Colunas   domingo, 14 de maio de 2017

10 filmes para assistir e se emocionar no Dia das Mães

Venha com a gente nessa viagem pela vida de diferentes mães que possuem o mesmo amor incondicional pelos filhos.

Se ficássemos procurando palavras para expressar o significado da relação entre mãe e filho, passaríamos noites em claro, teríamos milhões de rascunhos e nada chegaria perto do que realmente queremos transmitir. Porque não importa, não tem jeito, o amor entre mãe e filho é para ser sentido de todas as formas possíveis.

E para celebrar essa data especial o CCR preparou uma seleção de filmes que traduzem em imagem, som e palavra um pouquinho do que é esse amor incondicional de mãe. Vem com a gente se emocionar nessa viagem pela vida de várias mães, que apesar de diferentes histórias, carregam sempre um ponto em comum: fazem o inalcançável para verem seus filhos felizes.

Então, domingo Dia das Mães, prepare a pipoca e chame a mulher mais maravilhosa do mundo para assistir essas obras!

O Quarto de Jack (2015)

Marcado por uma tragédia “O Quarto de Jack” é a prova de que o amor de mãe se destacada da forma mais complexa e bonita até nas situações mais cruéis.

Somos convidados a entrar em um quartinho minúsculo e claustrofóbico, onde o menino Jack (Jacob Tremblay) e sua mãe, chamada de Ma (Brie Larson de “Kong: A Ilha da Caveira”), vivem mantidos em cativeiro. Vítima de uma violência física e psicológica absurda, a mãe se mostra forte tentando criar um mundo inteiro para Jack. Mas a curiosidade e a inquietação levam os dois a construir um plano para fugir do confinamento. Quando eles finalmente deixam o quarto tentam recomeçar a vida do jeito mais simples possível, descobrindo juntos os limites entre o real e o imaginário deixado pelas marcas do passado.

Adaptado de uma obra literária da escrita por Emma Donoghue, que também fez o roteiro, e com direção de Lenny Abrahamson (“Frank”), o filme consegue nos prender a cada segundo, pois a narrativa segue de um modo muito leve detalhando o amor no meio do caos. E claro, não podemos esquecer da atuação impecável de Brie Larson (ganhadora do Oscar de Melhor Atriz em 2016 por essa obra) e Jacob Tremblay, que fez a sua estreia nas telonas.

Aperte o play e assista ao trailer:

Minha Mãe É uma Peça (2013)

Deixando os lencinhos de lado, agora partimos para uma comédia que promete boas risadas. “Minha Mãe É Uma Peça” foi adaptada de uma peça de teatro criada pelo comediante Paulo Gustavo (“Vai Que Cola – O Filme”), que teve milhares de espectadores pelo Brasil. Ela foi inspirada em ninguém mais, ninguém menos que na mãe do ator.

Sabe aquela mãe superprotetora, que dá palpite em tudo na vida do filho? Essa é a Dona Hermínia (Paulo Gustavo), mãe que acabou de se divorciar – pois seu marido trocou ela por uma mulher mais nova – e cria sozinha seus filhos mais novos Marcelina (Mariana Xavier de “Gostosas, Lindas & Sexies”) e Juliano (Rodrigo Pandolfo de “Elis”). Só que eles estão um pouco crescidinhos, vivendo a adolescência, e não querem serem pentelhados toda hora. Até que Dona Hermínia ouve sem querer dos próprios filhos que está sendo “chata” e decide fazer uma reviravolta.

Qualquer semelhança com a realidade é de propósito mesmo, com certeza você vai se identificar com alguma cena. A gente sabe que coração de mãe é enorme, não importa a idade, sempre vai rolar aquelas perguntinhas: “Você está se alimentando bem?”, “Não esquece do casaco”, “Juííízo, hein?, afinal você não é todo mundo.

