Foi-se o tempo em que diziam que o cinema nacional era ruim. Você lembra dessa época? Era fácil encontrar gente dizendo: “Filme brasileiro? Passo longe”. Com os resultados expressivos e positivos vindos do público e da crítica nos últimos anos, os comentários atualmente são outros. Mesmo que algumas pessoas ainda não consigam desfrutar da maravilha que é o cinema feito no Brasil, a abrangência e aceitação dos filmes tupiniquins nas telonas estão mudando.

Um dos grandes responsáveis por fixar o cinema nacional na cabeça de cada brasileiro é o @Canal_Brasil. No ar desde 1998, o canal apresentou milhares de longas, médias e curtas-metragens. E não parou por aí. Transformou – se, renovou-se e ampliou sua abrangência. Hoje, apresenta um rico painel cultural, com uma vasta seleção de programas e seriados que têm em comum a irreverência e a diversão, o humor e a inteligência. O canal reúne diversas manifestações artísticas, com um foco também marcante na música. Filmes, making ofs, shows, jam sessions, entrevistas, séries e talk shows.

Agora, o @Canal_Brasil está também nas redes sociais:

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Nessas redes, são disponibilizadas informações sobre a programação, promoções exclusivas e novidades, como estréias, entrevistas, ingressos de cinema e muito mais.

Mais informações no site http://canalbrasil.globo.com/

Para citar exemplos que o cinema nacional está com a bola toda, pegamos os 12 anos em que o @Canal_Brasil está no ar e citamos 10 filmes que fizeram a cabeça do brasileiro. Vamos a eles:

Central do Brasil1998 – Central do Brasil

Com direção de Walter Salles, este é um road-movie sentimental, a partir da amizade entre uma mulher que busca uma segunda chance e um garoto que quer encontrar suas raízes. A atuação de Fernanda Montenegro foi tão magistral, que ela foi indicada ao Oscar e Globo de Ouro na categoria Melhor Atriz. Este filme foi um dos responsáveis pela grande visibilidade internacional que o cinema nacional teve no fim dos anos 90.

O Auto da Compadecida2000 – O Auto da Compadecida

Dirigido por Guel Arraes, o filme é baseado em obra homônima de Ariano Suassuna. “O Auto da Compadecida” foi a microssérie de maior sucesso da Rede Globo. Em 2000, ela virou filme, porém, nessa versão possui uma hora a menos que a minissérie. O longa retrata as aventuras de João Grilo (Matheus Natchergaele), um sertanejo pobre e mentiroso, e Chicó (Selton Mello), o mais covarde dos homens. Ambos lutam pelo pão de cada dia e atravessam por vários episódios enganando a todos da pequena cidade em que vivem.

2Abril  Despedaçado001 – Abril Despedaçado

Dirigido por Walter Salles e baseado no romance Prilli i Thyer de Ismail Kadare. Foi esse filme que deu visibilidade internacional para o ator Rodrigo Santoro e lhe trouxe convites para filmar fora do Brasil. Na trama, em 1910, no sertão brasileiro, vive um jovem de vinte anos que passa a ser estimulado pelo pai para vingar a morte de seu irmão mais velho, assassinado por uma família rival, que ele só poderá matar, quando a blusa que seu irmão mais velho estava quando morreu amarelar.

Cidade de Deus2002 – Cidade de Deus

Fernando Meirelles foi o responsável por fazer um dos maiores clássicos do cinema mundial. O filme começa na década de 1960, quando os protagonistas Zé Pequeno, então apelidado “Dadinho”, e Bené são pequenos delinquentes na recém-fundada comunidade de Cidade de Deus, construída pelo governo do Estado da Guanabara, como parte da política de remoção de favelas. Na década de 1970, os antigos amigos assumem o comando do tráfico de drogas na comunidade, que agora está ainda mais empobrecida e violenta. Os dois estabelecem prioridades bastante diferentes em suas vidas. O conflito entre o bando de Zé Pequeno contra o único foco de resistência ao seu controle total da Cidade de Deus, a área controlada pelo bando de Sandro “Cenoura”, acirra-se quando morre Bené, que protegia “Cenoura” devido à antiga amizade entre os dois, e deixa o caminho livre para que Zé Pequeno desencadeie uma verdadeira guerra pela hegemonia do comando do crime no local.

