febre de consumo ou ícone daquele período; 2. Sendo um catalisador de tendências de estilo já vistas entre a população – onde entra o trabalho dos trendhunters (caçadores de tendências), pesquisadores ávidos que passeiam pelas grandes metrópoles do mundo buscando novidades para diversos segmentos (não somente, mas principalmente) da indústria têxtil. No meio acadêmico, esses fenômenos são chamados, respectivamente, de teoria do gotejamento (trickle down theory) e teoria da ebulição.
Carrie, de “Sex and the City”, nos anos 80 em looks inspirados, respectivamente, nos filmes “Flashdance” e “Procura-se Susan Desesperadamente”.
Sabemos que a moda e os diversos meios artísticos têm uma intrínseca relação que nos ajuda tanto a captar quanto a reforçar uma tendência para o grande público. Em um exemplo factual e ao mesmo tempo “histórico”, basta lembrar como o seriado “Sex and the City” foi responsável por revoluções estéticas nos guarda-roupas femininos. Não somente as roupas eram o centro dos seguidores de Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte – os restaurantes, lanchonetes, padarias, boates… todos os locais frequentados pelas personagens tornavam-se imediatamente uma febre entre os nova-iorquinos e visitantes da Big Apple. O livro “A Nova Iorque de Sex and the City” comprova o apelo turístico do seriado.
Com a volta dessas quatro queridas fashionistas para as telas dos cinemas, já ficamos de olho para saber quais as tendências que aparecem na história dessa vez. Segundo o site WGSN, considerado o maior portal de pesquisa de tendências do mundo, as key-trends no filme são:
Formas e detalhes – drapeado grego (1); calças Aladdin (2); paetês e ornamentos (3); estilo pin-up (4); frente única; referências disco.
Cores - cores sorbet alegres (5, 6 e 7); ouro branco.
Acessórios – maxi-bijoux (8); bolsas com cores chamativas (9); turbantes (10); óculos espelhados (11).


Por conta da viagem que as personagens fazem à Abu Dhabi, o estilo mais marcante no figurino é o étnico que volta com tudo nesta temporada Primavera/Verão 2011. Outro filme que recentemente mostrou sua versão do estilo foi “Príncipe da Pérsia”, com as roupas da personagem Princesa Tamina (Gemma Arterton).
Veja abaixo alguns exemplos da consonância entre o figurino de Patricia Field para “Sex and the City 2″ e algumas publicações de moda internacionais.
Branco total – Miranda; Vogue Coréia de Junho 2010.
Estampa de Onça – Samantha; Woman Junho 2010.
Brilho – Vogue América Junho 2010;
Pin up – Charlotte; Suplemento da Vogue Russa Junho 2010.
Vermelho – Samantha; L’Officiel China Julho 2010.

Étnico – As personagens em “Sex and the City 2″; Vogue Japão Agosto 2010 e Elle Eslovênia Junho 2010.



