As peripécias de Dona Hermínia continuam em “Minha Mãe É Uma Peça 2”, que bateu o recorde de bilheteria nacional. Fica a dica para fazer uma maratona!

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Minhas Mães e Meu Pai (2010)

Aqui temos a prova que não importa como é a composição da sua família, inseguranças, problemas e alegrias sempre vão acontecer, pois somos todos seres humanos e compartilhamos da mesmas aflições. “Minhas Mães e Meu Pai” retrata todas essas emoções apresentando um drama com pitadas de humor, embalado por uma trilha sonora que vai de David Bowie até Vampire Weekend.

Abrimos as portas – e as janelas – para entrar na vida de duas mães que formam um casal, Jules (Julianne Moore, de “Para Sempre Alice” ) e Nic (Annette Bening, de “Mulheres do Século 20”). Juntas elas tem dois filhos, Joni (Mia Wasikowaska de “Alice Através do Espelho”) e Laser (Josh Hutcherson de “Jogos Vorazes”), concebidos através de inseminação artificial de um mesmo doador. Elas tentam criar os dois adolescentes mantendo um relacionamento mais aberto possível, entretanto quando Joni faz 18 anos decide, junto com seu irmão, ir atrás de Paul (Mark Rufallo de “Spotlight – Segredos Revelados”) seu pai biológico. Com entrada desse novo membro na vida da família, começamos a enxergar um desequilíbrio e conflitos que até o momento não existiam.

O que é mais belo nesta obra dirigida por Lisa Cholodenko (A Sete Palmos”é a forma como cada personagem lida com toda a situação. Seria muito fácil cair em um melodrama comum, mas vemos de uma forma sincera os conflitos de duas mães que enfrentam tudo por seus filhos.

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Mulheres do Século 20 (2016)

De uma forma poética vemos um lado que não estamos acostumados a perceber em nossas mães, a vulnerabilidade. Sim, é muito louco pensar que nosso porto seguro também tem dúvidas, erra e enfrenta as dores do mundo. “Mulheres do Século 20” resume a sensibilidade feminina, não apenas da figura de mãe, mas sim da mulher.

Dorothea Fields (Annette Bening de “Beleza Americana”) é uma mãe solteira que cria seu filho adolescente Jamie (Lucas Jade Zumann de “A Entidade 2”), na Califórnia dos anos 70. O filme envolve muitas questões de padrões da sociedade, choque cultural e grande indagação do que é certo, o que é errado. Do mesmo modo que o filho de 15 anos está descobrindo o mundo, a mãe, com 55 anos, percebe que também está. Tudo que Dorothea achava certo é questionado, novos valores estão sendo estabelecidos e mesmo ela sentindo o peso da idade tem que descobrir um jeito de se adaptar a todas essas mudanças.

Em poucas palavras “Mulheres do Século 20” é um retrato da vida como ela é. A obra foi inspirada na história da mãe do diretor Mike Mills (“Toda Forma de Amor”), uma grande homenagem sobre a força das mulheres.

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Para Sempre Alice (2014)

Você imaginou como seria perder todas as suas lembranças, não reconhecer seus entes queridos? O que nos move são nossas memórias, o que vivemos, quem conhecemos. Quem seríamos sem isso? Chegou a hora de pegar os lencinhos novamente para conhecer “Para Sempre Alice”, uma narrativa tocante e impiedosa sobre as consequências da doença Alzheimer.

Julianne Moore (“Amor Por Direito”) ganhou inúmeros prêmios, incluindo o Oscar de Melhor Atriz, pela interpretação de Alice Howland, uma professora de linguística, casada, com três filhos que descobre que está precocemente com a doença de Alzheimer. Acompanhamos pouco a pouco a força com que Alice luta para não esquecer quem ela é, não esquecer do marido e principalmente não esquecer dos filhos – imagine como deve ser duro para uma mãe saber que um dia não vai mais reconhecer os filhos. Conseguimos nos transportar para o lugar da personagem, sofrer e sorrir junto com ela.