2002 – Carandiru

O filme aborda o cotidiano da extinta “Casa de Detenção”, mais conhecida por Carandiru (por se localizar no bairro  de mesmo nome na cidade de São Paulo), antes e durante o massacre ocorrido em 2 de outubro de 1992, em que 111 presos foram mortos. Dirigido pelo argentino naturalizado brasileiro Hector Babenco, o longa é uma superprodução baseada no livro Estação Carandiru, do médico  Dráuzio Varella, onde ele narra suas experiências com a dura realidade dos presídios brasileiros em um trabalho de prevenção à AIDS realizado na Casa de Detenção.

2004 – Cazuza – O Tempo Não Pára

A vida louca que marcou o percurso profissional e pessoal de Cazuza (Daniel de Oliveira), do início da carreira, em 1981, até a morte em 1990, aos 32 anos: o sucesso com o Barão Vermelho, a carreira solo, as músicas que falavam dos anseios de uma geração, o comportamento transgressor e a coragem de continuar a carreira, criando e se apresentando, mesmo debilitado pela AIDS. Na direção estão Sandra Werneck e Walter Carvalho. Para a última fase de Cazuza no filme o ator Daniel de Oliveira precisou perder 12 quilos.

2005 – 2 Filhos de Francisco

A história da dupla sertaneja de Zezé di Camargo e Luciano é um dos maiores hits nacionais dos últimos anos. Dirigido por Breno Silveira e baseado na vida dos músicos, O longa-metragem conta a trajetória dos famosos cantores sertanejos Zezé Di Camargo (Márcio Kieling) e Luciano (Thiago Mendonça) a partir do sonho de um pai, Francisco Camargo (Ângelo Antônio). Trabalhador rural e apaixonado por música, ele passava todo o seu tempo livre escutando um rádio de pilha e planejando transformar os filhos em uma dupla caipira de sucesso, como aquelas que tanto gostava.

2006 – Se Eu Fosse Você

Daniel Filho é o James Cameron brasileiro se tratando em números. Ele é um dos maiores recordistas em bilheteria, pois filmes que tem sua direção, supervisão ou produção, são grandes hits nacionais. Nessa comédia estrelada por Glória Pires e Tony Ramos, Helena e Cláudio são um casal rotineiro, e deverás isso, possuem algumas discussões. Ele, publicitário bem sucedido e ela, professora de música, após discutirem e começarem estranhamente a falar as mesmas palavras juntos, e na mesma hora, quando despertam no dia seguinte após adormecerem logo após tais eventos ocorridos, percebem-se que estão em corpos trocados: Helena está no corpo de Cláudio e vice-versa.

2007 – Tropa de Elite

José Padilha dirige o primeiro filme nacional de grande sucesso na Era da Internet. Meses antes do lançamento, o filme vazou no mercado pirata e fez um grande sucesso. Sucesso esse que se repetiu nas telonas. A história se passa em 1997, quando o papa João Paulo II visitará o Rio de Janeiro, e o Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE), a tropa de elite da polícia do Rio de Janeiro, é encarregado de sua segurança. O Capitão Nascimento é o comandante do esquadrão designada. Ele quer deixar o posto, pois está prestes a ser pai e tem ataques freqüentes devidos ao estresse e a dificuldade de realizar o seu trabalho na corporação, mas precisa antes encontrar um substituto à altura. Aos poucos, começa a enxergar como candidatos os aspirantes Neto e Matias, amigos de infância que dividem a mesma indignação com toda a corrupção que vêem na polícia convencional, ou seja, da Polícia Militar.

2010 – As Melhores Coisas do Mundo

Uma das grandes obras recentes de qualidade, o filme dirigido por Laís Bodanzky traz o universo jovem atual com muita personalidade. Mano tem 15 anos, adora tocar guitarra, beijar na boca, rir com os amigos, andar de bike, curtir na balada. Um acontecimento na família faz com que ele perceba que virar adulto nem sempre é tarefa fácil: a popularidade na escola, a primeira transa, o relacionamento em casa, as inseguranças, os preconceitos e a descoberta do amor. Em meio a tantos desafios, Mano descobre e inventa As Melhores Coisas do Mundo.

Para citar de outros filmes, temos “O Cheiro do Ralo”, “Meu Nome Não é Johnny”, “O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias”, “Bicho de Sete Cabeças”, “Saneamento Básico”, “Os Desafinados”, “À Deriva” e muitos outros.

E ainda tem gente que não gosta do cinema nacional…
Vai entender.