
Quando “O Diabo Veste Prada“ foi lançado em 2006, muito se discutiu sobre o mundo da moda nos cinemas. A discussão já ocorria entre as pessoas do meio (revistas especializadas, estilistas, modelos) quando foi lançado o livro homônimo de Lauren Weisberger. Muitos dizem que esse mundo da moda é mesquinho, que se preocupa demasiadamente com a aparência, que as pessoas não possuem amor próprio e pelos colegas, que há muita inveja, muita briga, muita rasteira e muito jogo de interesse. A pergunta que faço é a seguinte: onde não tem?
A história gira em torno de Andrea Sachs (Anne Hathaway), uma jornalista que, ao procurar um jeito de levar a vida, acaba parando como segunda secretária de Miranda Priestly (Meryl Streep), principal executiva da Runway Magazine, uma das mais importantes e badaladas revistas de moda de Nova York (e do mundo). Ocupando um cargo pelo qual várias jovens dariam a vida, Andrea, ou apelidada Andy, não consegue imaginar onde se meteu e terá que aturar Miranda, a poderosa que consegue tudo o que quer, passando por cima de quem seja. Sem conhecimento do mundo da moda e sem ter um estilo que se enquadrasse ao de suas colegas de trabalho, Andy passa a sofrer nas mãos da chefona e a encarar o mundo da moda com outros olhos.
A indústria da moda vive de aparência. As pessoas precisam ser bonitas para estamparem as capas das revistas, outdoors, pôsteres e comerciais de TV. Não adianta questionar, pois a beleza externa ainda é peça fundamental para atrair os olhos de todos. Essa mídia é que transforma o conceito de beleza e diz qual a tendência atual. Um mês são as loiras, no outro são as morenas. Mas o que tem por trás daquelas pessoas que encabeçam ensaios e desfiles? Tem algo de humano ali? Lógico! “O Diabo Veste Prada” tenta mostrar esse outro lado.
Moda não é só desfile, não é só receber uma revista pronta e conferir as novidades dos estilistas mais famosos do mundo. Um público pequeno sabe o que é Lancome, Biotherm, Giorgio Armani, Ralph Lauren e Christian Dior, por exemplo. Para quem está nesse mundo, esses nomes são mais do que comuns. Grandes marcas, grandes estilistas. Usar um produto desses é questão de status. Consequentemente, vira questão de beleza. Usar um Armani é sinônimo de pessoa bonita. A roupa dita a sua beleza. Esse acaba sendo um estereótipo para todas aquelas pessoas que vivem o mundo da moda.
Quem não conhece uma pessoa tão bonita, que você tem até medo de se aproximar? Pois é, isso é mais comum do que parece. Sempre temos receio de nos aproximar de belezas fora do nosso convívio. Por causa desse receio, por exemplo, muitas mulheres lindas estão solteiras. Elas dizem que os homens têm medo de “chegar junto”. A beleza atrai ou assusta? Julgam essas mulheres bonitas como “sem conhecimento”. Que só visam a beleza. Como pode ocorrer esse julgamento, se você tem medo de se aproximar?
Ser bonito ou não é uma questão de gosto. Existe a “beleza” que a mídia joga para nós e somos praticamente obrigados a dizer que realmente é bonito. E existe aquela beleza que nos fascina. Não necessariamente precisa ser a beleza externa. Com a dificuldade de encontrar parceiras que se adaptem ao estilo de vida atual, muitos dizem que a beleza (isso é, a pessoa ser bonita) não é mais o principal critério para escolha. Ser alguém descente, que tenha um bom papo e acima de tudo, seja companheira, é mais do que fundamental.
O que é beleza para mim, pode não ser beleza para você (pensando no conceito estético). Mas, com certeza, ter um bom papo e se mostrar disposto/disponível, é a mais importante beleza que podemos ter. Para muitos, a beleza da amizade está sendo levada para os relacionamentos. Amigos não se preocupam com a parte estética. Se você é legal, é legal, independente de como seja.
Para você, beleza externa é realmente importante?
É possível alguém ser bonito por fora e por dentro?
O que é mais importante?



























2 Comentários
No meu ponto de vista a beleza realmente tem impacto, pois, querendo ou não é uma qualidade de uma pessoa, assim como inteligência, rapidez, etc. mas muitos (a maioria das pessoas) colocam a beleza como a maior e mais importante das qualidades, quando, na verdade não é, porque não adianta a pessoa ser bonita, mas chata, soberba, etc. assim como se ela for inteligente ou rápida. Por isso as pessoas bonitas são muito mais visadas, já as pessoas menos favorecidas nesse ponto, tem que impressionar de uma forma maior para ser reconhecida.
Mesmo assim, as pessoas feias não devem ter medo, porque existe alguém para cada pessoa na Terra, há pessoas que gostam dos magros e que gostam dos gordos, há pessoas que gostam dos altos e pessoas que gostam dos baixos.
Bom Juras, pra Platão a beleza, o gosto, é o que te agrada, é uma subversidade do ser humano.Você pode ter medo de se aproximar de alguém esteticamente bem vestido, porque talvez, subjetivamente voce se sinta inferior a essa pessoa.Não falando especificamente de você.É meio que unânime que alguém num Valentino passe mais credibilidade, não no sentido profissional, no sentido de segurança no que diz, é alguém que sabe se vestir(ou não!). Enquanto você veste C&A, fulano veste Gaultier, é um choque de realidades, é normal você sentir um ‘medo’ de ser reprimido.. entendem?
Alguém concorda com a minha opinião?Comentem aí, quero saber o que acham do que falei..