Inspirado no livro da neurocientista Lisa Genova, “Pare Sempre Alice” faz parte dessa lista não só para ser apreciado e sim como uma forma de dizer viva o momento, esteja mais ao lado de sua mãe, se mantenha presente. Na verdade, não sabemos o dia de amanhã.

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Adeus, Lênin! (2003)

Vimos muitas mães fazendo de tudo por seus filhos, agora vamos inverter os papéis. No meio dos conflitos da Alemanha, encontramos um filho que vai recriar um regime político para ver sua mãe feliz.

Antes um pouquinho de contexto histórico. A grande batalha entre a URSS e os EUA para implantar cada um seu ideal político nos demais países, levou a Alemanha a se dividir em duas partes com o Muro de Berlim. De um lado ficava a República Democrática Alemã (RDA, ou Alemanha Oriental) que pregava o socialismo, e do outro a República Federal da Alemanha (RFA, ou Alemanha Ocidental), defensora do capitalismo. Partimos para o filme!

“Adeus, Lênin!” se passa em 1989, um pouco antes da queda do Muro de Berlim. Christiane Kerner (Katrin Sab de “The Silence”), mãe que luta fervorosamente pelos ideais socialistas, vê seu filho Alex (Daniel Brühl de “Capitão América: Guerra Civil”) protestando contra o sistema vigente. Ao ver a cena, ela imediatamente sofre um ataque do coração e entra em estado de coma. Meses depois, quando acorda, a realidade é outra, o Muro de Berlim foi derrubado e a Alemanha Oriental extinta. Como sua mãe não iria suportar tremendo choque, Alex junto com sua irmã e um amigo vão restabelecer o socialismo para que Christiane não descubra as mudanças que ocorreram no país. Com muito bom humor, eles recriam embalagens de produtos, inventam documentários, até cenários, tudo para impedir que o capitalismo apareça.

Essa aula de história misturada com o amor pela mãe foi dirigida pelo cineasta alemão Wolfgang Becker (“Me and Kaminski”).

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Valente (2012)

As animações não poderiam ficar esquecidas! “Valente” da aclamada Pixar nos apresenta o relacionamento entre mãe e filha da forma mais real e emocionante possível.

Mérida, é uma princesa que foi criada por sua mãe Elinor para seguir os bons costumes, ter etiqueta e se tornar uma grande rainha. Contudo a princesa nunca quis seguir os planos de sua mãe, ela tinha apenas o simples desejo de ser livre e poder praticar seu arco e flecha quando quiser. Após uma grande briga, Mérida e Elinor vão percorrer passo a passo o processo de amadurecimento de uma relação, descobrindo que são melhores quando unem suas forças.

Quem nunca passou por uma discussão, ficou triste, chorou e depois percebeu que no fundo ambas tinham razão? Em “Valente” aprendemos que chave é aceitar diferenças e somar as ideias, pois amor entre mãe e filha é incondicional e as brigas são apenas uma forma da manifestação desse amor.

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Um Sonho Possível (2009)

Desembarcamos em uma história real, baseada no livro “The Blind Side: Evolution of a Game” do escritor Michael Lewis (que teve outros livros adaptados pra às telonas em “A Grande Aposta” e “O Homem que Mudou o Jogo”), que narra a vida do jovem Michael Oher e sua mãe adotiva, em “Um Sonho Possível”.

Separado da família quando criança, sem amigos, sem dinheiro, Michael Oher (Quinton Aaron de “Minha Mãe e Eu”) – mais conhecido como Big Mike –  é um rapaz que não vê outra alternativa a não ser morar nas ruas. Em uma noite muito fria quando Leigh Anne Tuohy (Sandra Bullock de “Gravidade”) está caminhando, bate o olho no menino e se prontifica rapidamente acolhê-lo em sua casa. Ela e toda sua família se encantam com Michael Oher e decidem adotá-lo, nascendo assim um grande amor entre mãe e filho.

Com uma série de fatos maravilhosos acontecendo em sua vida, Big Mike é incentivado por Leigh Anne a fazer parte do time de futebol americano em sua escola, onde ele acaba se tornando uma grande estrela, sendo disputado por vários times.

O que chama mais atenção é a bondade de Leigh Anne, que decide ajudar e se tornar mãe de um rapaz negro e pobre que ela encontrou nas ruas, em troca apenas de amor. Existe algo mais bonito do que isso?

Com direção e roteiro de John Lee Hancock (“Walt nos Bastidores de Mary Poppins”), Sandra Bullock levou vários prêmios por sua atuação, dentre eles o Oscar de Melhor Atriz e o Globo de Ouro, em 2010.

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Que Horas Ela Volta? (2015)

A cineasta brasileira Anna Muylaert (“É Proibido Fumar”) delicadamente deu forma ao “Que Horas Ela Volta?” contestando padrões e mostrando a relação entre mães e filhos.

Acompanhamos Val (Regina Casé de “Made in China”) , uma pernambucana que deixa sua filha no nordeste, para morar em São Paulo e conseguir um emprego que proporcione uma melhor condição para as duas. Trabalhando em uma família de classe alta como empregada doméstica e babá de Fabinho (Michel Joelsas de “O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias” ), Val acaba criando o menino como um próprio filho. Mesmo por anos exercendo sua função – e praticamente se tornando membro da família – ela é tratada como uma serviçal. Só pode circular por determinados cômodos da casa, não pode comer a mesma comida que seus patrões e vive num quartinho pequeno e isolado no fundo da casa. Tudo muda quando sua filha Jéssica (Camila Márdila de “Altas Expectativas”) decide passar um tempo em São Paulo para prestar vestibular. A menina chega para questionar e reverter padrões que há tanto tempo estão encrustados na sociedade, sempre procurando o melhor para sua mãe, que dedicou parte da sua vida criando um filho de outra pessoa para poder ter uma condição um pouco melhor.

Mesmo que bem humorado é um filme para reflexão, onde os sentimentos entre mães e filhos são sentidos e não falados. O obra foi vencedora do prêmio de Melhor Filme do júri popular do Festival de Berlim e melhor interpretação para Regina Casé e Camila Márdila no Festival Sundance.

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Juno (2007)

Preparado paras as últimas emoções? Criar um filho não é uma tarefa fácil, exige uma doação e dedicação sem igual (mas que sem dúvidas é recompensada). Em “Juno” vemos de forma comovente – e até inocente – um tema tão delicado de se tratar: gravidez na adolescência.

Juno (Ellen Page de “Tallulah”) aos 16 anos engravida acidentalmente de seu melhor amigo Bleeker (Michael Cera de “LEGO Batman: O Filme”). Perdida no meio de muitos pensamentos, ela decide lidar com a gravidez fazendo um aborto, mas ao chegar na clínica fica horrorizada. Com isso ela percebe que a melhor opção é procurar um casal para adoção de seu filho. Com a decisão tomada e o casal escolhido, Juno vai trilhar um caminho de aprendizado, que revela um amor materno escondido no meio de tantas dúvidas.

Isso nos mostra que não importa, como, quando e porque, uma mãe sempre vai estar ligada ao seu filho por um amor inabalável.

Jason Reitman (“Homens, Mulheres e Filhos”) comanda a direção do filme com roteiro vencedor da categoria de Melhor Roteiro Original no Oscar de 2008, escrito por Diablo Cody (“Ricki and the Flash: De Volta pra Casa”).

Aperte o play e assista ao trailer:

Chegamos ao final da nossa viagem e queremos muito saber qual o seu filme preferido sobre as queridas mães?

E para você mamãe que está nos lendo, desejamos alegrias eternas e muita pipoca para você curtir um filminho ao lado dos seus filhos!

Lely Thais
@rapadura

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